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Plano nacional de fertilizantes: a impotância das cadeias emergentes

Resumo

Palestra realizada por José Carlos Polidoro – Coordenador nacional do Programa Nacional de Solos do Brasil – PronaSolos, durante o IX Abisolo Fórum e Exposição realizado em 2022


Transcrição

Vamos em frente, então. Nós temos agora uma palestra que tem como tema Plano Nacional de Fertilizantes Emergentes. Eu quero chamar para vir ao palco conosco o doutor José Carlos Polidoro. Está aqui conosco. Vamos dar uma salva de palmas para ele, por favor. Ele é coordenador geral de estudos de ciência, tecnologia e inovação do governo federal para apresentar o Plano Nacional de Fertilizantes, a importância das cadeias emergentes para o desenvolvimento da agricultura. Doutor Polidoro é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa, tem mestrado em microbiologia agrícola pela Universidade Federal de Viçosa também e doutorado em agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde realizou pós-doutorado em produção. Muito obrigado, doutor José Carlos Polidoro, que está conosco para partilhar o seu conhecimento voltado para o tema Plano Nacional de Fertilizantes Emergentes. Vamos aplaudir bastante, que é para acordar do almoço. Boa tarde, meu povo! Senhoras e senhores, boa tarde. Bom, logo após o almoço, muitos poderiam pensar que todos vão dormir, mas acho que todos estão com bastante energia acumulada, então acho que vocês vão ter bastante entusiasmo em ouvir o que eu tenho a colocar. Eu pretendo fazer a palestra num tempo hábil para que nós possamos ter duas ou três perguntas, pelo menos, caso vocês queiram me questionar sobre esse assunto que é afeto, acho que a 100% das pessoas que estão aqui, os nossos associados. Bom, nós fomos convidados, eu quero agradecer a Absolo, especialmente ao Alexandre D'Angelo, que tem contribuído muito conosco lá na Presidência da República. Eu estou substituindo o nosso diretor de projetos estratégicos, Bruno Caligari, que é quem daria a palestra, e ele pela terceira vez está com Covid. Então, eu tenho a honra de estar aqui. Já estive aqui no Fórum Absolo, palestrando no evento acho que de 2012. Então, de forma que a surpresa foi um tanto quanto agradável para mim. Especialmente porque eu era da Embrapa até semana passada e hoje eu faço parte da Presidência da República. Bom, e nada melhor do que o Fórum Absolo acontecer presencialmente, logo depois do lançamento formal do Plano Nacional de Fertilizantes. Esse plano foi lançado na forma de um decreto presidencial pelo presidente Jair Bolsonaro, com a coordenação da ministra, então ministra Tereza Cristina, e vários outros ministérios, por exemplo, quase que ocuparam a esplanada toda. Foi o decreto 10991, de 11 de março de 2022. Acho que a maioria de vocês já teve acesso. E, nesse plano nacional de fertilizantes, o aspecto mais inovador que eu posso dizer, no que diz respeito a esse fórum, as cadeias que as empresas, principalmente, que compõem a Absolo, é que nós trouxemos o conceito de cadeias emergentes. para o Plano Nacional de Fertilizantes. Acho que foi o passo mais inovador que nós demos nesse plano. Bom, antes disso, pessoal, me permitam apresentar a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. É uma secretaria um tanto quanto discreta no âmbito do governo federal, mas a sua importância é dada pelo primeiro ponto. Nós temos a obrigação de assessorar o presidente da República, diretamente. E, por isso, o Plano Nacional de Fertilizantes foi construído e está sendo gerenciado pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, pela coordenação da secretaria, porque esse assunto é um assunto de segurança nacional e alimentar. Então, ele é um assunto que é transversal e é de médio e longo prazo. Não haveria nenhuma hipótese de construirmos uma política pública que não fosse com a visão de médio e longo prazo, com resultados para