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Inoculação, reinoculação e coinoculação no sistema de produção de soja
Resumo
Transcrição
Na sequência, nós vamos convidar mais um palestrante, que é graduado em Economia pela UNESP de Jabuti Cabal, comestrado e doutorado em Solos e Nutrição de Plantas pela ESAAC, realizou o pós-doutorado pela Universidade Estadual da Carolina do Norte, é pesquisador da Embrapa Soja Londrina e atua como orientador junto aos programas de pós-graduação em Microbiologia e Agronomia da Universidade Estadual de Londrina. Suas principais linhas de pesquisa são bioindicadores de qualidade de solo, fixação biológica de nitrogênio e tolerância à seca. Ele vem falar sobre inoculação, reinoculação e co-inoculação do sistema de produção de soja. Está aqui conosco Marco Antônio Nogueira, da Embrapa Soja Londrina. Por favor, deem uma salva de palmas a ele. Muito obrigado pelas apresentações, por essa introdutória. Quero agradecer aqui ao convite da Absolu por participar desse evento. Uma honra para mim estar aqui. É um prazer encontrar colegas de turma, de mestrado, de doutorado e da graduação. Em especial, está aqui a minha orientadora, a doutora Elke Cardoso, lá da Examec. Se eu estou aqui hoje, em grande parte é responsabilidade da professora Elke, agradeço muito. Sempre serei agradecido a você, Elke. Muito obrigado. Então, pessoal, estou aqui para falar um pouco sobre uma questão que a gente já trata há muito tempo. A soja, desde que chegou no Brasil e passou a ter importância econômica nos anos 60, já faz uso de inoculantes. Só que o sistema de produção evolui muito, vocês sabem, o exemplo disso a gente está vendo nesse fórum aqui. E muitas vezes nós estamos usando o inoculante como a gente usava nos anos 80, nos anos 90. E algumas práticas que evoluíram com o sistema de produção de soja podem estar sendo, em algumas situações, incompatíveis com a forma com que a gente está fazendo inoculação. E a gente não está vendo, às vezes, a resposta que a gente almeja fazendo a inoculação da soja. Muito bem. Quando a gente fala em soja, a gente fala em proteínas. 36, 38, até 40% dos grãos da soja é composto de proteína, todo o nosso abenço. Só para a gente cortar aqui a conversa e adiantar um pouco, O fato de a gente não usar fertilizante nitrogenado na cultura da soja e basear apenas na fixação biológica do nitrogênio, isso traz... o produtor brasileiro deixa de gastar, deixa de consumir 15 bilhões de dólares anuais. Se a gente tivesse que colocar o nitrogênio ali para produzir, por exemplo, 5 toneladas por hectare de grãos de soja, nós teríamos que colocar ali quase uma tonelada e meia de ureia. Não teríamos condições de suprir esse nutriente. Felizmente, a gente consegue suprir isso a um baixo custo, um custo muito baixo, e talvez por isso, muitas vezes, a gente não valoriza a prática da inoculação, porque uma dose de inoculante acaba custando muito pouco. E, às vezes, quando a gente não valoriza esse produto, a gente acaba não usando muito. adequadamente. Recentemente, a gente recebeu esses dados aqui da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes, a ANPI. E eles fizeram uma encomenda de uma pesquisa que mostra que a taxa de inoculação média no país é da ordem de 78%, chegando a mais de 90% em algumas regiões, próximo a 60% em outras. No Paraná, nós fizemos uma avaliação lá entre 600 produtores junto com a matéria local, e percebemos que 60% dos produtores usavam inoculante, dos quais metade usava de forma incorreta. Ou seja, não usava o que nós chamamos de boas práticas de inoculação. Ou seja, 60% usava inoculante. No entanto, só metade disso estava fazendo a inoculação, como deve ser feita para a gente conseguir o máximo de benefício da inoculação e do inoculante. Então, a adoção de inoculante no Brasil, o uso de inoculante no Brasil, já vem de longa data. Esse gráfico aqui mostra uma evolução da adoção, claro que tem aumento de área envolvido, ali dos anos 2000 até 2010, ali ficou mais ou menos estagnado entre 20 e 25 milhões de doses, 28 milhões de doses, e de 13 e 14 para cá a coisa começou a subir. Por quê? O que aconteceu em 13 e 14? Em 13 e 14 a gente lançou a tecnologia da co-inoculação, e voltamos a falar pesadamente em inoculação, direto nos vários fóruns, nos mais variados, eventos técnicos e fazendo ampla divulgação da importância da inoculação, que muitas vezes estava sendo negligenciada. E, por conta da co-inoculação, o agricultor começou a ver mais vantagens ainda. Então, as vendas de inoculantes acabaram aumentando, sendo que na última safra, somente entre as afiliadas da Amp já chegaram a cerca de 60 milhões de doses. Estima-se que, somando todos os produtores, inclusive os não associados à Amp, esse número chegue a 78 milhões de doses