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A utilização de fertilizantes especiais e a performance na integração lavoura pecuária
Resumo
Transcrição
Bom dia, pessoal. Depois desse exercício, espero que estejam bastante animados para a gente conversar um pouco sobre integração, lavoura pecuária e os resultados desses fertilizantes especiais, que tem todo o apoio da Absolo, na performance desse sistema, tá bom? Então, primeiramente quero agradecer o convite, que foi feito pela Fernanda, em nome da Absolo, e é uma satisfação muito grande. estar retornando os eventos presenciais depois de tanto tempo. Então, evento cheio, pelo jeito aí que me falaram, 700 pessoas no evento, muito bom mesmo. E além disso, rever colegas. Já na chegada aqui, já revi vários colegas e isso é muito gratificante depois de praticamente dois anos, dois anos e meio sem reencontrar muita gente, tá bom? Então, vamos passar para a apresentação aqui, porque hoje, pelo que me falaram, o tempo está meio escasso. Então, apenas para me apresentar, meu nome é Cristiano Magalhães Paris. A colaboração dessa apresentação é do doutor André Michel de Castilhos, da UNESP de Botucatu, da Faculdade de Medicina Veterinária e Exotecnia. E o tema que nós propomos é sobre a integração lavoura-pecuária. E hoje eu tenho uma empresa, eu sou zootecnista, fiz mestrado em agronomia, doutorado em zootecnia e dois pós-doutorados em zootecnia também. E sempre trabalhando com integração lavoura-pecuária. Então eu estou no tema integração lavoura-pecuária, trabalhando com pesquisa, estudando a integração lavoura-pecuária e atuando dentro da integração lavoura-pecuária há quase 20 anos. E é mais ou menos essa ideia que eu estou trazendo para vocês hoje, tá bom? Então hoje pela minha empresa a gente trabalha com palestras, aulas, treinamento técnico, organiza alguns eventos também e desenvolve pesquisas para empresas no setor de integração laboral pecuária e pastagem, tá bom? E além disso também trabalho com consultoria técnica. Atualmente, as fazendas que eu presto consultoria totalizam ao redor de 8 mil hectares, 10 mil cabeças de bovinos nessas fazendas e nem toda essa área ainda está integrada ao sistema, mas nós temos uma projeção aí de chegar a uns 20 mil animais nos próximos cinco anos, tá bom? Então, os tópicos da apresentação, eu vou comentar rapidamente para vocês sobre a exigência de mercado e a situação das pastagens do Brasil. A importância hoje da integração lavoura-pecuária para a sustentabilidade da nossa agropecuária no Brasil. Comentar pra vocês rapidamente sobre a importância hoje de agropecuária de processos junto com agropecuária de insumos, porque quando a gente tem processos bem feitos, os insumos dão maiores resultados ainda, tá certo? E comentar pra vocês sobre os fertilizantes, líquidos minerais na integração, com diversos tópicos aí. Fertilizantes de organos minerais e por fim algumas considerações finais, tá bom? Então, para vocês terem uma noção de como que se encontra hoje a exigência de mercado de pecuária de corte hoje no Brasil, nós temos aqui uma demanda de qual que é o bovino desejável para atender todos os mercados hoje. Então assim, Quanto menor a idade e maior o acabamento da carcaça, melhores mercados a gente atinge. Hoje o nosso principal mercado, que é o mercado China, certo? Ele quer um animal de 30 meses, até 30 meses. E aí, pena que eu não consigo apontar aqui na tela para mostrar alguns detalhes para vocês, mas essa carcaça que vocês estão vendo no meio inferior do painel, isso aí é uma carcaça com acabamento uniforme de um animal de 24 meses. Então essa carcaça hoje a gente encaixa nos melhores mercados mundiais. Mas, Nós temos uma situação que hoje, isso aqui são algumas publicações do Instagram do Roberto Barcelos, é um dos maiores especialistas hoje da qualidade de carne no Brasil, e ele tem falado que assim, nós estamos reduzindo a idade ao abate, então a carne está ficando mais macia, porém está perdendo sabor. Por quê? São sistemas muito intensivos com grãos, tá certo? E o Roberto Barcelos, ele fala que o melhor tempero pra carne é o pasto. Então nós precisamos recriar esse animal no pasto o mais rápido possível, um ano por exemplo, e depois finaliza ele no confinamento. E aí a gente consegue um animal de 24 a 30 meses, tá bom? Então, a ideia é essa daqui, desmamar um bezerro, fazer uma recria ao redor de um ano e, posteriormente, finalizar esse animal em semi-confinamento ou confinamento. E aí, com a integração lavoura-pecuária, nós temos visto que isso está se tornando muito possível, tá bom? Mas eu pergunto pra vocês, será que nessa situação de pastagem a gente consegue fazer esse animal de 24, 30 meses nessa qualidade de acabamento de carcaça? Nessa situação de pastagens degradadas que nós temos no Brasil? muito difícil. Agora, com pasto de qualidade, trabalhando com integração lavoura-pecuária e trabalhando com insumos direcionados para esse manejo da pastagem, dentre eles os fertilizantes especiais da linha da Bissolo, vocês vão ver que os resultados são fantásticos. Então hoje nós temos ao redor de 60% das pastagens do Brasil possuem algum grau de degradação, chegando até no ponto de