agora. Então, é um desafio bastante amplo. E para vocês terem ideia, nós lidamos com o Plano Nacional de Fertilizantes e com a política para as mulheres. Acho que muitas aqui das mulheres presentes conhecem o drama das mulheres escalpeladas da região amazônica. É um problema seríssimo que afeta vários órgãos. Então nós estamos no governo para isso. E olhando a agenda nacional estratégica, e lembre-se que, coincidência ou não, o país não tinha uma agenda nacional estratégica até pouco tempo, e isso é fundamental para que qualquer política pública seja construída, porque são diretrizes que propõem orientações para a administração pública fazer o seu papel o seu papel, que não é a administração pública que faz o desenvolvimento do país, simplesmente, exatamente o seu papel. Então, esse plano nacional de fertilizantes, ele está envolvido nas principais agendas, nas principais Linhas que compõem a agenda nacional. Nós vamos falar aqui de ciência, tecnologia e inovação. Nós vamos falar de inserção internacional e relações internacionais. Vocês ouviram o tema de diplomacia de fertilizantes aí na mídia, né? É por isso que nós não estamos com falta de fertilizantes para essa safra, nem para a próxima. Acho que essa pergunta já viria, né? Meio ambiente, desenvolvimento, infraestrutura, entre outros. Desenvolvimento econômico e vamos lá então conhecer o plano. Mas esse plano, primeiramente, ele não é uma resposta à crise. Primeira coisa, não é resposta à crise, não é algo feito para tapar um problema que aconteceu por conta aí da Covid, por conta da crise de logística mundial, tampouco pela guerra da Rússia e Ucrânia, mesmo a Rússia e a Bielorrússia sendo responsáveis por 25% do nosso potássio e de boa parte dos fertilizantes que nós consumimos. Não é por isso. Esse cenário já vem sendo construído e agora nós temos a tempestade perfeita desde de 30 anos atrás, sendo que de 2000 a 2020, simplesmente a demanda por fertilizante no Brasil explodiu pela pujância do agronegócio. É uma consequência do nosso trabalho, de nós que somos o agronegócio. Mas ela causou uma consequência que foi o quê? Uma estratégia, que hoje nós vemos o quão ela foi danosa para a indústria nacional. e ela encolheu 30%. Vocês encolheram 30%. Não adianta aí, né, Alexandre, o órgão mineral hoje cresceu 80% ao ano, mas a nossa indústria encolheu. E ela precisa voltar a crescer, porque isso aqui não é só para nós, não. Reindustrialização do país impacta nesses 12 milhões de empregos aí que nós estamos precisando criar. Então, o plano nacional de fertilizantes não está na presidência só para salvar nossa pele aqui, não, tá? Entendam claramente isso. O outro ponto é que, aqui eu preciso dar algumas mensagens muito importantes para nós, do governo e também para o setor, é que nós estamos falando em ter autonomia no setor que é o pilar, posso dizer, da maior potência agroambiental do mundo, porque sem fertilizante não há agronegócio e porque não teremos condições de fazer nenhuma produção agrícola e se não temos produção agrícola, que é a matéria-prima de toda a cadeia do agronegócio, Nós não temos essa pujança aí de 20, mais de 20% sempre do PIB brasileiro, né? E nós poupamos 100 milhões de hectares e boa parte disso foi porque nós dominamos os solos tropicais e nós sabemos que sem fertilizantes, obviamente alguém vai perguntar, mas o plano de fertilizantes, então esqueceram os corretivos, não importa se é alguma, porque essa é a causa pronta para o país. Ninguém faz agricultura em solo tropical, né, meu time? Sem corretivo, é óbvio. Óbvio que o calcário tá dentro das nossas metas, é óbvio que tá, e todos os corretivos. Mas isso tem que ficar bem claro, pessoal, porque está tendo um movimento muito forte, tá certo? De que, esquecendo que o Brasil, naturalmente, seus solos são pobres. Eu não adianto eu pintar meu cabelo de amarelo, daqui a pouco ele fica preto. Não é certo? Então, não acreditem e não apostem em