de inoculantes Brasil afora. É um número impressionante, que isso não tem dimensão como essa mundo afora. Nós é que temos tamanha escala de produção, tamanho número de adoção dessa tecnologia que contribui pesadamente para a sustentabilidade do nosso sistema de produção. E isso se deve a quê? A esse sucesso da inoculação no Brasil. A pesquisa, a legislação e a capacidade industrial. As três coisas, pessoal, andam juntas no Brasil. E isso é extremamente salutar. De dois em dois anos, a gente se reúne numa reunião que se chama RELARE, Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação de Estipes de Microrganismos de Interesse Agrícola, chamada RELARE. e lá a gente delibera, a indústria pesquisa e os representantes do Ministério da Agricultura para elaborar instruções normativas que regulam o que deve ter um inoculante microbiano, qual a concentração mínima, qual o tempo de longevidade, contaminação tolerada. Tudo isso vem evoluindo muito e contribui para nós termos no Brasil um dos inoculantes de melhor qualidade no mundo. Essas instruções, essas conversas, dessas reuniões também, Define-se que apenas algumas estipes, as mais eficientes, são aquelas que devem estar presentes nos inoculantes, no caso aqui a base de Brad Risóvel. Com concentração mínima de 10 à 9, 1 bilhão de células por grama ou ml de inoculantes, não pode haver contaminantes em diluições acima de 100 mil. E assim sucessivamente, várias recomendações e exigências para que nós tenhamos um inoculante de excelente qualidade que a gente possa obter os benefícios do processo de inoculação. Então mesmo assim pessoal, muita gente acaba não usando inoculante no momento da semeadura. Por quê? Ele percebe que áreas ali no Paraná nós temos áreas com mais de 50 anos de cultivo de solo. Nós temos uma população estabelecida de risóbios no solo, altíssima, da ordem de um milhão por grama de solo. Então, mesmo que não use inoculantes no momento da semeadura, mais cedo ou mais tarde, formam sinódulos, a planta vem bem, e o cara não percebe que ele deixou de ganhar. Esse exemplo clássico que eu gosto de mostrar nas minhas palestras é o seguinte, um ensaio que a gente fez lá na Embrapa Soja, numa área que a gente chama de área velha de cultivo de soja, que a gente já tem uma população estabelecida no solo das bactérias fixadoras, da ordem de 100 mil células. por grama de solo, na safra 1213, variedade BRS 295 RR, lá em Londrina. A barra da esquerda mostrando a produtividade da soja sem inocular. Colhemos lá 4.600 quilos por hectare. Está ruim? Não. Média nacional está 3.360. 4.600 o cara está colhendo e está achando que está colhendo bem. A barra da direita, no entanto, a única diferença para a barra da direita é que ela recebeu duas doses de inoculante de turfoso no momento da semeadura. Colhemos 500 quilos de soja a mais. Ou seja, investimos o preço de uma garrafinha d'água dessa aqui para colher 500 quilos de grãos de soja. Vale a pena inocular anualmente? Vale a pena inocular anualmente. Só que temos que inocular adequadamente, temos que adotar as boas práticas de inoculação. Uma outra questão que volta e meia vem a bailar, a questão de exigência de nitrogênio na soja. É uma planta que é altamente demandante por nitrogênio, mas que a fixação biológica do nitrogênio dá conta se a gente fizer a lição de casa direito, se a gente der chance para a bactéria sobreviver e cumprir o seu papel. Às vezes não está dando conta porque a gente está matando a bactéria. Então nesse caso aqui, por exemplo, um ensaio mostrando ali um dos argumentos, por exemplo, é que para altos níveis de produtividade a FBN não dá conta. e que seria necessário fazer uma complementação de nitrogênio tardiamente em determinadas fases, seja via cobertura com ureia sólida ou cobertura com aplicação foliar. E esses resultados aqui mostram que, na verdade, não há resposta quando a gente faz uma boa inoculação, mesmo para níveis altíssimos de produtividade, níveis ali em cima de 6.300 quilos por hectare, ali na região de Guarapuava, por exemplo, ali no Paraná. Então, seja lá qual for a fase, seja lá qual for a dose do nitrogênio aplicado, não houve resposta, desde que todas as plantas passaram por um processo adequado de inoculação. Outras questões, como eu disse, o sistema de produção evoluiu. Hoje nós temos vários produtos que vão na semente da soja, inclusive inoculante. Então está lá a sementinha recebendo fungicidas, recebendo inseticidas, recebendo micronutrientes, recebendo nematicidas. Já vi casos absurdos de acaricídeo em sementes de soja. Não vamos entrar aqui nem no método da questão dos exageros. Recebe lá estimulantes, recebe grafite, pó secante, várias outras substâncias e, no meio disso tudo, o inoculante. Qual é a interação entre esses produtos e o