erosão, que são essas fotos de cima do painel. Depois dessa apresentação, vai ficar com a coordenação, depois se eles puderem disponibilizar no site, fica totalmente à vontade. O pessoal da coordenação dá à disposição a apresentação para depois distribuir para os participantes. E aí a gente está vendo uma evolução da integração lavoro-pecuária em termos de área. Em 2005, quando eu fiz o meu primeiro experimento sobre integração lavoro-pecuária, nós tínhamos ao redor de 2 milhões de hectares. O último dado, que é esse dado do pessoal da Scott Consultoria, que foi um trabalho de perspectiva para a cadeia da carne bovina na relação Brasil-China, mostrou que nós já tínhamos 17 milhões de hectares. Então, eu tenho visto isso ao longo desses anos, essa evolução diária e eu fiz uma projeção. Eu peguei esses dados, transformei em matemática e por essa matemática eu percebi que nós temos uma projeção de em 2030 chegar até próximo de 27 milhões de hectares, mas eu, cristiano, do jeito que a coisa está acontecendo, eu vejo um potencial maior. Pode ser até que essa curva dê um looping aqui para frente e nos próximos 10 anos, por exemplo, esse aumento seja ainda maior. E aqui algumas imagens. A pergunta é a seguinte, Quando eu coloco o animal para pastejar na integração, depois para a fase lavoura, é possível manter o solo 100% coberto com palhada? Nas fotos de cima eu mostro para vocês que é. Por quê? Quem que abre a porteira para entrar mais ou menos animais? Somos nós, manejadores de pastos, tá certo? E aí a gente percebe que quando tem o pastejo, a gente se depara com uma situação dessa que vocês estão vendo no canto do slide. Vejam a qualidade desse torrão de solo com minhoca e embaixo uma foto de uma sementinha de soja com uma minhoca do lado. É fácil ter minhoca em solo agrícola? E quem que proporciona esse fato da minhoca aí, que é a parte de biologia de solo, microbiologia de solo? A próxima apresentação que é do professor Andreotti, com certeza ele vai comentar sobre isso, tá certo? Então, isso aí tem a ver com os dejetos dos animais que são colocados nesse solo, tá certo? Então é a questão orgânica. E nas imagens do lado de baixo, vocês vejam, foto do ano passado, safrinha em Santa Cruz do Rio Pardo e milho, vejam a situação do milho. Do outro lado, uma área em Pardinho, São Paulo, outubro de 2020, o soja praticamente perdido no meio da bulva, tá certo? Então, chamam isso de sistema plantio direto. Mas só atende a uma premissa do sistema plantio-direto, que é o não-revolvimento do solo. Porque essas áreas não têm rotação de culturas e não têm manutenção de palhadas sobre a superfície do solo. E aí vem o Cristiano falar sobre integração lavoura-pecuária. Então hoje o grande desafio é fazer projeto para a integração lavoura-pecuária, porque é um sistema muito complexo. Muito mais complexo do que o sistema isolado de agricultura ou de pecuária, correto? Mas qual que é a vantagem disso? É o sinergismo. O que é o sinergismo? É a agricultura beneficiando a pecuária e a pecuária beneficiando a agricultura, correto? Aqui uma foto, duas fotos aqui na parte de baixo do slide, porque é uma coisa que sempre perguntam pra mim. Quanto tempo dura um pasto? Pasto é perene, desde que bem manejado, desde que feito reposição de nutrientes no solo, correto? Então vocês vejam, uma área que foi renovada, era uma pastagem degradada, fez milho com braquiária, em abril de 2017 estava colhendo o milho e depois em dezembro de 2019 vejam a qualidade do pasto que nós tínhamos ainda. Por quê? O pasto está sendo bem manejado e está sendo feito reposição de nutrientes, correto? E a outra pergunta que me fazem sempre é assim, qual que é o melhor capim? Qual que é o capim milagroso? Que eu não preciso adubar, que eu não preciso manejar, que eu não preciso fazer nada e ele vai durar 10 anos. Isso não existe, pessoal. Vocês vão ver que na apresentação aqui eu vou mostrar diversos capim pra vocês. Todos são muito bons, mas cada um tem as suas particularidades, correto? Então assim, Nós precisamos começar a entender as características de cada capim e trabalhar com a questão do posicionamento. Da mesma forma que quando nós vamos comprar uma semente de milho ou uma semente de soja, O vendedor não pergunta como que é o seu sistema, como que é o seu tipo de solo. E aí posiciona o híbrido de milho, a cultivar de soja, não é assim? Pro capim é a mesma coisa, tá certo? Então aqui uma foto mostrando uma braquiária rousizienses. a foto de cima, e uma braquiária marandu, a foto de baixo. Conduzido por mesmo tempo, mesma área, é um experimento do professor Crucial, lá de Botucatu. E o que explica essa diferença? Essa área tinha mais ou menos uns 18 anos, desculpa, 15 a 18 meses de capim. E aí a gente começa a perceber que a braquiária rousiziensis começa a diminuir produtividade. E aí, o crucial encafifado com isso daí, em parceria com o professor Sorato, lá de Botucatu, fizeram coleta de solo e avaliaram a questão da população de bactérias amonificantes e nitrificantes, que são esses dados de baixo. Inclusive esses dados, se eu não me engano, essas análises foram feitas no laboratório do professor Andreotti, da Exalc. Os resultados foram o seguinte, onde