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Soja – Como Construir um Ambiente de Alta Produtividade
Resumo
Transcrição
Então, nós vamos agora ouvir como construir um ambiente de alta produtividade, um case de sucesso soja. O nosso palestrante é engenheiro agrônomo pela Universidade Estadual de Maringá, especialista em MBA e MBA em Finanças pelo Instituto Paraense de Ensino. mestre e doutor pela Universidade Federal do Paraná, cursou o doutorado sandwich em James Hilton Institute e é membro do grupo Ecological Science. Atualmente ele é coordenador técnico e de pesquisa do Comitê Estratégico Soja Brasil. tem experiência em física e fertilidade do solo e nutrição mineral de plantas. Queremos agradecer a compreensão de ter antecipado a sua palestra ao doutor João Palomino, que está aqui conosco e vai receber uma salva de palmas de todos vocês que estão aqui presentes. Obrigado pela compreensão, por ter antecipado a sua palestra. Logo na sequência, então, nós seguiremos com o cronograma. Boa tarde a todos. Primeiramente, gostaria de agradecer toda a comissão organizadora deste evento, o pessoal da Absolo, que nos tratou com toda cordialidade. E antecipar a palestra não foi nenhum problema, muito pelo contrário, a gente volta a conversar para que, na sequência, nós possamos ter as colaborações do fisiologista, o qual são muitos esperados também e pode estar em consonância com o nosso tema. Como bem apresentado, meu nome é João Pasqualino, atualmente coordenador técnico de pesquisa do SESB. Já estamos nesse desafio há dois anos, trabalhando na parte de levantamento de construção, levantamento de ambientes de produção. Então nós fazemos as nossas constatações ao longo de todo esse processo. O Comitê Estratégico Soja Brasil O Comitê Estratégico Soja Brasil iniciou em 2008, então esse ano nós completamos 10 anos de trabalho, 10 anos de constatações de ambiente de alta produção, o que tem nos despertado algumas curiosidades, alguns pontos de interesse. O Comitê Estratégico Soja Brasil nasceu da junção de vários pesquisadores de diferentes segmentos da soja no Brasil, ou seja, cadeia da soja, diferentes pesquisadores, diferentes conhecimentos se uniram em prol de um único objetivo. aumentar a produtividade de soja com sustentabilidade e rentabilidade. Então, esse foi o start do SESB, esse é um dos pilares do SESB, e até então nós temos continuado com o trabalho, continuado com as constatações desses ambientes de alta produção e, obviamente, fazendo algumas aferições desses ambientes, que são os resultados parcialmente que nós vamos compartilhar com os senhores aqui. Por isso, o tema, como construir um ambiente de alta produtividade. o que nós precisamos considerar dentro desses ambientes em termos de fatores produtivos que estão convertindo ou convergindo para alta produtividade com uma maior frequência, com uma maior intensidade. E o SESB é uma organização sem fins lucrativos, nós não temos produtos, nós não vendemos nada, muito pelo contrário, nós transferimos informação. E para que isso seja possível, Pessoal, acho que estamos com um probleminha no pointer. Não está recebendo o comando. Talvez seja o problema da pilha. Mas, enfim, para a gente não atrasar um pouco o nosso trabalho, o SESB é uma organização sem fins lucrativos. Então, nós temos um aporte financeiro para que o nosso trabalho possa estar acontecendo. Por quê, pessoal? Porque sem os apoios financeiros, nós não conseguimos continuar o nosso trabalho. E isso tem nos ajudado no sentido de Perfeito, obrigado novamente. Tem nos ajudado a dar continuidade no nosso trabalho. São organizações de diferentes segmentos que uniram em prol do objetivo que é a causa do SESB, aumentar a produtividade no soja no Brasil. E por que isso é importante? Então nós vamos ter os desafios do sistema produtivo. Então todos nós em prol de uma única causa. provocar os produtores, consultores e afins do segmento a se autodesafiarem para aumentar a produtividade por unidade diária. Mas por que isso é importante dentro do nosso contexto? Nós vamos ter difíceis decisões que estão por vir ou já estão acontecendo. Ou seja, o aumento populacional, estima-se que até 2050 nós vamos chegar a 10 bilhões de pessoas no mundo. Então nós temos uma previsão de ter que aumentar a nossa produção. não só produção, mas produtividade por unidade diária. Nós vamos ter que ser extremamente eficientes dentro do sistema produtivo. Outro ponto, não vamos ser apenas cobrados por aumento de produção, mas também nós vamos ter demanda de bioenergia, nós vamos ter demanda de fibras e de grãos, obviamente. Então, nós não vamos ser cobrados apenas por aumento da produtividade. Vamos ser também os poréns dentro do contexto produtivo. E quais são esses poréns? Nós vamos ter que produzir mais, mas nós vamos ter limitação de recurso. Que tipo de recurso? Nós vamos ter limitações de água, de matéria-prima para fertilizante. Nós estamos dentro de um evento de nutrição e as pessoas que estão envolvidas dentro desse segmento sabem bem que nós vamos... é limitado as nossas fontes. Então, nós vamos ter que produzir mais, sendo muito mais eficientes, utilizando menos. E, obviamente, tem a questão de continente. Um terço do nosso continente já está comprometido Então nós vamos ter que ser mais eficientes ainda, porque nós não vamos ter áreas novas para ser explorada, ou pelo menos não vão permitir com tanta facilidade. Pensando nas ONGs, milhares de ONGs que nós temos aqui no Brasil, que nos dá um impasse para o desenvolvimento em termos de área. E aí sim, pessoal, nós vamos ter que ter um único caminho. Produzir mais, utilizando menos, mas vamos ter que ser sustentável. Isso é uma demanda real e vai acontecer, e já está acontecendo dentro do nosso processo produtivo. Mas será? que nós temos oportunidade de aumento. Então, eu trago essa tabela que resume o histórico do SESB, e nós a intitulamos como Fatos versus Oportunidade. O que isso significa para nós? Quais são os números interessantes de serem colocados aqui? Em 2008, com o início do SESB, nós tivemos o primeiro quebra de paradigma. A média da produtividade pela Conab Era um pouco mais do que 40 sacas de soja por hectare. Então, nós tivemos a primeira surpresa, e confesso para os senhores, surpresa positiva. Aqui é onde nós ultrapassamos a barreira das 80 sacas de soja por hectare. Naquela época, era uma produtividade muito pouco desacreditada. Era surreal, porque era o dobro da produtividade média constatada pelo Brasil. Então, nós já tivemos o primeiro ponto de interesse ou ponto de curiosidade. A partir desse momento, nós fomos evoluindo com o processo de constatações. Chegamos em 2013 com todos os top 10, ultrapassando a barreira dos três dígitos, ultrapassando 100 sacas de soja por hectare. E esse número não parou de crescer. Hoje, No ano passado, nós tivemos mais de 600 áreas auditadas. Dessas 600 áreas auditadas, nós tivemos mais de 35 áreas que ultrapassaram a barreira de 100 sacas de soja por hectare. Mas não