tirar o pé do fertilizante no momento em que nós estamos precisando acelerar. A questão aí é mais a seguinte, se não for viável economicamente, ok, ninguém vai fazer isso em nenhuma empresa, seja ela um produtor de alface ou um produtor de algodão, certo? Mas não sacrifiquem o insumo para solo, não sacrifiquem o solo. O maior benefício do agro-brasileiro é a conquista da fertilidade do solo. Não sacrifiquem, não façam isso. Tem muitos setores pregando que eu vou parar, não vou colocar fertilizante, a consequência vai vir, com certeza. está certo? Nós estamos tentando garantir que tenha fertilizante e que o preço seja o mais compatível possível, mas não façam isso, porque isso é uma conquista nossa, que é o único defeito da agricultura brasileira, do Brasil, como a maior potência mundial da agricultura, é ser o solo com baixa fertilidade nacional, mas nós resolvemos isso, tá certo? A gente sabe fazer isso, né? Nós temos que aqui. E o outro ponto pessoal, muito importante, né. Imaginem que nós estamos com o maior peso no custo de produção dos alimentos. E se nós não somos eficientes no uso desses nutrientes, nós não desenvolvemos tecnologia para o uso eficiente, nós estamos impactando no preço final dos alimentos. E aí vai para o prato de todo brasileiro. E nós estamos experimentando uma subida no preço do prato de comida não observada nos últimos 30, 40 anos. É sobre isso que o Plano Nacional de Fertilizantes está falando. Não é só para a gente diminuir a dependência externa, etc, etc, etc. Não é defesa da indústria nacional, apenas. É isso aqui, ó. Tá certo? Nós somos responsáveis por 40% do custo de produção. Nós somos parte importante disso. Começa com quem lida com a política, quem é indústria, quem é usuário. Como eu falei, é uma indústria que teve uma desindustrialização. Agora, eu trouxe esse gráfico aqui e não trouxe nenhum gráfico da Absolo, porque eu não quis plagiar vocês, porque vocês já mostraram isso, mas aqui tem um gráfico que mostra que nós temos 11 empresas que produzem o NPK, porque NPK não é pra pequeno, é coisa pra grande empresa, porque o investimento é muito alto. Engraçado, as maiores empresas do mundo estão no Brasil. Por que que nós produzimos só 9% do fertilizante que nós consumimos? Tem alguma coisa errada aí, não tem não? Eu jogo a culpa nas empresas, né? para justificar aquele outro lado? E por que tem mais de duzentas, quantas empresas, tem mais de duzentas e cinquenta empresas que atuam aqui na cadeia dos fertilizantes de base orgânica, dos fertilizantes especiais? Como nós fazemos para elas crescerem? Como nós fazemos para ela ocupar não um milhão de toneladas por ano de orgânico mineral, mas dez milhões de toneladas, vinte milhões de toneladas? Não tem matéria-prima? Tem. Não tem tecnologia? Tem. Então, vejam que nós temos as empresas que estão apostando no Brasil, estão aqui. Então, por isso que tem que ter uma política nacional. Vocês entendem que tinha que ter alguma coisa, uma governança sobre isso? Né, Roberto? Tinha que ter uma governança sobre isso, porque nós estávamos nadando cada um para cada lado e muita gente nadando contra a maré. Né? E aí está o que nós fizemos. O Plano Nacional de Fertilizante, tem uma parte aí que é a que eu mais gosto de falar, que é o seguinte. Ele foi criado por um movimento de 91 órgãos públicos e privados. Órgãos somos nós aqui, tá? Empresas, órgãos de governo. Mais de 300 pessoas, oficialmente 290, porque nós controlamos isso rigorosamente, mas foram mais de 300 pessoas que construíram. Então, esse plano não é do governo. Esse plano não é nem do Estado Público, esse plano é do setor, é nosso. Foi construído por vocês aqui, eu tô vendo muita gente aqui que esteve lá e brigou conosco. Então nós precisamos entender. E quando as cadeias emergentes foram criadas como uma categoria nova, importante, que deveria ter destaque, foi porque nós decidimos isso. O NPK tá aí, óbvio. Nós vamos continuar