tinha marandu, tinha uma maior população de bactérias amonificantes. Consequentemente, depois no cantinho lá tem a produtividade de soja em cima dessas áreas, olha lá o soja, 3.3 em cima de palhada de marandu e 2.8 toneladas por hectare em cima de palhada de rosiziense. Então, a partir disso a gente começa a tomar decisões para qual capim escolher dentro do sistema. E, além disso, Algo que vem acontecendo muito hoje é querer colocar lavoura já em área de primeiro ano, de pastagem degradada, principalmente solos arenosos, hoje, tomem cuidado. Então, hoje, o melhor sistema que eu enxergo é o que é chamado de sistema São Mateus, no qual nós fazemos primeiro uma recuperação da pastagem e depois, no segundo ano, a gente vem com a lavoura, tá bom? Então vejam essas fotos aqui embaixo de raízes de capim. Raiz de capim zuri, um metro e meio de profundidade. As raízes foram pintadas para destacar. E depois o milho semeado sobre a palhada desse capim. Vejam o quanto de que desce as raízes do milho nesse solo. E do lado aqui um cronograma de trabalho, mostrando que nós fazemos a recuperação do pasto, depois nós fazemos esse animal em determinado período após a recuperação desse pasto e lá no segundo ano a gente vem com a lavoura, tá certo? Então esse eu considero hoje o melhor sistema para solo arenoso, para recuperação de pastagem degradada e início de um sistema de integração lavoura-pecuária. E aí fazendo um sistema desse, aqui um exemplo de uma fazenda que eu presto consultoria, que trabalhou com 2 para 3 anos de pastagem, ou seja, renovou a pastagem e depois veio com a lavoura. Então vejam os resultados de pecuária. Conseguindo lucratividade aí de uma área no primeiro ano, 1.800 reais por hectare. Isso é líquido, pessoal. Isso é dinheiro no bolso, tá? Pagando tudo as contas. Num segundo ano, 1.300 reais, porque teve que fazer alguns investimentos na parte de infra e estrutura, tá certo? E depois veio com soja em cima. Nessa última safra veio soja. Uma soja de primeiro ano em solo arenoso, solo de 10, 12% de argila, já entregando 54 sacas por hectare. E agora já voltou novamente com o capim, fez uma semeadura de milhete com o capim para voltar com o pasto novamente. Então, começa a entrar dentro de um sistema de rotação de culturas. Hora tem lavoura, hora tem pecuária. E a ideia de agropecuária de processos? O insumo, ele é potencializado quando nós temos bons processos. Um desses processos é a integração lavoura-pecuária, correto? E aí, coincidentemente, eu vi essa notícia, uma notícia que saiu, acho que o mês passado, lá no jornal Correio do Estado, do Mato Grosso do Sul, mostrando que a agricultura de processos pode reduzir 50% a dependência de fertilizantes. Hoje tem-se falado muito da questão de fertilizantes, correto? E vejam o que esse produtor está fazendo. Milho com braquiária, compostagem com dejetos animais na área, remineralização de solo e plantas de cobertura, tá certo? Aqui em cima mais alguns exemplos, então hoje tem se trabalhado muito com mix no inverno, mix de plantas de cobertura, certo? A foto de baixo, uma área que tinha palhada e foi feito consórcio de milho com braquiária e do outro lado não tinha palhado. A foto do meio aí, que tem um risco vermelho, tá certo? Nessa safra agora, nessa última safra. Vejam a diferença. E no canto direito aqui, Um solo que tinha aveia preta por três meses, mais ou menos, e um solo que tinha capim marandu por três meses também. Vocês conseguem enxergar a diferença de um solo para outro? Está certo? E aí essa questão de processos, Muita gente aqui já deve ter escutado falar sobre esse experimento, que é da equipe do pessoal da Fundação MT, em parceria com a doutora Ieda, da Embrapa Cerrados, que ao longo de 20 anos ela conseguiu montar tabelas de bioanálise de solo, correto? específico lá inclusive para o Distrito Federal. Está disponível isso na literatura, esse material aqui, bioanálise solo, como acessar e interpretar a saúde do solo. E lá no MT eles tiveram um trabalho lá de vários anos, com diversos sistemas de produção. Para soja no verão e algumas alternativas para outono e inverno, correto? E, até então, não se tinha resultados diferentes. As produtividades estavam se mantendo, independente do sistema de produção. Chegou no sétimo ano, que foi a safra 14-15, mudaram a cultivar de soja, para uma cultivar de soja superprecoce, e teve um veranico bem no florescimento. E aí, o que acontece? Onde era soja pousiu, se produziu 29 sacas de soja por hectare. E onde era soja com braquiária, manteve a produtividade que vinha acontecendo. 