é só 100 sacas de soja por hectare que tem aumentado. Muito pelo contrário. Esse número, para nós, é extremamente interessante. Em 2008, nenhum ultrapassou a barreira de 90. Em 2017, 160 produtores ultrapassaram a barreira de 90. Mas o SESB não audita 100% das áreas do Brasil. Nós temos uma representatividade de auditoria de um pouco mais de 3,5 milhões de hectares. O que isso significa? Um pouco mais que 10% do total de área plantada de soja no Brasil. Mas são qualquer áreas? Não. São áreas que têm uma perspectiva de produtividade acima de 70 sacas de soja por hectare, em média. Ou seja, não são as maiores, mas pelo menos são as melhores áreas que a gente tem avaliado dentro do contexto produtivo. E é daí que a gente consegue extrair as informações pensando em aumento de produtividade ou ambiente de produção. Dentro desse contexto, se nós fizermos uma média dos 10 anos de produtividade, média SESB um pouco mais que 100 sacas de soja por hectare. Se nós fizermos o mesmo raciocínio pensando em CONAB, 49,5 sacas de soja por hectare. O que significa para nós o tamanho da nossa oportunidade? Nós temos mais de 100% de avanço dentro do contexto produtivo. Até onde nós podemos chegar? Nós temos condições para que isso aconteça? Quais são ou o que fazer dentro desse contexto produtivo para a gente adequar o nosso ambiente de produção para que seja possível alcançar esses patamares elevados de produtividade. Mas podemos trazer esses números um pouco mais para próximo de nós. Separamos em regiões do Brasil. O que significa que nós pegamos 100% do nosso banco de dados e fizemos uma média para cada região do Brasil. E o que nós observamos? Média sul, sudeste, centro-oeste, nordeste e norte. Com médias variando de 74 sacas até 83 sacas de soja por hectare. Média Brasil respectiva e a diferença dessas médias produtivas. Ou seja, nós temos um potencial enorme de ganho produtivo. no mínimo, de 24 sacas de soja por hectare. Ou seja, não são apenas números, são oportunidades. E essas oportunidades nós temos que ser inteligentes o suficiente para entender o nosso ambiente de produção e conseguir obtê-las. E esse é o passo, ou pelo menos o grande start dentro do sistema produtivo. O que nós precisamos nos atentar para construir um ambiente de alta produtividade? O primeiro start é entender o ambiente de produção, o sistema produtivo. O que nós precisamos levantar de informações para que possamos fazer um correto diagnóstico e interpretação e estarmos obtendo os patamares produtivos aqui constatados. Para isso, pessoal, o sistema produtivo, o ambiente de produção, nós temos quatro grandes fatores. Eu tenho clima, solo, planta e manejo. Dentro do processo produtivo, cada um tem o seu peso. E dentro da questão do ambiente de produção, o clima representa para nós 50% do nosso sucesso, somado aos outros 50% que está distribuído entre solo, planta e manejo. pontos positivos e pontos negativos. 50% do nosso sucesso na mão do clima. Isso é muito perigoso, pensando em sustentabilidade da atividade da soja de cultura no Brasil, e não só da soja de cultura, de outras culturas também que estão no mesmo contexto. Nós temos alguns poréns, e aí entra a nossa parte, ou pelo menos a nossa expertise, que a gente pode mudar um pouco esse cenário. Nós temos ação sobre esses fatores, sobre os 50% ou outros do nosso sucesso. Ou seja, eu posso manejar para quê? Para que esse número que eu tenho um ponto de interrogação aqui, que eu preciso de atenção e previsão, eu consiga diminuir a representatividade dele dentro do nosso contexto produtivo. O que é isso, João, diminuir a representatividade? É manejar de forma assertiva para que eu saia da dependência do clima. Ou seja, é possível fazer isso? É possível fazer isso. Eu consigo diminuir esse número para 45, para 40, para 35, para 30% de representatividade dentro do meu ambiente produtivo. Mas vai depender Vai depender da nossa assertividade dentro do contexto produtivo. Aqui eu trago um quadro com diferentes patamares de produtividade e tempo de lavoura. Aí vocês poderiam falar, nossos ganhadores do SESB têm no mínimo 30 anos de tempo de lavoura. Mas não é esse raciocínio que eu gostaria de despertar nos senhores. Aqui é... 90, maior que 120 sacas de soja por hectare, 30 até 39 anos de tempo de lavoura. Mas esses produtores estão fazendo o certo há 30 anos e criaram uma certa estabilidade. Mas os senhores podem ser diferente, porque nós temos know-how para isso. Nós podemos fazer em cinco anos com assertividade, criar o ambiente que nós desejamos. porque nós temos conhecimento, nós temos informação, nós temos curiosidade para buscar o que é certo e assertividade dentro do nosso processo. E uma vez que nós conseguirmos fazer isso, então nós vamos criar um ambiente de estabilidade e aquela oportunidade, a qual eu citei para vocês no slide anterior, aí sim começa a ser tangível, começa a ser perceptível e a gente começa a acreditar que isso é possível. E quando eu falo para os senhores, clima versus manejo, o que isso pode representar para nós dentro do contexto produtivo? Aqui, em alguns dados, com o levantamento de áreas do SESB, junto ao professor Centelhas, da ISAUC, nós fizemos um levantamento em questão de ambiente de produção. E nós pegamos dois principais itens, a eficiência de manejo, diferentes patamares, e a eficiência climática. Quanto mais próximo de um, melhor em termos climático. Então, nós caminhamos para o lado direito do gráfico, consequentemente, quanto mais próximo de um, melhor o meu clima daquele ano safra, especificamente, ou daquele ambiente. E, obviamente, o mesmo raciocínio para a eficiência de manejo. Então, nós temos duas perspectivas. A perspectiva Eficiência climática em função da eficiência de manejo, o que nós observamos? Que aumentando a eficiência climática, nós temos um aumento na expectativa de produtividade, ou na produtividade real, porque são produtividades reais. Mas se eu tiver uma eficiência de manejo menor que 60, eu quase não tenho resposta produtiva aumentando a eficiência climática dentro do meu contexto. E se nós observarmos com uma outra ótica, eficiência de manejo em função da eficiência climática, nós aumentando a eficiência de manejo, independente da eficiência climática, embora seja um patamar menor de produtividade, nós temos um aumento linear e crescente. O que eu quero dizer para os senhores é que nós temos uma eficiência. ou uma compensação entre clima e manejo. Ou seja, aquele número de 50% do sucesso da nossa lavoura, dependendo do clima, nós conseguimos diminuir com assertividade de manejo. Isso é possível, isso é tangível. O que a gente começa a ter uma perspectiva positiva dentro do nosso cenário. Nós podemos construir dois ambientes. O ambiente ruim, que eu como produtor não desejo, e o ambiente positivo. O ambiente ruim, que dependendo do clima, A minha planta pode ficar numa condição boa ou numa condição ruim. Isso eu não gostaria de criar dentro do meu sistema produtivo. Eu gostaria de criar um