consumindo NPK o resto da vida. O NPK mineral, tradicional, que nós conhecemos e consolidado há décadas. Mas nós temos que fazer a inovação. E a ciência, tecnologia e inovação, sustentabilidade ambiental é uma grande inovação que política pública no Brasil nunca teve esse tipo de coisa. Nós elaboramos aí o plano, né, no ano de 2020, né, antes da crise. E quem são as cadeias emergentes até agora? Entendam que aqui ninguém quer colocar um limite nas cadeias emergentes como sendo cinco cadeias, mas nós tínhamos que partir de um ponto. E nós temos então hoje, no plano nacional de fertilizantes, cinco cadeias emergentes categorizadas, porque nós precisamos de fazer isso. O setor é assim, o registro do produto é assim, as tecnologias são alinhadas assim. Nós tentamos trazer fertilizantes organominerais, que obviamente está em conjunto com os orgânicos. Inclusive, o orgânico mineral está dentro de orgânico, né? Por que que eles são emergentes? Porque eles trabalham com tecnologia nacional, matéria-prima nacional, principalmente a reciclagem e a biotransformação. está certo? Então por isso que nós temos uma categoria emergente. Os coprodutos resíduos com potencial agrícola. Desde lá do fosfato, da indústria de fosfato, até o lodo. Tem nutriente, é possível de ser utilizado, tem processo, tem tecnologia e para a economia mineral e circular é fundamental. agrominerais e remineralizadores. Desculpe que teve um erro de digitação ali, separando doris, né? Não tem nada a ver com dor, né? Mas é inovação mineral. Só o Brasil tem, na sua legislação, uma categoria de remineralizadores. Nenhum outro país tem. Isso é bom ou ruim? Isso é ótimo. Porque o país tem discutido uma categoria nova. Em termos de inovação é excelente. Agora, qual o posicionamento? Como é que a recomendação agronômica? Não é aqui esse momento que nós vamos discutir. Cara, é um problema nosso. Não é um problema de quem vende, nem de quem compra. É um problema de todos nós. Porque se der ruim, dá ruim pra todos. Porque nenhum produtor compra duas vezes a mesma porcaria. E o produto... E nenhum... Ninguém quer colocar produto no mercado que vai durar um ano só, correto? Alguém aqui faz isso? Não, né? Então, não há esse tipo de problema. Mas é uma cadeia emergente também. E os agrominerais que nós colocamos tem fosfato natural, calcário, gesso. São agrominerais, né? Gesso, o gesso gibbsita, né? São agrominerais. E todos os outros, né? Estão aqui por quê? Porque é nutriente pro solo brasileiro e pras plantas que, inclusive, são matérias-primas nacionais, né? Os bioinsumos. Eu fui ao Congresso de Soja recentemente, que estava gelada fora do Iguaçu, e eu percebi uma coisa, que aqui também é óbvio, aqui seria óbvio, mas lá no Congresso de Soja, 80% das empresas que estavam patrocinando o Congresso estavam lá com bioinsumos. Ah, inoculante para a FBN? Não, senhor. Ah, bioinsecticidas? Não somente. Tinha muita coisa lá mostrando que eu vou aproveitar melhor o fósforo que tá lá depositado, retido, indisponível até então para as plantas que nós fizemos. Nós vamos aumentar a saúde do solo. Hoje existe uma análise que a Embrapa faz, o B.O.S. Acho que todos aí já sabem. O B.O.S. é uma análise da saúde do solo. Verde tá saudável, amarelo tá com problema e vermelho é médico. Não adianta tá com a química lá em cima se a saúde do solo não está bem. Nós temos isso em rotina hoje. E por fim, bioinsumo é uma questão agroambiental, óbvio. Nós estamos falando da soja que substitui o equivalente ao que nós deveríamos gastar de 40 milhões de reais em fertilizar nitrogenado se não fosse o inoculante da soja. E fertilizante entrogenado tem impacto ambiental que todos vocês conhecem na emissão de gases de efeito estufa. E por fim a nanotecnologia, slow release, agricultura digital, tudo isso que a gente empacota hoje para aumentar a eficiência. E aí nós ousamos fazer uma coisa que aqui a gente tem que ter um pouco de coragem para fazer