59 sacas por hectare. Além disso, depois desse período, desse problema climático, onde tinha soja com braquiária, a produtividade continuou crescendo. E onde que era soja pousiu, a produtividade praticamente ficou estagnada. Então, o que explica se a parte química do solo era praticamente a mesma? Cálcio, potássio, fósforo, pH, matéria orgânica era maior onde tinha soja com braquiária, tá certo? Consequentemente, na bioanálise do solo, se verificou que onde tinha soja com braquiária, esse solo estava muito mais ativo em termos de biologia, tá certo? Então, isso se chama processo. Esses são os processos que o solo vem expressando ao longo de diversos anos de um sistema de produção bem conduzido. Uma colega aqui de Capão Bonito, perto daqui, a Gija Baldissera, muita gente já deve ter escutado falar dela também. Tenho a satisfação de ser amigo pessoal e profissional da Gija. E em 2000, na safra 1415, ela ganhou o desafio do SESB. de soja, com quase 123 sacas de soja por hectare. E essa soja, por coincidência ou não, coincidência ou não, é que a área que o pessoal do SESB escolheu estava com braquiária antes de soja, tá certo? E ela tem feito lá milho com braquiária na safrinha, ela usa muito a questão de bioinsumos e assim por diante, tá certo? Então, essa é a agropecuária de processos buscando o melhor resultado dos insumos utilizados dentro do sistema. Beleza, pessoal? Um panorama rápido sobre a integração lavoura-pecuária, como ela pode ajudar nós a... aumentar a eficiência desses fertilizantes especiais que nós temos hoje, que é uma grande discussão do evento, tá certo? E agora eu vou mostrar pra vocês como nós temos encaixado, como nós temos posicionado esses fertilizantes especiais dentro desse sistema de produção. Então nós temos trabalhado com tratamento de semente, tá certo? Então no tratamento de semente, tanto de forrageiras como da cultura granífera, milho, soja, a gente já usa muitas vezes o inseticida, já coloca o fertilizante mineral misto para aplicação via semente, adiciona bactérias, então as ospirilopseudomonas, Coloca grafite, então dentro de um processo só a gente já faz o tratamento dessa semente. E a gente tem visto que tem dado um resultado muito legal. A velocidade de germinação, emergência e crescimento inicial dessas plântulas estão sendo muito positivos com o uso desses produtos, tá certo? Pessoal, eu não vou comentar marca de produto, não vou comentar nome de produto, depois se alguém quiser saber a gente conversa particularmente, tá bom? Então aqui um exemplo, uma área lá em Botucatu que ficou 15 anos com eucalipto. Solo bem arenoso, bem arenoso mesmo. Vocês vejam a análise do solo aqui no canto. Áreas com 6%, 7% de argila. Aqui na primeira foto, 5 de maio, o toco do eucalipto que foi arrancado e enlerado. Depois entramos com o calcário, gesso, remineralizador, fizemos a correção do perfil do solo, preparo do solo e entramos com a lavoura. Então dá pra ver pelas fotos aqui a sequência. É o que eu falei pra vocês, não dá pra esperar muita coisa de uma área de primeiro ano nessa situação. Mas fizemos lá 15 toneladas de silágio por hectare junto com a braquiária. Ajudou a diluir o custo da renovação. Mas aí que vem a segunda etapa. Vejam isso. Pasto formado. Então, a colheita foi feita no dia 10 de março do ano passado. Praticamente 40 dias depois nós tínhamos o pasto formado. E o que nos surpreendeu muito foi que mesmo com três giadas que nós tivemos no ano passado, esse pasto praticamente não secou. É um capim xaraés. feito manejo com gado e com três giadas no ano passado. Vocês vejam, depois da terceira giada, que foi aquela giada mais forte em agosto, a foto de setembro, pode ver, o capim não estava totalmente seco, tá certo? Embaixo aqui, análise do solo, antes e depois, mostrando aqui a correção, então, saturação por base, cálcio, magnésio e assim por diante. E algo que nos surpreendeu bastante foi a questão do silício. Porque esse remineralizador que a gente tem utilizado, ele tem silício. E possivelmente, conversando com o professor Crucial, porque esse aqui foi um projeto em parceria com o professor Crucial, o silício reduz as perdas na geada nas gramíneas. O Crucial já verificou isso com cana. Na Flórida, isso aí é normal, a questão do silício diminuir efeitos de geada na cana. Então, em gramíneas, a gente tem visto que o efeito desse silício é muito interessante. Para culturas graníferas, nessas áreas de primeiro ano, não dá para se esperar muita coisa desse remineralizador, tá certo? Agora, a partir da fase pastagem, os resultados têm sido muito interessantes. Bom, aí continuando, né, então aí depois, outubro, novembro, vejam a qualidade do pasto e nessa área de 50 hectares, nós mantivemos 400 cabeças 350 vacas de cria, 50 garrotes, vacas com bezerro, o que deu quase 10 U.A. por hectare e nós não entramos com adubação nessa área. Foi apenas o residual da lavoura, tá certo? E num solo extremamente degradado que foram 15 anos de eucalipto, com arranquil de toco, inclusive. Tratamento de sementes de capim. Então vejam aqui uma braquiária russiziense. Essas fotos aqui, a braquiária estava com 45 para 50 dias. Então vejam como que já começa a agregar esse solo, começa a colocar matéria orgânica nesse solo. Também trabalhando com o uso de fertilizantes minerais mistos no tratamento de sementes. Aqui, já na questão de formação da pastagem, então a gente faz o manejo com fertilizantes especiais no momento da aplicação do herbicida na pastagem. Então nós estamos formando essa pastagem, muitas vezes a gente entra ali com 2,4-D, com picloram, e já coloca alguns fertilizantes aí, via foliar, para minimizar o estresse nessa planta e otimizar a performance de formação dessa pastagem. Aqui a área de limpeza, a área que era eucalipto, tá certo? Então o toco ainda está ali, mas o