ambiente onde, independente do clima, eu vou ter uma planta que possa expressar o seu potencial produtivo. E aí nós podemos usar um termo na palestra anterior. Será que é ganho de produtividade ou uma capacidade de suportar uma condição de adversidade, quando nós temos uma condição dessa? Talvez ambos. Aí vai depender da forma que a gente vai mensurar. Porque aqui, independente do clima... Eu vou ter uma planta verde, eu vou ter uma planta que pode estar acima da média de produtividade daquela região e vai me manter com uma longevidade dentro do sistema produtivo. A gente começa a pensar lá no final. Mas para isso, pessoal, nós temos que manejar o nosso sistema produtivo e criar um ambiente que suporta condições de estresse. E para que isso aconteça, nós temos que saber quais são os manejos envolvidos nesta compensação. O que eu preciso manejar em termos de práticas agrícolas, de planta e também da questão daqueles três fatores que a gente mencionou. Planta, manejo e solo. O que eu preciso fazer para criar essa condição de estabilidade. Mas antes de mais nada, nós podemos construir dois perfis de planta. O que é o perfil ideal dentro de um sistema produtivo que nós temos observado com uma certa cautela e tem despertado atenção, principalmente nas constatações que o SESB vem fazendo? Nós podemos construir um ambiente de um pouco de 3.600 quilos e nós podemos construir um ambiente de 6.000 quilos. 60 sacas de soja por hectare, 100 sacas de soja por hectare. Qual é o ambiente que os senhores gostariam de ter em suas mãos pensando em soja e cultura no Brasil? Eu gostaria de ter esse ambiente. Mas para a gente construir esse ambiente, quais são os principais pontos que nós temos que destacar? Inicialmente, eu preciso diferenciar o comportamento da minha planta, um crescimento inicial elevado. Aqui eu vou trabalhar a questão da competitividade, eu vou explorar com muito mais eficiência inicialmente. Vou preparar a planta para quê? para que ela atinja o teto de fotossíntese e se mantenha mais ativa por mais tempo. E, obviamente, no final do processo eu vou ter uma uniformidade de maturação e, consequentemente, eu vou ter uma colheita muito sadia, porque eu não vou ter diferença de plantas, eu vou conseguir ter uma representatividade muito maior. Essas são as três patamares ou três fases que nós precisamos construir dentro do nosso perfil de planta pensando em ambiente de alta produtividade e o que fazer para que essas três patamares possam ser estruturados ou montados pensando no nosso contexto produtivo. Nós vamos ter que trabalhar primeiro o conceito que nós chamamos de construção de perfil de solo. Quando nós falamos de construção de perfil de solo, já é um tema muito batido, é um tema extremamente Está em pauta, vamos dizer assim. Todo mundo comenta que é importante construir o perfil de solo. Eu concordo com todas as forças possíveis. É importante construir um perfil de solo. Mas vamos tentar dar uma ótica de importância um pouco diferente dentro desse cenário. O que nós precisamos nos atentar para construir um perfil de solo e construir um ambiente que suporta condições de estresse? Talvez algumas indagações que nós temos que fazer antes de estartar esse processo. Dentro dos fatores produtivos, daqueles grandes fatores que a gente mencionou, solo entra dentro do contexto físico, químico e biológico. No contexto físico, um dos fatores que tem um peso relativamente alto é a questão da compactação. Aqui nós pegamos três perfis. Um perfil que produziu 149 sacas de soja por hectare, e aqui eu sou obrigado a comentar, é um outline. Nós trabalhamos a ideia de produtividade construída. Então, se eu tiver um ambiente de 60 sacas de soja por hectare, Para construir um perfil e dar um salto para 149, nós não acreditamos nisso, porque a produtividade é gradativa, ela vai sendo construída com o tempo. Mas eu posso ter assertividade do manejo de um ambiente que está sendo restrito e, consequentemente, acelerar esse processo. Isso é extremamente possível. Então nós temos um ambiente de 149 sacas de sódio por hectare, 106 sacas de sódio por hectare e 60 sacas de sódio por hectare. Qual que são os índices de resistência à penetração variaram de menos 1 entre 1,5 e maior que 2 megapascal? Ou seja, esse ambiente provavelmente está sendo um ambiente ruim para o desenvolvimento da cultura da soja. Em termos práticos, o que significa esse número para nós? 2 MPa, a planta precisa fazer um equivalente a 20 kg de força para superar essa camada. Significa para mim que a minha planta está gastando energia antes do tempo que eu gostaria que ela gastasse, que penga no enchimento de grão. Ou seja, vai faltar energia para o enchimento de grão. Para eu sair daquele PMS de 180 por cada mil grãos, eu queria chegar para os 200, 220. O que os produtores que nós temos levantado essa informação têm obtido. Mas eu não posso dissipar energia antes do tempo. Então, nós já entramos naquele conceito de agricultura anti-estresse. Como fazer para preparar a planta para suportar essas condições? E quando nós pegamos um cenário de 60 sacas de soja por hectare com uma produtividade é ruim em função da compactação, não é essa logística que eu gostaria que o senhor saísse daqui com essa interpretação. Quando nós falarmos de ambiente de produção, nós temos que entender que nós temos que trabalhar de forma multidisciplinar. Toda ação vai ter uma reação em cascata. Então, se eu tenho um ambiente ruim, pensando nesse diagnóstico de compactação, qual é a repercussão negativa que vai acontecer dentro desse ambiente produtivo? Essas perguntas que nós temos que nos fazer. E quando eu tenho um ambiente ruim, eu posso ter N fatores negativos que vão o quê? Que vão colaborar para que o meu potencial produtivo não seja atingido. E isso daí não acontece em apenas um dia da cultura da soja. Pensando lá em uma média de ciclo de 120 dias. Vão ser 120 dias que a planta da soja estará exposta nesta condição. Em que condição quando a gente tem um efeito, um ambiente de compactação? Nós temos o aumento da resistência, consequentemente diminuição do comprimento do sistema radicular. Eu vou ter menos volume de solo explorado, menos absorção de água e nutrientes. Outro ponto que afeta a compactação é a infiltração de água no sistema. Então nós vamos ter um ambiente de alta densidade e de baixa densidade, que são sinônimos para um ambiente compactado e não compactado, respectivamente. E quando isso acontece, um ambiente ruim ou compactado vai ter uma taxa de infiltração de 5 a 7 milímetros por hora. quando nós temos uma condição oposta de 80 a 100 milímetros por hora. Isso significa que eu tenho um ambiente que infiltra água mais de 15 vezes quando comparado a um ambiente de alta densidade. Para mim, em termos técnicos, o que significa pensando na longevidade da minha planta? Eu vou formar uma caixa d'água muito maior, consequentemente eu vou dar boia para essa planta para ela ter água disponível durante os 120 dias. Aí começamos a pensar