isso, mas eu quero colocar uma coisa. que é o potencial que a gente espera. Isso está escrito no Plano Nacional de Fertilizantes e é um problema que eu passo pra vocês, tá, Roberto? Porque a gente tem certeza que pela disponibilidade de matéria-prima e pela quantidade de tecnologia e empresas, os fertilizantes orgânico-minerais podem chegar a contribuir com 25% do NPK que nós demandaremos no futuro. Hoje é bem menos do que isso. Nós temos que os co-produtos, só do fósforo, são 2 a 3 milhões de toneladas de P2O5 que estão parados aí nas pilhas. O pessoal da Mosaic, eu estava conversando com eles hoje mais cedo. Inclusive, parabéns às empresas que estão vindo para o Ford Absolo como um fórum multidisciplinar e multisetorial. Nós temos um potencial gigante, os agrominerais, só no potássio tem esse potencial, aqui não é só uso direto, aqui tem transformação também, tem tecnologia em cima disso para produtos solúveis, bioinsumos e aqui, desculpa também que desconfigurou, é menos 10% mesmo, porque essas tecnologias de nano, slow release, é aumento de eficiência. Não é diminuir o uso, porque o nosso consumo de fertilizante é o único país do mundo que consome, consumiu nos últimos dois anos, que teve um aumento do consumo nos últimos dois anos, segundo o ANDA, né, do NPK acima de dois dígitos. Mais de 10%. Nenhum país do mundo fez isso nos últimos 30 anos. Só o Brasil. Então esses menos 10 aqui são eficiência. Ninguém vai vender menos ADU por isso. Pelo contrário, vai vender muito mais porque vai produzir mais, vai ter mais lucratividade, tá certo? E tudo isso, pessoal, a grande conquista nossa aqui é que nós temos a governança instaurada para os próximos 28 anos com representatividade, que é o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas. o CONFERTE. Ele foi instituído pelo decreto, ele tem nove órgãos públicos e quatro representações setoriais das cadeias e do agronegócio. Então, vocês percebam aí que tem Fórum Nacional de Governadores, quem lida com o convênio 100 aqui, agora convênio 26, sabe do que eu estou falando. E não adianta ter um decreto federal se eu não tenho o reflexo estadual para que a indústria seja estimulada pelo Estado, o Estado da Federação, das indústrias tradicionais de NPK. Nós fechamos agora um chamamento público para selecionar essa das tradicionais, assim como as cadeias emergentes, é quem representar melhor o setor é quem vai sentar na cadeira, a representação, e uma das CNA que legalmente é a representação dos agricultores perante a lei, certo? E nós temos competências em quatro câmeras técnicas. E é onde o pau vai quebrar, desculpe o termo. Já ontem tivemos uma reunião da Câmara Técnica de que? Cadeias emergentes. Assim, eu acho que foi de propósito que o Bruno marcou para um dia antes dele vir aqui, aí sobrou para mim o presente de dar boas notícias para vocês, porque nós discutimos a problemática daqui ontem e foi uma longa reunião. Essas câmaras técnicas é que vão pautar os temas para o CONFERTE decidir. Porque o CONFERTE são ministros, secretários executivos. Então, é sim ou não. Não tem debate. Então, nossas competências estão aí, o decreto está para todos verem. E assim funciona o nosso organograma. Eu sou o secretário executivo, nós temos um grupo que compõe a Secretaria Executiva do Plano Nacional de Fertilizantes. Acho que quem vai mais apanhar de vocês serei eu e com todo prazer. Porque é uma dor de crescimento, a famosa dor do crescimento. Então vai crescer rápido. Espero que não para os lados, né pessoal? Não para os lados também pode, se for o setor, né? Que é expandir o país de Norte a Sul e Leste a Oeste. Mas nós temos as câmaras técnicas, a grande conquista, o grande diferencial, apostem nisso, participem. Nós temos a composição das câmaras técnicas refletindo O CONFERTE, né, já, obviamente, né, mas, é aberta para participação de convidados, basta se manifestar e a agenda vai ser pública. Então, vocês podem participar