capim voltou. Então o que nós fizemos? Fizemos também o manejo com herbicida e colocamos alguns fertilizantes especiais no preparo da cauda e aplicamos. Então vocês vejam, as plantas daninhas secaram e nós temos um maior vigor na recuperação dessa pastagem. Aqui a questão de manutenção de uma área que já estava relativamente bem formada, também entrando com herbicida, bioestimulantes, com auxina e aqui alguns resultados. Testemunha, onde não teve nada, capim bombassa e onde nós fizemos o protocolo de manutenção. Então, o que nós temos visto com o uso desses fertilizantes especiais via foliar e empastagem? Tem produzido o dobro de massa seca por hectare quando se aplica o fertilizante especial via foliar, tá certo? Aqui um outro protocolo, com triclopir, bioestimulante. Podem ver, de forma geral, uma área de capimzuri, área de integração lavoura-pecuária, de forma geral, produzindo o dobro de massa seca por hectare. Aqui, já na questão do consórcio do milho com a braquiária, uma área de pasto degradado. Então vejam, foi tudo feito preparo, consórcio do milho cabraquiária. Nessa área, a gente já consegue uma produtividade um pouco mais expressiva no primeiro ano. 27 toneladas de silage por hectare. Tá certo? Mostrando aqui os dados de melhoria de correção da fertilidade do solo. E... Aqui já é o segundo ano da área, então foi feito milho com braquiária, depois ficou o pasto no inverno, dessecamos ali em outubro e entramos com a semeadura do milho com braquiária novamente. Fazendo o tratamento da semente do milho com todos esses produtos, esses insumos e bioinsumos também. Vocês vejam aqui a braquiária já na linha do milho, começando a crescer, tá certo? Essa foto do meio é bastante interessante. Braquiária colocada a 5 centímetros de profundidade e misturada com adubo. Por quê? Aí eu atraso um pouco a saída dessa braquiária. E nesse caso aqui nem glifosato, eu não precisei fazer subdose para controlar. E aqui os resultados. Então já uma área de segundo ano, aqui o protocolo do consórcio, então alguns herbicidas, nesse caso eu não usei glifosato, porque a brachiaria saiu bem tranquila, não teve competição. Mais atrasina e depois condicionando de calda, inseticida e os fertilizantes, organominerais e mineral misto aí já na aplicação, o que a gente chama de pós-emergência. O milho. convivendo com a braquiária, depois da colheita, o pasto formado novamente, agora em abril de 1922, e essa área entregou 45 toneladas de silagem por hectare. Ou seja, 50% a mais do que nós tivemos no primeiro ano. E essa área teve pastejo no inverno do ano passado. Então, hoje, num custo do ano passado de R$ 7.647,00 por hectare, a silage está sendo vendida na região de Botucatu hoje a R$ 350,00 a tonelada. Então vocês vejam a margem que dá um sistema desse além do pasto, novamente, disponível para os animais. Aqui, depois do consórcio, depois que eu colho o milho, o que acontece? Às vezes essa braquiária demora um pouco para formar. E a gente já entra com o manejo de herbicida, muitas vezes para fazer uma limpeza de plantas daninhas, e já coloca alguns fertilizantes especiais também, via foliar, para estimular o crescimento dessa braquiária. Aqui um exemplo de braquiária ruziziense, produzindo 600 kg de massa seca a mais, depois de praticamente 20 dias, 20 e poucos dias da aplicação. Aqui um exemplo de braquiária marandu, Vocês vejam que o marandu já produz mais do que a braquiária rousisiense, mas também entrando com todo esse processo de herbicida, fertilizantes especiais e assim por diante. Então, é um manejo muito interessante. É um manejo bastante interessante essa questão do uso desses fertilizantes especiais após a colheita do milho no consórcio. Desculpa pessoal, parei para tomar uma aguinha aqui. Alguns resultados de fertilizantes líquidos, via foliar. Aqui foi um experimento que nós conduzimos em uma área de integração lavoura-pecuária, que foram 10 anos de integração lavoura-pecuária. Então teve milho, braquiária, aveia preta, soja, feijão guandu, e sempre com pastejo por ovinos no inverno. E aí nós montamos esse protocolo com diversos tratamentos, sendo um tratamento testemunha, ou seja, sem aplicação de nenhum produto. Depois, um produto comercial com 32% de nitrogênio, via foliar. Um produto com 15% de N, 10% de fósforo e 15% de potássio. e depois meia dose do adubo, o adubo via solo, então 50% do adubo 25-20, ou seja, 250 quilos, 125 quilos por hectare. Um padrão, só com adubação, e depois um com 100% da adubação, mais os produtos via foliar. Aqui tem uma foto panorâmica do experimento, então já dá para ver os tratamentos, as parcelas com cores diferentes em função da aplicação dos tratamentos. Alguns resultados. Fizemos quatro cortes. O que acontece? Quando eu uso o adubo via solo, eu acelero o crescimento do capim, que são aqui os resultados do canto direito da imagem aqui. E aqui as produtividades. Então, a produtividade total de massa seca de forragem, na média, lógico, conforme eu vou aumentando a inserção de nutrientes nesse sistema, vai aumentando a produtividade. Mas, e a questão de custo? Antes disso, antes da parte de custo, então a lotação, consequentemente eu também aumento a lotação, tá certo? Aumento a lotação animal, saio de 2 lá no tratamento de estimulha e chego até 6, o A por hectare, no tratamento com adubo, via solo mais um foliar NPK, aumento também relativamente o ganho de peso e o ganho de carcaça, tá certo? Mas e a questão de custo? A questão de receita? Bom, aqui é o total de quatro cortes, quatro manejos. Vocês vejam que nós fizemos algumas simulações de acordo com o preço do adubo via solo. Por quê? Lá em 2020, esse adubo 2520 custava R$ 1.650,00 a tonelada. 