naquele conceito de suportar condições de estresse. Pegamos aí um veranico de 15, 20, 25 dias. Se um ambiente que infiltra mais, provavelmente eu vou ter muito maior disponibilidade de água no sistema. E quando nós falarmos de disponibilidade de água, está conectado diretamente com a fertilidade do solo. Porque a fertilidade do solo é a capacidade que o solo tem de reter água e a capacidade de troca catiônica. A CTC que tanto nós conhecemos hoje que é as bases no solo. Isso é a fertilidade para mim que vai formar a solução do solo. Mas eu preciso ter água para que isso aconteça. Mas não afeta apenas... o crescimento do sistema radicular e a infiltração de água. Afeta o contexto biológico do solo também e nutricional, que é o evento que nós estamos hoje aqui, estamos preocupados com esse tema. Nutricionalmente falando, se eu tenho um ambiente com 100% com a condição ideal de 100% de oxigênio, 20% de pressão ao longo do perfil, e um ambiente de 0,5%, que é um ambiente ruim, eu tenho uma dificuldade no aproveitamento desses nutrientes nesse solo. Ou seja, de 100% do nutriente num ambiente bom, Um ambiente ruim eu vou absorver apenas 37. Isso para pó, potássio e fósforo respectivamente. O que eu quero dizer para os senhores em termos técnicos, que adubar em solo compactado eu acho que não compensa, porque o aproveitamento e a eficiência é muito baixa. Então é um ponto que nós temos que destacar. Mas eu não vou afetar apenas a questão de absorção. Eu vou afetar a questão de fixação biológica de nitrogênio, que provavelmente o próximo palestrante vai abordar com muito mais característica e com muito mais representatividade dentro desse contexto. A fixação biológica, pensando hoje em um ambiente de alta produção, pensando num patamar de produtividade esperada de 100 sacas de soja por hectare, sabendo que a planta de soja exige de 81 a 83 quilos de hiene por tonelada. Quantos de hiene eu vou precisar numa perspectiva de produtividade de 6 toneladas? Quase 500 quilos de hiene. Se eu tiver um ambiente compactado, consequentemente, eu não vou conseguir suprir essa necessidade, porque é muito grande. Pensando ainda com os cultivares mais recentes, os ciclos são menores, o tempo de exposição é menor. Então nós vamos ter um problema na questão da nutrição de nitrogênio. não só fósforo e potássio, outros nutrientes também vão ser afetados na absorção. Por quê? Porque ela vai estar exposta a uma condição de compactação não só em um dia exclusivamente, mas durante todo o ciclo da cultura. Então nós construímos uma condição extremamente desfavorável. A compactação não é apenas resistência ao crescimento do sistema radicular, é todos esses pontos que nós citamos. Então é um efeito de reações negativas que acontecem no ambiente de produção e, consequentemente, eu vou afetar a produtividade de uma forma muito exigente. Aqui nós temos uma figura onde mostra índice de compactação e produtividade. Qual é a influência da compactação dentro do sistema produtivo? Eu tenho três curvas de produtividade. Eu destaquei duas. em azul e em amarelo. Mas por que eu destaquei de forma proposital? Porque esse ambiente aqui nas mesmas condições, esse ano safra, desculpe, na mesma condição produziu mais do que esse ano safra. Por quê? Porque um ano choveu mais do que o outro. Aí a planta em ano chuvoso não sofre com compactação, ou não percebe a compactação. Mas é uma condição que eu não quero, porque a chuva, as temperaturas elevadas, é sempre atenção e previsão. E eu não posso ficar na dependência disso para manter a minha sustentabilidade da atividade. Eu preciso trabalhar para evitar essas condições. E a cada aumento de um megapascal nós temos uma perda de 12 sacas de soja por hectare. E a compactação pessoal vai ser pior ainda se nós não tivermos diversidade de cultura dentro do nosso sistema produtivo. Eu quero dizer para os senhores que produtividade acima de 80 sacas de soja por hectare das áreas que nós estamos constatando dentro do SESB, O mínimo de diversidade de cultura são quatro culturas diferentes dentro do sistema. Tem uma representatividade ou uma correlação extremamente positiva. Diversidade de cultura e produtividade. Eu preciso construir um ambiente de diversidade. Isso daqui vai me dar equilíbrio e vai me dar sustentabilidade dentro do sistema produtivo. Mas eu não posso pensar apenas no aspecto físico. O aspecto químico é extremamente importante dentro desse contexto. E aqui nós destacamos algumas frentes. Uma análise de solo até um metro de profundidade, uma média de produtividade de 98 sacas de soja por hectare e textura média. Pensando em São Paulo. Inversão de carga. Eu não consegui constatar até um metro de profundidade. O que isso significa para nós? Que eu tenho um solo que tem muito mais propriedades de reter base do que ânion. Eu estou falando cálcio, magnésio e potássio. No aspecto produtivo, isso para mim é interessante. Outro ponto, eu falei de impedimento físico para o crescimento do sistema radicular, mas nós também temos o impedimento químico. E nesses ambientes, nós não temos que estão produzindo elevado. Não temos o quê? Nós não temos alumínio no sistema. Se nós temos, nós temos abaixo da quantidade que a gente considera ruim ou prejudicial, que é os 25% do alumínio na CTC. Mas esse número tem que diminuir, pessoal, porque lavouras com produtividade ou teto produtivo maior é muito mais sensível e nós vamos entender no slide subsequente. Mas nós temos cálcio, nós temos fósforo e nós temos boro. Três elementos que favorecem o crescimento do sistema radicular. Extremamente importante. Eu tiro o alumínio do sistema e tem três elementos que favorecem o crescimento do sistema radicular. O que é extremamente positivo na questão ou no quesito exploração do perfil de solo. Teores ideais. Eu sei que eu tenho parametrização pensando em literatura até 20 centímetros de profundidade, um pouquinho mais a gente pode chegar. Então nós partimos do presuposto que os teores estão ideais. Mas e abaixo disso? Eu coloquei um ponto de interrogação. Nós não temos na literatura o que é parâmetro ideal. Mas aí entra a filosofia de trabalho do SESB. Nós trabalhamos com ambientes de alta produtividade. O quesito engenharia reversa. Eu vou no ambiente do produtor X, que está produzindo acima de 90 sacas de soja por hectare. Eu parto do presuposto que é um ambiente que está funcionando, porque está bem acima da média nacional. Ou seja, provavelmente não são nutrientes limitantes. Então nós partimos do presuposto que tem uma representatividade positiva dentro do contexto. Então nós podemos... começar a nos policiar em desenhar padrões pensando em profundidade. Talvez aqui é um item que a gente tem que se policiar um pouquinho mais e os centros de pesquisa talvez nos apoiarem. Outro ponto de interesse é o V%. E aqui é um case pensando em campeões do SESB. Não foi apenas um produtor o qual mencionou a filosofia de trabalho. Nós temos o V% em textura arenosa e textura argilosa. Para eu aumentar ou