como convidados, observadores, como em qualquer setor. As diretrizes do plano, elas são cinco diretrizes. Eu vou falar de três. Modernizar, reativar e ampliar plantas com relação às cadeias emergentes, né. Promover vantagens competitivas, ampliar os investimentos em P&D, ok? é vamos lá como é que nós quando você olha para as cadeias emergentes você traz algumas situações muito importantes por exemplo criação de linhas de investimento de financiamentos para o aumento da capacidade instalada do setor principalmente aqui naquelas cadeias que promovem aumento da eficiência ontem nós discutimos com a finepe Esperamos que isso se confirme, mas eu posso dar um spoiler aqui. Já falei isso com o Absolo, né? Nós teremos um edital para fomento e financiamento, empréstimo direto subvencionado para as cadeias emergentes por meio da FINEP, para aquelas empresas que estão entrando no setor, tem tecnologia com potencial crescerem. né isso foi decidido ontem é incentivos fiscais nós temos aí é no congresso nacional uma lei tramitando que é o profert né é que está bastante avançada que é para estimular o setor com renúncia fiscal para investimentos etc na e operações nós temos uma no senado que é o referte E nós temos a alegria de já ter um estado da federação com um programa estadual de fertilizantes, que é o estado do Rio de Janeiro. Acabou de aprovar e vai ser sancionada a lei em breve. Nós temos Sergipe em andamento, então, pra quê? Pra poder ampliar e modernizar as linhas de fertilizantes. Vocês percebam, pessoal, que nós quisemos ser endereçadores. Então, tem ações aí que é a promoção do aumento do consumo de fertilizantes orgânicos, que tem os órgãos minerais integrados com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com o ODS etc, porque isso agrega valor ao que é a inovação dentro do país. É, vantagens na cadeias produtivas, né? Vamos pegar aqui, essa apresentação inclusive estará disponível, ampliar a oferta de matéria-prima pra América do Sul, né? Sendo que nosso país, ele tem que estar integrado na América do Sul, principalmente quando nós somos inovadores, temos tecnologias que podem se expandir pros países do Mercosul. Mas reduzir em 50% do passivo de resíduos, do beneficiamento do NPK e de outros, pode ser até de outras cadeias. Da mineração de fosfato, por exemplo, em cinco anos, recuperar pelo menos 50% do fosfato secundário que tá por aí nas pilhas de rejeitos, é fósforo do nosso recurso natural. que muitas empresas já estão fazendo. Disponibilizar pelo menos cinco novas tecnologias de processamento e padronização para fertilizantes orgânicos e orgânico-minerais. Isso veio do nosso brainstorming, tá pessoal? Não é coisa minha aqui, do Polidoro ou de alguém que criou isso, mas está lá escrito. no documento que está público no site da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, que já rodou na mão de muitos aqui, que é o relatório final do grupo de trabalho, né? O decreto tem muito menos. Aí, criar um Sistema Nacional de Informação sobre Fertilizantes. Quem vai investir no Brasil com os números que nós temos? Precisamos ter uns números muito mais consistentes que deem sinalizações. Reduzir, ampliar o número e quantidade de ofertas de produtos visando aumentar a eficiência de uso de nutrientes para as culturas, do milho, café, cana, não tem tudo a ver com absolo. Não são fertilizantes especiais, não é isso que é a proposta primordial de muitas das tecnologias, posso dizer a maioria delas, tá aqui e tem número. Tá certo? Será, Roberto, que a gente consegue até 2040 aumentar em 75% do que é hoje, né? Do que falta de aumentar, né? Se é 70, vamos passar pra, né? Pra 85, né? Será que nós conseguiremos? Temos que conseguir, porque não pode perder adubo custando 5 mil reais a tonelada, certo? Não pode. E assim, nós vamos perseguindo, promover vantagens competitivas para a cadeia de produção de fertilizantes. Eu sei que essa apresentação pode parecer