2021, ele passou para R$ 3.195,00. E hoje esse adubo está R$ 4.800,00. Cotação da semana passada que nós fizemos em Botucatu, tá certo? Então, o que que acontece? Quando o adubo estava num preço bom, lá em 2020, valia a pena adubar com 100% da dose de adubo via solo. Além de usar os fertilizantes especiais via folha, correto? Com o aumento do custo do adubo, vocês vejam que a situação inverte. não está pagando a conta fazer adubação via solo. Em compensação, quando a gente trabalha com os fertilizantes foliares, seja ele só a base de nitrogênio, mas principalmente a base de NPK, os resultados são muito positivos. Então assim, lógico, tem uma questão de lotação, se o produtor tiver muito gado na fazenda, muitas vezes ele vai ter que fazer um pouquinho do uso do adubo via solo também, mas mostrando para vocês como que a gente tem que analisar, não apenas a questão da produtividade, mas também a questão do lucro. Na parte de fertilizantes orgânicos, não vou entrar em detalhes porque nós não vamos ter tempo suficiente para explorar esse assunto, mas assim, dejeto de suíno, cama de frango, dejeto de bovino, aqui algumas análises que a gente faz para realmente avaliar qual que é a concentração dos nutrientes nesses dejetos. E o que eu deixo de recado para vocês? É importante realizar essa análise, porque nós temos hoje algumas tabelas com concentrações, mas é importante você analisar o material que você vai usar na fazenda. Hoje diversos laboratórios fazem essas análises, beleza? Então, essa que é a minha sugestão. Funciona muito bem em pastagem. Vou dar um exemplo pra vocês aqui. Aqui é uma fazenda que a gente atende, que tem dejeto líquido de suínos e começamos a trabalhar com pecuária de corte também. Até aqui tem uma foto já do tanque, né? Então, puxa na bomba e faz a distribuição nessas áreas. E vejam o capim mombassa após o consórcio com milho, uma área de 50 hectares, trabalhando com 270 novilhas, o que nós chamamos precocinhas, que são as novilhas que são emprenhadas com 14 meses. 14, 15 meses. Então, a gente tira um biserro dessa novilha e depois ainda faz o abate dessa novilha até 30 meses, 32 meses que ela entra no mercado premium de carne de qualidade. Tá certo? Essa unidade tem ao redor de 9.100 cabeças de suínos e aí tem que se fazer toda uma conta, quantos litros se produz por dia, qual que é a concentração desse dejeto, para poder realmente fazer todo o planejamento e o escalonamento da produção. Na questão de fertilizante ainda nos dejetos suínos, como não tinha o projeto ainda, então jogava torte à direita. o dejeto em algumas áreas. Então tem que tomar cuidado quando se joga à torte à direita, porque senão pode acontecer isso daqui. Vocês conseguem enxergar aí a concentração de fósforo aí? De quatrocentos e pouco miligramas por decímetro cubo. Ou seja, é muita coisa. Por quê? Joga à torte à direita, tá certo? Então isso tem que ser feito com utilização de critério técnico, para a gente não ter esse problema, tá certo? Na parte de cama de frango, com a questão de não poder fornecer mais cama de frango para o animal ruminante consumir, por causa do mal da vaca louca, então hoje nós temos que utilizar cama de frango para adubação. E adubação de pastagem com cama de frango é muito interessante. Aqui nós temos diversos trabalhos, inclusive da equipe do professor Siniro, lá de Botucatu, que foi meu orientador de doutorado, mostrando que a cama de frango, ela pode sim substituir o adubo, o mineral inorgânico. Então, os resultados muito legais e dá para se trabalhar tranquilamente com cama de frango também em adubação de pastagem. Aqui mais um trabalho com remineralização de solo, conduzido lá em Botucatu. Então, ao longo de um ano, nós percebemos que onde nós usamos o remineralizador, a produtividade de massa seca de forragem foi o dobro da onde que nós não utilizamos. E, novamente, a questão do silício. Vocês vejam nessa foto do canto direito, onde tem reminorizador e onde não tem reminorizador. Isso daqui é um blend com quatro tipos de rochas, esse reminorizador, e ele tem uma das rochas, é uma rocha, de certa forma, que tem alguma composição orgânica. Então, vocês vejam, em cima e embaixo. Quando dá uma estiagem, onde tem um reminorizador, a folha torce, enrola, para diminuir a evapotranspiração. E o que o pessoal tem feito com esse material? É um blend de quatro rochas, tá certo? Tem até algumas fotos aqui da moagem grossa, depois a moagem fina. E hoje estão se começando a usar no estado do Goiás, em confinamento, a aplicação de 900 kg de remunerador mais 100 kg de gesso misturado no piso do confinamento. Tá certo? E aí, depois, isso daí serve de um organo mineral. Infelizmente, aqui é um vídeo, não vai