pelo menos colocar o V% dentro do padrão que a soja exige, pensando em soja, 55% a 70%, um solo de textura arenosa eu consigo com muito mais facilidade do que de uma textura argilosa. Correto até e não é segredo. Mas o que é o perigo dentro desse processo? Um solo de textura arenosa eu consigo atingir o V% com muita facilidade, mas não necessariamente eu estou colocando a quantidade de cálcio e magnésio 2,2 centimol carga por decinto cúbico ou 0,1 centimol carga por decinto cúbico na quantidade que eu preciso ou que a soja vai exigir, porque o potencial produtivo está maior e o tempo de exposição está menor. Então nós vamos ter que suprir uma quantidade que está dentro dos padrões de essencialidade da cultura. Mas quando eu tenho um solo arenoso e faço essa correção do solo, não necessariamente eu atinjo esses valores. O que o pessoal está fazendo? Nós estamos trabalhando com o conceito de melhorar ou pelo menos corrigir o solo pensando na porcentagem do elemento na CTC. Ou seja, o que os produtores estão fazendo? Um plano B, uma via alternativa. Está funcionando? Provavelmente, porque estão produzindo bem. Ou seja, a porcentagem de cálcio na CTC de 34% a 52%, magnésio de 8% a 20%, De potássio, de 3 a 5%. Então, consequentemente, eles têm essas parametrizações e nós podemos se basear dentro desse contexto. Ou seja, por que não corrigir o elemento na CTC e não pensando em V%? Talvez seja um plano B ou dá um pouquinho mais de segurança. É uma filosofia nova de interpretação de solo que o pessoal tem usado com uma certa frequência. Outro ponto de interesse, eu não posso trabalhar apenas na quantidade desses elementos no sistema, mas na questão do equilíbrio iônico, porque também é um efeito cascata. Se eu não tiver um solo equilibrado, não adianta eu ter elementos dentro desse sistema. E nós não precisamos ir muito longe. Pensando em áreas de renovação de cana, eu uso muito vinhaça, sabendo que eu preciso de 3 a 5% de potássio na CTC. Consequentemente, se eu tiver acima de 5% na CTC, eu já estou causando um desequilíbrio. Vai afetar a absorção de magnésio. E aí aquela receita de bolo não funciona mais, pessoal. Vocês têm que ter um bom diagnóstico do ambiente de produção. Onde eu quero chegar? Se eu tenho potássio acima de 5% e eu afeto o magnésio, não adianta eu colocar magnésio no solo. Eu já tenho que pensar na minha adubação foliar. Então, o nosso pacote de manejo, vamos dizer assim, que não temos uma regra para cada ano safra, que cada ano tem uma particularidade, Nós já estamos pensando no manejo da lavoura lá na frente, por causa de um bom diagnóstico e interpretação. Isso é fundamental. E nenhum laboratório vai corrigir um erro de amostragem. Então, nós temos que fazer uma amostragem correta dentro desse processo. e nenhuma tecnologia é capaz de extrair do solo o que ele não tem. E aqui eu acrescento, nenhuma tecnologia é capaz de extrair do solo se ele estiver em desequilíbrio, porque nós não vamos conseguir aproveitar esses nutrientes no sistema. E quando eu falei para os senhores cálcio e alumínio no sistema, nós temos 50, 70 sacas, 70, 90 e 90. Quais são as constatações dentro desse processo? Se nós passarmos uma linha no teto de cálcio, num ambiente de 50, 70, Ele vai dar, quando estiver em um ambiente de 70, 90 e maior que 90, uma profundidade de acima de 20 até 40, e de maior que 90 sacas de soja por hectare, maior que 40 centímetros. Eu estou falando para os senhores que o teto de cálcio no ambiente que está produzindo entre 50 e 70 está sendo atingido em uma profundidade maior, em ambientes com maiores patamares de produtividade. Eu estou conseguindo fazer com que esse cálcio desça no perfil. Mas como isso? Revolvendo o solo? Não. Com diversidade de cultura, com práticas conservacionistas mesmo. Então, nós temos uma total possibilidade de melhorar nosso perfil sem desestruturar o nosso ambiente produtivo. Outro ponto de interesse, de observação, é a questão do M%, saturação de alumínio no sistema. Eu tenho um teto de alumínio muito maior do que nos outros ambientes que não atinge nem o teto. E aqui nós estamos abaixo do 25% que nós consideramos uma linha de corte, ou seja, ambientes mais sensíveis exigem cautela com os números que nós temos hoje. O que é sensível para um ambiente de alta produtividade? Se eu errar num ambiente que está produzindo 50 sacas de soja por hectare e errar num ambiente que está produzindo 100 sacas de soja por hectare, onde vai ser o maior prejuízo de produtividade? No ambiente de 100 sacas, que é muito mais sensível. Então nós temos que trabalhar com a sensibilidade do ambiente. E aqui é o prejuízo do alumínio. Alto alumínio prejudica o sistema radicular na absorção de nutrientes e água. E aqui é uma condição ideal. Dentro do aspecto químico, aqui é o que os produtores têm utilizado em termos de adubo. Mas é os números que interessam? Não, é a filosofia de trabalho. O que é interessante para nós? Tem colocado nitrogênio no sistema? Até que ponto isso é positivo ou negativo? Vocês precisam entender o sistema de vocês para ver se realmente a perspectiva de produtividade é acima da quantidade que a inoculação vai ser suficiente. Nós podemos traçar alguns parâmetros. Então, nós temos que entender até ponto que a nossa perspectiva de produtividade. Senão, é jogar dinheiro fora. E a inoculação é muito mais barata do que o nitrogênio. Nós estávamos agora há pouco conversando a respeito disso. E pensando em arranque inicial, a questão do fósforo, arranque inicial e longevidade. E o que eu destaco aqui dentro desse processo, pessoal? Resultados de uma Lavalta em 1980. Eu não tinha nem nascido ainda. E o que ele definiu? Fósforo, 95% é difusão. Beleza, pessoal, isso aí é verdade. Mas quando a gente pega o conceito do potássio, 80% na época era difusão. Mas com o tempo, pensando em pesquisa a tempo, nós chegamos numa realidade. E a realidade às vezes muda. A pesquisa também não é absoluta que nem os números que nós constatamos. E 30% se tornou a ser difusão e 70% em fluxo de massa. Por que eu não tiro o fósforo da adobação de suco e é arriscado eu aplicar lanço? Porque eu posso estar diminuindo a eficiência de aproveitamento desse nutriente no sistema. Hoje nós não estamos sentindo prejuízo nessa prática. Por quê? Porque nós temos fósforo sobrando no sistema. Mas é muito perigoso trocar princípio científico por comodidade operacional. Isso dói quando a gente fala para o produtor. No caso do potássio é possível. Porque o potássio tem uma dinâmica diferente do fósforo no sistema solo. E quando nós observamos qual é a maior frequência de introdução de nutrientes dentro do sistema, sulco tem disparado, sido a prática mais frequentemente utilizada para colocar os nutrientes dentro do sistema. Isso vai nos dar um contexto de maior eficiência de aproveitamento de nutrientes. E cada nutriente tem a sua dinâmica em particular. Eu tenho que entender o que eu preciso fazer dentro do meu contexto produtivo. Mas eu não posso ficar só no físico e