um tanto quanto chata, mas eu fiz questão, nós fizemos questão de trazer para vocês entenderem que isso aqui está público, tá? Isso não é uma elucubração minha ou de alguém que esteja defendendo uma política. Ela já está pronta, posta e compromisso feito. Então, vocês têm que cobrar. Cobrar participando da maneira mais proativa e positiva possível. Clamo a vocês que levem as críticas para que a gente ganhe com isso. Senão ela não vai ser nem um pouco, vai ser bem recebida como qualquer uma, nós somos o Estado, o Estado tá aqui pra isso, mas que ela seja assim, olha, isso aqui tá uma porcaria, mas a solução é essa. Então nós vamos mudar tudo que tiver que mudar e vamos chegar lá, né? ampliar os investimentos em PDII. Isso é fundamental para as cadeias emergentes. Eu não estou falando diretamente aqui de uma cadeia ou outra, mas percebam que é promover o desenvolvimento tecnológico para redução em até 50% dos passivos de beneficiamento. Está lá e está aqui, porque isso tem a ver com os dois lados. Aumentar a oferta de novos produtos ou reuniões das cadeias emergentes em pelo menos 20%, 50%, 100% e 200% até 2050. Vocês estão preparados para em 2050 oferecer 200% do que oferecem hoje? Então tá ótimo. É isso mesmo que eu queria ouvir. Balançar a cabeça que sim. Porque eu também acho que sim. Acho que isso aqui é conservador. Eu vou ser bem sincero pra vocês. Isso aqui é conservador pras cadeias emergentes. Pra quem tá aqui no fora do absolo. Viu, Roberto? Conservador. Viu, Alexandre? Ok? Já tô finalizando. E pra indo já para... um fechamento, quero chamar a atenção de alguns pontos. Não deixem de investir em P&D, porque o Brasil, só em biofertilizantes e organos minerais, ele já está perdendo no que diz respeito à inovação, depósito de patente e novos produtos no mercado. Isso aqui, obviamente, foi o lado direito, que é o gráfico, é o INPI que fez, então, é quem deve fazer e o lado esquerdo aí é um retrato de 2018 que o Brasil já não é o protagonista em bioinsumos e tem a maior biodiversidade do mundo. Certo? Significa o que? Que nós precisávamos ter uma governança para que a gente não deixe de ser protagonista nessa cadeia. Esse é o que eu queria, é o retrato. E só na Embrapa, para falar de dentro da casa que eu estive até semana passada e não ficar jogando só para a plateia, eu vou aqui dizer que só a Embrapa tem na sua prateleira 184 tecnologias produzidas nos últimos cinco anos, sendo que 59 é adubação, 52 delas são de coisas que deveriam estar no mercado. e não estão. Duas coisas que eu quero dizer para vocês. Procurem a Embrapa para saber quais são essas 52 e tentem fazer parceria conosco. Nós estamos mais preparados, a Embrapa está mais preparada para isso, porque isso tem que sair da prateleira. E segundo, cobrem a Embrapa para que isso saia da prateleira. E eu estou dizendo agora como Presidente da República. Cobrem a Embrapa. Estamos aí com a caravana hoje em Itapetininga, muito sábio aqui, mas essa caravana é uma ação da Presidência da República, feita por meio da Embrapa. É isso mesmo, é economizar 2 bilhões em eficiência agronômica no campo e nós precisamos estar juntos, essa caravana vai rodar o Brasil aí. Isso está no site da Embrapa, mas é uma ação de curtíssimo prazo, porque enquanto a coisa está pegando na russa, a gente resolve o problema dentro da porteira. Isso é boa prática, isso é adoção de novas tecnologias, isso é consciência. Né, Milton? Isso é o que a gente faz todo dia dentro da universidade, que tem que sair pra fora da porteira. Bom, e uma outra coisa que eu gostaria aqui de combinar com vocês, né? Nós fizemos uma projeção de quanto o Brasil estará consumindo de fertilizante em 2030, 2040, 2050. NPK, tá pessoal? Aqui não é produto, é nutriente, certo? E nós, na verdade está como NPK, como produto, mas vamos falar que é NPK, porque a fórmula mede. Bom pessoal, nós estamos certos de que em 2050 o Brasil estará consumindo 80 milhões de