rodar o vídeo porque está em pdf, mas do lado direito aqui é essa rocha irati, que parece uma rocha preta. Então é essa rocha que tem o carbono. Tem carbono, inclusive tem ácidos úmicos, ácidos fúbicos. E nós estamos montando um projeto, aqui o exemplo, no confinamento, depois coloca esse organo mineral na área de milho com braquiária, tá certo? E nós estamos montando um projeto em Botucatu para realmente avaliar isso daí cientificamente. Inclusive, esse projeto vai ser feito com coxos individuais. O que acontece? O animal tem um brinco, Ele coloca a cabeça no coxo e determina quanto que ele está consumindo de ração. E também tem o coxo de água. Porque, para avaliar se essa questão desse produto, no piso do confinamento, não dá problema na saúde do animal. E como que é o desempenho do animal. Nós começamos a montar esse projeto em outubro de 2021 e acredito que agora, até o final desse ano, começo do ano que vem, a gente vai implantar esse projeto para realmente dar resposta para o setor produtivo, se é possível fazer isso daí sem prejudicar a saúde do animal ou não. Porque o que está sendo feito hoje ainda é algo mais comercial. E nós vamos fazer a pesquisa realmente. Bom, e essa aqui já é a última parte da apresentação sobre os fertilizantes orgânicos. Então, o pastejo na integração lavoura-pecuária já é uma forma natural de colocar fertilizante orgânico no solo. Vocês concordam comigo? Então aqui, algumas fotos de milho, soja com o bolo fecal do animal, mostrando que ali teve pastejo. E vejam a qualidade da palhada. Então eu andei fazendo algumas coletas, eu marcava onde tinha o bolo fecal e depois coletava a produtividade, em meio por meio, 0,25 m², ao redor do bolo fecal. Milho eu encontrei que produz de 10 a 15 sacas a mais ao redor do bolo fecal e soja de 5 a 7 sacas a mais ao redor do bolo fecal. E a extração de fósforo, potássio, cálcio, magnésio via carne é muito pouco, é 5% do que exporta. E aqui um projeto muito interessante que nós chamamos de Projeto Integração e Inovação. Esse rapaz de camisa vermelha se chama Matheus Ferrari. Eles são proprietários da Agro Ferrari. Eram, porque na verdade a Agro Ferrari foi vendida. Uma boa parte, eles ficaram com uma porcentagem. Hoje eles têm mais de 3 mil hectares de lavoura em Santa Cruz do Rio Pardo. E lá em 2020, ele já fazia braquear em área de soja, só que ele não colocava o animal. Aí ele começou a reandar. e viu que o resultado era interessante no arrendamento. E aí, na safra 2021, nós começamos, ele me convidou para participar do projeto, para fazer todo o planejamento, o desenho do projeto, e nós começamos com esse projeto. Projeto integração e inovação, tudo com a parte de infraestrutura móvel, então, cerco elétrico móvel, bebedouro móvel, coxo móvel. E aí, cole soja e semeia capim, com semeadora de trigo. O ano passado, o pastejo, foram três, quatro lotes que entraram ali entre o dia 13 e o dia 19 de junho. Vejam a área ali do dia 8 de julho. Do lado esquerdo tinha sido feito o pastejo e do lado direito é a área que o animal ia entrar, tá certo? Na parte de baixo, depois da giada, então o capim ainda aguentou. Aí vocês falam assim, pô, mas o paço tá seco. Será que realmente isso é interessante? Será que isso realmente é técnico e economicamente viável? Vocês vejam a foto aqui de baixo? Rousiziense secou muito mais do que Piatan. Ou seja, ele é mais sensível para giado. Tá certo? As condições voltaram a se normalizar. Vejam a foto do mesmo local. Então vou voltar aqui o slide só para vocês terem noção. 8 de julho, 12 de agosto e 7 de janeiro. Essa área não recebeu nada de adubação, foi só resíduo do nitrogênio, do soja. Lógico, é uma área de 15 anos de agricultura. Está certo? É uma área com solo já distinto. Na área de rousisienses, 66 sacas de soja por hectare. Na área de peatã, virou o ano. Então, peatã tá até agora lá e vai ser usado agora nessa próxima safra, tá certo? E os resultados? Aí que o pessoal cai da cadeira. Quando saíram os resultados, fechamos ali oito meses e meio de gado, o Matheus me chamou, falou, Cristiano, eu não tô acreditando. O boi deu mais do que soja. E deu mesmo. Porque, num somatório de oito meses e meio, nós conseguimos fazer 31,8 arrobas por hectare na recria, com 0,3% de suplementação desse gado, com proteico energético. Se fosse somar o ano inteiro, 12 meses, chegaria próximo de 45 arrobas por hectare. Vocês sabem qual que é a média de produtividade de arrobas no Brasil? Vocês têm noção? Quando se produz hectare ano no Brasil, 5, 4 a 5. Num sistema desse a gente faz 40. E um lucro com tudo pago, inclusive com a parte de infraestrutura, suplementação, consultoria, semente de capim, adubação. O Matheus, ele usa muito fertilizante especial no soja, aminoácido, foliar, ele usa muito. No pássaro, precisamos usar porque o pássaro estava com ótima qualidade e não tinha boi para comer. Essa que é a questão. 