químico. Nós temos que entrar dentro do aspecto biológico. E o biológico, vou falar para os senhores, tem dado resultados extremamente interessantes, ou pelo menos observações interessantes. Eu tenho dois sistemas, soja pousil, soja braquiária. Por que nós vamos fazer esse exercício? Só para vocês verem o tamanho da diferença de um sistema para o outro, não no aspecto. Diferença de 30 sacas de soja por hectare. Isso daqui pode ser a longevidade da minha atividade e a sustentabilidade também, correto? Mas pensando em análise, eu tenho uma análise química. Na ótica química, eu quase não tenho diferença. Pensando em pH, cálcio, potássio e fóssil, entre outros elementos também. Mas começo a observar a matéria orgânica, já começo a ver uma diferença. De um ambiente para o outro, 1,5 vezes de diferença. Mas quando eu começo a fazer uma bioanálise, e os laboratórios estão se movimentando para que eu possa entregar isso nas análises para os senhores, porque eles estão vendo diferença. E nós estamos constatando dentro desses ambientes uma diferença extremamente pertinente. biomassa, beta-glicosidase, sulfatase e fosfatase ácida. Estou falando biodegradação do carbono, estou falando de solubilização do enxofre e solubilização do fósforo. Qual é a diferença teto que nós observamos oito vezes dentro desses aspectos? Qual é a conclusão que nós podemos ter pensando no termo prático? técnico. O que é um ambiente que tem uma diversidade de cultura frente ao ambiente pobre em termos de diversidade? Aqui são resultados nas regiões que o SESB faz auditorias, pensando em beta-glicosidase, fosfatase ácida em diferentes regiões do Brasil. Nós temos níveis de produtividades elevadas, patamares produtividades e níveis de enzimas extremamente elevados. E quando nós comparamos com o que nós temos na literatura, está de médio a alto, a muito alto. Exceto norte e nordeste, que está abaixo daquilo que a gente tem como padrão. Por quê? porque talvez nós temos que mudar um pouco as nossas avaliações pensando em norte e nordeste. Esses números talvez não representem a realidade em termos de padronização, porque não está sendo limitante para essa produtividade. Se tivesse sido, eu não estaria produzindo acima de 100 sacas de soja por hectare. E qual que é a conclusão dentro desse processo? Quimicamente semelhantes, mas biologicamente distintos. São ambientes que têm uma margem de resposta muito maior. E aí, pessoal, vocês poderiam me perguntar, um perfil de solo com 94 sacas de soja por hectare, o que tem de diferente para que a gente suporte algumas condições de adversidade? Sim, nós podemos olhar com um olhar um pouco mais crítico. O que nós podemos ver aqui? Raiz pintada de branco e solo. Não, muito pelo contrário. Quando eu falo que a gente precisa ter, nós temos um ambiente com muito mais susceptibilidade, nós temos um ambiente que precisa ter um olhar mais crítico e um ajuste fino muito mais pronunciado. Estou falando para os senhores que esse perfil de solo, nós temos canais preferenciais, que é formado pelo que? Micro, meso e macrofauna do solo, que é construído com diversidade de cultura. Isso daqui me permite o desenvolvimento do sistema radicular, infiltração de água, oxigenação do sistema, e eu consigo controlar ou pelo menos contornar problema de compactação, por exemplo. Por que a gente não apresenta um número Objetivo de compactação, ou seja, 2 MPa é limitante para a produtividade, porque não é um valor absoluto. Se eu tiver uma condição de diversidade, eu consigo construir esse cenário que suporta condições de compactação. E esse número passa a não ser mais limitante dentro desse sistema, porque eu construí uma condição diferente. Solos biologicamente ativos têm sido muito mais produtivos e nós temos que construir esse cenário. Uma vez que isso aconteceu, aí sim nós podemos trabalhar a rampa da construção de perfil de solo e esperar a qualidade desse ambiente, porque nós vamos ter formado o que a gente chama de perfil de solo. A perspectiva tem que ser muito mais rica em termos de conhecimento, muito mais detalhistas. Não é só falar que vamos construir o perfil de solo e isso vai acontecer naturalmente. Nós temos que nos policiar no diagnóstico e interpretação. E não paramos por aí. Construímos o meio de sustentação da planta, mas esse meio de sustentação tem um papel extremamente importante em termos de água e nutriente. O que eu quero dizer para os senhores, para que a fábrica funcione, eu preciso ter essa condição boa, eu preciso que a planta transpire durante todo o processo, abertura de estômago para que entre CO2 e com a energia solar eu transformo, eu não produzo. Matéria inorgânica e orgânica. Aí sim eu vou estar obedecendo a lógica da planta. Mas como nós começamos a obedecer essa lógica da planta? Primeiro ponto é o material genético. Detentoras de material genético não vêm com manual de manejo, mas vêm com manual de posicionamento, já nos ajuda na implantação da cultura. Mas qual é o grande X da questão nesse contexto? N tecnologias embarcadas dentro da semente, mas eu preciso fazer com que essa semente acione ou dispare genes interessantes para expressar o potencial produtivo. Por exemplo, resistência à doença é interessante ao ter na semente, mas é um gene que eu não gostaria que expressasse, porque eu gasto energia para expressar esse gene e eu vou ter que controlar uma condição de doença que está acima do dano econômico. Então já vou ter prejudicado a minha cultura da soja. Eu preciso construir um ambiente de estabilidade, mas o que a gente precisa para que isso seja possível? Nós temos potencial para isso? Temos potencial, nós temos materiais extremamente responsivos. Aqui eu listei alguns materiais genéticos, mas nós temos uma infinidade de materiais genéticos que estão com mesmo patamares de produtividade ou até maiores. Produtividade, Amplitude de variação, produtividade mínima para máxima, e aqui a questão de estabilidade produtiva. Você é um produtor mais conservador ou mais arriscado? O que eu quero colocar dentro do meu sistema produtivo? Porque eu tenho opções. Opções de patamares produtivos extremamente elevados. Então nós podemos trabalhar cada ambiente com a sua forma particular. E isso daqui é possível expressar sim, mas vai depender de alguns quesitos. O potencial produtivo ele inicia, por exemplo, com a compra da semente. E cada produtor vai ter o vendedor que merece. Isso é uma frase que eu acredito que seja uma verdade absoluta. Porque, realmente, se você comprar uma semente ruim ou um produto de nutrição ruim, Você está condenando todo o teu investimento, toda a logística que você desenhou dentro do sistema produtivo. E pensando em caracterização de perfis de produtor em ambiente de alta produtividade, qual está sendo a exigência? Germinação acima de 85%, 92% dos produtores e vigor alto a muito alto, 56% dos produtores. Por que esse número é menor? Por que é difícil ser mente de alta vigor? E a sementeira sabe disso. Mas o produtor está ficando mais