toneladas de fertilizantes, o que dá aí mais ou menos 25 a 30 milhões de toneladas de nutrientes, o dobro. Então nós temos que aumentar 200, 300% essas cadeias aqui para poder atingir aqueles 25% dos organos minerais, etc, para poder nós não termos problema no futuro porque esse cenário aqui ele é um problema ele seria um problema muito grave se nós não tivéssemos o plano nacional de fertilizantes e continuassem importando cada vez mais NPK porque é nesta semana Acho que vocês acompanharam, não sei se a grande mídia acompanhou, a última, a penúltima investida do nosso estado brasileiro para buscar garantir oferta de fertilizantes para a próxima safra e para a safra seguinte, foi uma viagem do ministro Marcos Montes com a equipe do nosso almirante Flávio Rocha, que é o secretário da SAI, a Marrocos, a Jordânia, né, e Egito. Agora tá tendo uma outra co-almirante, Flávio Rocha, também nos países árabes, com foco não só de fertilizante, mas também, mas a outra foi exclusiva. Agora, uma coisa que eu não sei se todos sabem, é que o ministro Marcos Montes foi convidado pra ir na ONU, há duas semanas atrás. Vocês souberam disso? Ele foi à ONU pra palestrar num evento sobre segurança alimentar. Ele não foi chamado porque ele é um grande palestrante mundial, não, porque ele é um deputado, um grande político brasileiro, que hoje é nosso ministro, mas não foi por isso. Foi porque a ONU entende que, se nós estamos com o risco de ter fome no mundo, em países que isso era inimaginável, mas com o cenário atual, com preços elevados, sobretudo do trigo, com essa guerra que não acaba, com esse problema de logística e abastecimento que o mundo está enfrentando, o Brasil foi chamado para saber o que o Brasil precisa ou o que ele não pode prescindir para continuar aumentando a sua produtividade e passar dos 300 milhões de toneladas de grãos e chegar a 500. Em breve. porque a esperança do mundo e eu tô falando isso com o evento que aconteceu recentemente na fal e agora a representante da fal que recebeu o ministro da agricultura está indo para a rússia né para dialogar, como fazer com que países como o Brasil, e o Brasil é o número um, não tenha problema de abastecimento. Isso tudo acontece porque nós importamos 90% dos fertilizantes. Se nós importássemos aquilo que é a meta do Plano Nacional de Fertilizantes, que é ter um equilíbrio entre a importação e a exportação, ou seja, fazer o que a China, que os Estados Unidos, fazer o que todos os países que concorrem com o Brasil no agronegócio fazem, importar metade, produzir metade e fazer um grande negócio internacional. Porque eu tenho que continuar comprando adubo da China, porque eu vendo soja pra eles. Entendam? Então, vocês percebam que essa meta aqui, sem o Plano Nacional de Fertilizantes, iria dar um colapso, essa projeção, desculpa, iria dar um colapso no setor agropecuário brasileiro. Nós iríamos ter um colapso no agro, por falta de condições de ter fertilizante. Porque nós aumentamos o consumo de fertilizante mais do que qualquer país do mundo. Já já nós vamos ser o segundo ou o primeiro país no mundo em consumo de fertilizante. Porque todo ano nós temos que pôr. Não é igual aos outros países. Nós temos três safas por ano. Certo, pessoal? Então aqui eu encerro, tá, a minha palestra. Eu, se tiver tempo, não sei se tem tempo pra poder ter uma ou duas perguntas, eu estou à disposição de vocês. Mas caso contrário, né, aí está o nosso endereço. Vocês sabem que a Secretaria Especial de Assuntos e Estratégias tá aberta pra todos vocês. Eu estarei lá como secretário executivo do Plano Nacional de Fertilizantes. Não foi à toa que eu fui para lá, porque eu sou aqui do setor e acho que todos aqui têm certeza de que eu tenho total prazer em debater os assuntos, sejam eles espinhosos ou não. Muito obrigado. Absolo. Por uma produtividade inteligente.

José Carlos Polidoro

2022 - Abisolo

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