7 mil reais por hectare. nesse período de oito meses e meio. E agora, agosto, setembro, acho que nós vamos dessecar a área a partir de agosto, porque é Piatã, então tem que ter um tempo para dessecar bem e voltar com soja. Nós estamos esperando que em cima do Piatã dê setenta, setenta e cinco sacas de soja por hectare. Considerações finais, para não extrapolar o tempo que foi pedido. Então a gente precisa começar a praticar essa ideologia da agropecuária de insumos junto com a agropecuária de processo. Esse sistema é muito complexo, então precisa entender de ciências agrares multidisciplinar, interdisciplinar, como que essa Essas ciências agrárias, elas se complementam, a agronomia se complementa com a zootecnia, com a veterinária, com a biologia, com a florestal e assim por diante. E transdisciplinar, por quê? São processos que acontecem ao longo dos anos, tá certo? Para as fazendas de pecuária, nós precisamos recuperar e renovar pastagens degradadas em glebas, não dá para chegar numa fazenda e querer pegar no primeiro ano fazer 100% de recuperação de pastos, desenha essa fazenda em glebas e ano a ano a gente vai recuperando essas pastagens. E para as fazendas de agricultura? Já tem produtores fazendo uma porcentagem de milho em área de soja no verão. O Matheus Ferrari é um deles que faz isso daí. No outono, safrinha em área total da fazenda é um risco muito grande. Tanto é que dos 3 mil hectares do Matheus Ferrari, a ideia é chegar a 800 hectares de integração lavoura-pecuária daqui 5 anos. Ou seja, já tem área que ele não vai mais fazer milho safrinha. Ainda mais com o resultado da pecuária desse daqui. No inverno, nós precisamos ter plantas de cobertura, plantas vegetando na área, e aí pode ser plantas de cobertura ou pode ser a própria pastagem. E na primavera nós temos que ter palhada para continuar o plantio direto. Correto? Tudo isso que eu falei aqui é fácil de fazer? Não. Mas é possível. É possível. E, para isso, nós precisamos trabalhar de forma integrada. Então, nós, quem trabalha com academia, com pesquisa, precisa desenvolver novas tecnologias, essa questão de avaliação de produtos dentro dos sistemas de produção. Eu mesmo, eu tenho feito muita avaliação para as empresas de produtos, fertilizantes especiais na integração lavoura-pecuária. Está certo? Eu coloquei aqui o pecuarista, mas o agropecuarista como um todo, ele precisa estar motivado e muitas vezes precisa estar disposto a mudar, tá certo? Profissionais capacitados. E quantos profissionais nós temos na plateia hoje? Então esses profissionais precisam estar capacitados. E eu falo que o governo atuante, né? Se o governo não atrapalhar no Brasil, já tá bom. Beleza? E o futuro da pecuária? Em 2018, o Francisco Vila, que na época ele era o diretor da Sociedade Rural Brasileira, ele colocou que, nos próximos 20 anos, apenas 40% dos pecuaristas vão se manter na atividade. Não é que a pecuária vai desaparecer. Quem que vai ocupar essas áreas do pecuarista? O agricultor. E principalmente com integração lavoura-pecuária. E aí estar dentro desses 40% precisa de aplicação de tecnologias, dentre elas o uso de fertilizantes especiais, como eu mostrei pra vocês aqui, na pecuária. Pastagem tem que ser encarada igual soja, igual milho, igual feijão, igual trigo, igual cana, igual eucalipto, e não como pastagem que o pessoal fala que não serve pra nada. Treinamento de mão de obra, é um grande gargalo hoje dentro das fazendas. Planejamento, tomada de decisão acertada e, lógico, muitas vezes com consultorias especializadas. Aqui um resumo do pessoal da Atenagro, do Maurício Palma Nogueira, da Atenagro. Ele coloca que o cenário para a carne bovina brasileira é favorável. Lógico, tem altas e baixas de preço. A China tem muito jogo comercial para cima da gente. O Brasil, sim, vai continuar sendo o maior player da carne bovina. Não tem quem faça o que se faz no Brasil e com as áreas que nós temos disponíveis. Vocês imaginem quando uma boa parte dessas áreas de pecuária degradada, de passo degradado, começar a entrar para a agricultura, que já está entrando. Está certo? Na produção, a decisão tecnológica é tomada pelo mercado, pelo preço, então a decisão de aplicar um produto, por exemplo, de entrar com foliar, fazer um tratamento de semente, muitas vezes ela depende do valor da rouba lá no final. O maior desafio é a gestão e cada vez vai concentrar mais. Isso nós já estamos percebendo. Cada vez nós vamos ter mais terras na mão de menos produtores. E quem vai ficar no sistema é o produtor que é eficiente. E começar a pensar em bioeconomia. bioeconomia, porque amanhã ou depois, nós vamos ser remunerado pela qualidade ambiental dos sistemas de produção agropecuária no Brasil. Tá certo? E a mensagem final que eu deixo pra vocês é, insanidade, loucura, é continuar fazendo repetidamente as mesmas coisas e esperar resultados diferentes. Eu mostrei pra vocês que, fazendo coisas diferentes, de forma técnica, de forma planejada, os resultados são positivamente diferentes. Tá bom? Fica aqui o meu contato. Esse é o resultado final do meu trabalho. Eu sou zootecnista, produtor de carne, carne de qualidade e uso a agricultura e os fertilizantes especiais a favor dessa pecuária. Tá bom? Fica aqui o meu contato, e-mail, telefone, Facebook, Instagram. Estarei hoje ao longo de todo dia no evento e muito obrigado pela participação de vocês. Salva de palmas. Obrigado, doutor Cristiano. Absolo. Por uma produtividade inteligente.
Cristiano Magalhães Pariz
2022 - Abisolo