exigente por quê? Porque quando eu coloco uma semente de alto vigor, eu vou ter uma condição extremamente interessante em termos de produção de matéria seca, os painéis fotossintéticos vão ser formados com muito mais velocidade e, consequentemente, o sistema radicular vai atingir profundidades maiores. E se eu tenho um veranico fora de época no início do start do crescimento da cultura da soja? qual é uma planta que suporta mais, um mato competição com plantas daninhas. Então nós já estamos começando a preparar o nosso ambiente de produtividade e pessoal uniformidade dentro desse, a emergência rápida é extremamente interessante dentro desse processo. mas nós não podemos falar apenas de qualidade de semente. A qualidade de semeadura é extremamente interessante. E aqui alguns pontos interessantes pensando em plantação da lavoura. O que mais frequentemente tem aparecido em termos de cuidados dentro do sistema produtivo? Nós temos data de plantio, um ponto de interrogação. Por quê? Aqui nós temos que testar. tem muitos resultados interessantes e o produtor está se espelhando nisso aí. Tratamento de sementes, tratamento industrial, on-farm, o que é positivo? O que me confere uma qualidade que eu vou ter que proteger a planta durante sete dias que vai ser o processo de germinação, o processo de emergência e eu preciso proteger tanto na parte de solo quanto na parte aérea. E a questão da velocidade operacional. Brevemente destacamos esses pontos. E aqui eu reforço a colocação. Fazer o básico bem feito. Percebam que ambientes de alta produtividade, para você fazer o ajuste, é pouco investimento. É mais se policiar com o que você está fazendo de errado. Isso daí nós chamamos de ajuste fino. Pensando em data de plantio, pegamos um estúdio de casa do centro-oeste. Frequência de plantio pela CONAB e frequência de plantio pelo SESB de áreas constatadas. Grande parte dos produtores pela CONAB plantando em novembro. Grande parte dos produtores constatados pelo SESB plantando em outubro. Mas será que isso aqui tem algum efeito positivo? Quando a gente vê na questão da resposta produtiva, sim. Quem está plantando em outubro tem uma estabilidade produtiva um pouco maior. O que isso interessa para nós? Quando eu comparo com outros meses, eu chego a uma diferença até de 19 sacas de soja por hectare para quem planta em outubro, quem planta em dezembro. Para mim, como produtor, faz uma vantagem extremamente positiva na balança final quando eu vou comercializar minha soja. pensando que eu estou sendo muito mais competitivo dentro do setor. Outro ponto, tratamento de sementes. Proteção, nutrição, inoculação. E aqui entramos mais um item, a co-inoculação. Tem aparecido com muita frequência e tem feito sentido dentro do aspecto produtivo. Nós estamos falando de uma proteção ambilateral que tem que acontecer até sete dias. Vigor. Vigor, para mim, o que significa? Germinação, certo? Mais água, mais TS. Emergência, vigor, mais TS. Nos dois processos que vai contabilizar sete dias, eu vou ter que ter essas condições particulares. Eu vou ter que ter um TS muito bem feito, eu vou ter que ter água e vou ter que ter vigor na semente. Aí nós começamos a lavoura de forma interessante. E quando nós pegamos o aspecto nutricional, nós temos três elementos que são essenciais na quantidade e na dose correta. cobalto, molibdênio e o níquel, que é o microelemento que entrou dentro da cadeia da essencialidade mais recentemente Mas o níquel é uma particularidade, o fator de essencialidade e toxidez é muito estreito muito bem repensadas, mas o cobalto e o molibdênio também. O cobalto, pessoal, regula o oxigênio e diminui a produção do etileno. O molibdênio, o que vai impactar dentro da questão da fixação biológica? Vai ter a questão do nitrato redutase, da nitrogenase, o níquel, na urease e na hidrogenase. Todos os processos envolvidos dentro da fixação biológica. Eu preciso ter uma boa nutrição de sementes, porque senão, Essas bactérias aqui não vão funcionar na potência que deveriam funcionar. Por que eu estou falando isso para os senhores? Nós temos uma raiz de soja com uma inoculação. As bactérias têm que expressar todo o seu potencial ou têm que ter um processo muito bem fixado dentro da questão da fixação biológica, porque eu vou ter uma demanda extremamente elevada de nitrogênio dentro do sistema de alta produção. E se essas bactérias não estiverem funcionando de forma correta, eu vou ter um problema muito sério. Não é que as bactérias perderam a eficiência. se a gente pensar em ter que aportar nitrogênio dentro do sistema. Muito pelo contrário, as bactérias continuam com eficiência maravilhosa e nós temos que agradecer muito os pesquisadores dentro desse aspecto. Mas é que o ciclo da cultura da soja diminuiu e, consequentemente, o tempo de exposição também, mas o potencial produtivo e a extração e exportação aumentaram em uma velocidade exponencial. Extremamente interessante. A cultura da soja está sendo mais exigente. E quando nós falamos de inoculação, simples arsocínio, é fácil testar isso no campo? É fácil. Pegamos uma raiz de soja, raiz pivotante, raiz secundária, nódulos pequenos nas raízes secundárias, nódulos grandes nas raízes pivotantes. O que isso significa para mim? Aí o produtor me pergunta, João, é importante inocular? Extremamente importante. Porque a inoculação daquele ano vai me render nódulos grandes. A inoculação do ano anterior são os nódulos pequenos, na maioria das vezes. E qual é a quantidade de nódulos grandes que eu preciso ter na raiz da soja? No mínimo 15 a 20. Se eu tiver isso, eu sei que eu fiz uma boa inoculação. É um bom teste comparativo, visual e também quantitativo, pensando em números. Outro ponto pessoal, nódulos grandes e pequenos em termos práticos, o que isso significa para nós? Nódulos grandes tem uma eficiência de 30% a 35% maior, o que me dá uma segurança maior em termos de fixação biológica de nitrogênio. E nós não podemos esquecer da outra outro manejo, outro aspecto que está sendo inserido dentro desse contexto. A co-inoculação. Mas a co-inoculação veio para substituir a inoculação? Não, são funções diferentes. Eu estou falando de inoculação brádio-risóbio para fixação biológica de nitrogênio. A co-inoculação é uma outra bactéria. Nós estamos falando do azospirilo, que é a inoculação do milho. Mas qual é a função? É para substituir a fixação biológica? Não. É para aumentar a produção de hormônios para o crescimento do sistema radicular. Eu preciso potencializar o crescimento do sistema radicular. Pensamos nos nutrientes fósforo, cálcio e boro, que eu já trabalhei lá na questão química do solo. ajuda na questão de hormônio para aquecimento semarradicular. Eu estou preparando uma planta para ficar muito mais resistente a estresse ou algum intempério do ambiente de produção. E plantabilidade é importante, é extremamente importante. Façamos um exercício claro e objetivo aqui. Temos falhas, temos duplas. Cada planta produz 15,6 gramas. Cada falha me representa de 30 a 35% da planta dupla, em termos de perda de potencial produtivo. Só tenho 5 falhas, 78 gramas de perda. Só tenho duplas, 8 vezes 15, que aqui nós temos 4 vezes 2, 8. 30% de perda, 37%. Somamos as perdas e extrapolamos para hectare. Quanto que isso repercute para nós? 19 sacas de soja por hectare. A lucratividade indo embora. Então, se eu investir num bom construção de perfil de solo, se eu investir na qualidade de semente, na qualidade de semeadura, ela é equivalente à qualidade de semente. Eu morro na praia se eu não ter uma boa plantabilidade. E você fala para o produtor, correr no plantio é perigoso. E por que nós estamos falando isso na parte de construção de perfil de solo? Como nós estamos de tempo, amigo? A questão da perda de 30% a 35% prejudica totalmente o meu ambiente de produção. Nós podemos construir dois cenários, um ambiente bom e um ambiente ruim. Tudo o que eu usar, a estratégia é diferente. eu vou ter que diminuir a perda de produtividade e tudo que eu usar aqui eu vou potencializar a produtividade. Então as estratégias são diferentes e nesse cenário o produtor entra em pânico. Aqui nós temos uma boa plantabilidade com uniformidade e cada diferença de emergência de planta de um a cinco dias eu já perdi de seis a oito sacas de soja por hectare porque todo outro processo de manejo vai ser afetado. Eu quero dizer para os senhores, nutricional e de proteção de plantas. E quando nós construímos uma condição desejável, nós temos eficiência do uso de nutrientes, facilita o manejo. Ou seja, tudo que eu fizer agora é para manter essa rampa de perfil desenvolvimento de planta. Nós estamos falando distribuição de nutrientes ao longo do sistema, ou seja, estou fazendo um bom tratamento de semente, uma boa distribuição de nutrientes, porque aqui a gente obedece a lógica da planta. O palestrante anterior, o Crucial, falou uma palavra que eu vou tomar a licença e repetir. É um tratamento quase homeopático. A frequência talvez seja mais importante do que a quantidade. A qualidade também é importante, mas a frequência, você distribuir dentro da lógica da planta, é extremamente interessante. E aqui entra um item para me proteger, o que nós chamamos de bacheiro, que tem uma repercussão extremamente positiva dentro desse contexto. Distribuição com frequência, com qualidade, com fonte, com dose. Entender o sistema produtivo é extremamente importante. Onde que esses produtos estão entrando? O que nós precisamos fazer? Vocês só vão conseguir se nós tivermos um conceito de interpretação do ambiente muito bem definido. E aqui eu vou falar a nova vitamina que está entrando dentro do mercado. Por que vitamina? Eu tive numa palestra de produção de leite e o produtor falou exatamente isso. Qual que é o cenário para aumentar a produção de leite? A vitamina I. O que é a vitamina I? Ir no campo, porque senão você não vai identificar o que realmente você precisa fazer. Isso é extremamente importante e eu tomei a liberdade de repetir o que ele falou. Cuidamos do tratamento de semente. A planta começou a caminhar com a própria perna. O que mais frequentemente tem sido aplicado dentro de cada estádio? Pensando em vegetativo e reprodutivo. E aqui a lógica pessoal, é a lógica da planta. Eu chamei a atenção do níquel porque o níquel entre a essencialidade e a toxidez é muito estreita. E o níquel não está sendo aplicado aqui também, mas aqui eu fiquei um pouco cético justamente por causa disso. Pensando níquel e molibdênio para diminuir o abortamento de flor. É interessante? Não sei, dependendo das condições que você tem no campo. É custo quando a gente coloca um nutriente novo, mas talvez possa fazer algum sentido. E quando eu falo obedecer a lógica da planta, por que o cobre está entrando no vegetativo? Porque 57% do cobre pela planta de soja é aproveitado até o V7. O conceito do zinco é diferente, apenas 39%. Eu tenho que oferecer de forma frequente, fragmentar a dose, mas dentro dos períodos de maior lógica da cultura da soja. E aí quem não usa e quem usa adubo foliar. Quem está usando tem produzido oito sacas de soja a mais. É perigoso mostrar esse slide. Por quê? Porque aqui, dependendo do vendedor, pode usar isso de má fé. O que é importante a gente constatar aqui? Que a nutrição tem que ser de forma inteligente, que ela não vai ter resposta produtiva se você não tiver construído os outros cenários. Então, quanto maior a gente trabalhar o básico bem feito, maior a margem de produtividade. Aqui pensando no mesmo raciocínio para proteção de plantas. E aí, pessoal, se eu tiver um erro na parte de nutrição ou na parte de fitossanitária de proteção de plantas, a primeira parte que a gente perde É o bacheiro. E aí é o perigo, porque de 10% a 20% da nossa produtividade está no bacheiro. Uma produção de 6 toneladas, 20%, 1.200 quilos, 20 sacas de soja por hectare está indo embora. Então nós temos que cuidar e nós temos que construir essa condição aqui. ter um bacheiro extremamente saudável, porque me dá longevidade de nódulo, me ajuda a suportar as eficiências da raiz, porque no R5 já está perdendo força, e consequentemente eu consigo um PMS muito maior. E aí eu não posso esquecer dos outros detalhes, o manejo integrado de praga e doença, que também faz total sentido dentro do nosso aspecto. E dentro desse cenário, sim, nós podemos construir um ambiente favorável. E se nós tivermos um ambiente com algum fator de limitação, nós temos que chegar. E como nós vamos chegar? Com um bom diagnóstico e interpretação. Só assim vai ser possível a gente identificar aquilo que a gente está fazendo de errado, o que estamos fazendo de bom e, consequentemente, ter as interpretações corretas. E ver quais são os fatores limitantes dentro de cada rampa, porque nós vamos ter que trabalhar esses fatores limitantes para tentar contornar esse problema, porque é um efeito cascata. E a nutrição está presente em todos esses patamares de rampa Por isso que nós temos que dar uma atenção especial, porque se a gente não cuidar desses fatores, consequentemente eu não tenho resposta produtiva E vamos ser cobrados por isso, cultivar os novos, menos ciclo, não vai ter tempo suficiente para recuperar De 3 a 5 em termos de índice de área foliar, antes era 5, então tenho menos índice de área foliar, consequentemente eu não posso perder folha, resgatamos o bacheiro. Vagens no terço inferior, volume de raiz menor, lembra dos nutrientes e também da coenuculação. Rendimento até 6 toneladas e antes era até 2,5. Nós temos plantas com muito maior potencial produtivo e fazer o básico faz muito total sentido. Nós podemos ter três perspectivas ou três perfis. pessimista e reclamar do vento, otimista e esperar que mude, realista e ajustar as velas e seguir viagem. Nós vamos precisar ser realistas, ajustar as velas e continuar aumentando de forma gradativa o nosso ambiente de produção. Só assim eu tenho a expectativa de ser campeão e ter uma lavoura extremamente desejável. Obrigado e desculpe pelo tempo.
João Pascoalino
2019 - Abisolo