resultado disso tudo sobre a bactéria que está lá? O único insumo vivo que está no meio disso tudo é a bactéria do inoculante. Os demais são produtos químicos que podem ter interação negativa entre eles, mas quem sofre mais no meio disso tudo são as bactérias que estão ali no meio. Elas precisam estar vivas para funcionar. Uma célula morta não cumpre a sua função. Essa foto aqui eu tirei num giro técnico que a gente fez ali, Mato Grosso afora. Chegamos num barracão, o produtor tratando a sua semente para ir para a semeadura, Anotando ali no papelão pregado na parede os produtos que ele estava aplicando, sete, oito produtos, e ele ia ticando quanto que usava, tudo jogado dentro do baldão azul ali, e no colante, no meio disso tudo, misturava e pau na maquininha de tratar a semente. Num barracãozinho cadão, 35 graus lá em cima, temperatura altíssima, e achando que essa bactéria está sobrevendo e cumprindo seu papel. Então, não é assim que funciona um processo de boa inoculação. A bactéria não sobrevive a temperaturas acima de 32 graus. Ela começa a morrer. E essa morte é acelerada na presença de químicos no tratamento de semente. Mas não vou tratar mais o químico no TES? Não, não é nada disso. Continue tratando. Mas tem lá o momento correto de colocar a bactéria. E outras formas de colocar a bactéria, como por exemplo, a inoculação no suco de semeadura, para desviar dos químicos do TES. Nas áreas velhas, onde a gente tem uma população estabelecida de soja, se eu inoculo ou não inoculo, eu não vejo muita diferença no visual. Mas eu tenho um ganho médio de produtividade da ordem de 8%. Estava lá no slide anterior. Isso eu não vejo no visual. A planta que vai dar 8% a mais, 8% a menos, eu não consigo perceber essa diferença. Mas vai para uma área nova, que não tem população estabelecida para você ver. A diferença é brutal. As reduções de produtividade são altíssimas. Então, é nesses ambientes que a gente testa se um pacote de tratamento de sementes está prejudicando ou não. as bactérias inoculadas, principalmente em uma questão mais recente agora, que seria os inoculantes longa vida, ou para inoculação antecipada. Quanto mais tempo o inoculante fica em contato com os químicos no UTS, mais chance de ela sofrer algum problema e morrer. Mas eu plantei lá na minha área e não vi diferença entre inoculado e não inoculado, com tratamento e sem tratamento. Por que? A área com população estabelecida não mostra. Vai para a área nova, área de areia, reforma de pastagem, 8% de argila. O que acontece? Aqui estaria o nosso tratamento não inoculado. Esse aqui eu estou apresentando apenas a produtividade relativa. Dizendo que esse aqui é o nosso padrão de inoculação, ou seja, usar um inoculante turfoso, que é o padrão, para os nossos testes, na dose recomendada tratado no momento da semeadura. Esse é o nosso padrão. Esse 100% aqui representa 4 mil quilos por hectare. Nós também colocamos um controle positivo com o fornecimento de nitrogênio, que é ureia. É uma das normas para a gente fazer uma comparação. Se a gente observar que o inoculante perdeu para a adubação nitrogenada, algum problema aconteceu. Por isso que eu falo, a soja responde a adubação nitrogenada só quando eu não fiz a inoculação direito. Quando deu algum problema, quando eu fiz a inoculação inadequada, a planta pode responder a adubação nitrogenada. Se é econômico ou não, são outros 500. Então aqui o nosso não inoculado produziu aqui 1.600 quilos por hectare, com ureia, 3.200. Aqui inoculante longa vida, o inoculante especial com protetor celular. tratado no dia, porém sem químicos no tratamento de semente. Produziu igual inoculante padrão turfoso. Só que esse inoculante, na presença de químicos, mesmo tratado no dia, já deu uma baqueada. Já produziu 73%, ou seja, caiu para 2.800 quilos por hectare. O Longa Vida, com 15 dias de inoculação antecipada, porém sem químicos no UTS, produziu tanto quanto inocular no dia ou inocular na hora, com inoculante comum. Ou seja, o Longa Vida segurou a onda sim, porém sem químicos no UTS. Quando botou o Longa Vida mais químico no UTS, metade da produtividade, de 4 mil para 2 mil quilos por hectare. Então tem que tomar muito cuidado como estou posicionando o inoculante. senão eu posso estar matando e, óbvio, com a bactéria morta eu não vou auferir os benefícios da inoculação que eu necessito. Isso aqui é uma foto aérea desse mesmo experimento, pessoal. Mostrando aqui a área do experimento, vários pontinhos verdes que são as nossas parcelas que foi feita a inoculação na hora ou com inoculante comum ou o inoculante com inoculação antecipada sem química no UTS, onde está o resto amarelo são as combinações incompatíveis, a soja não foi pra frente, não se desenvolveu. Então ficou bem claro aqui nessa foto aérea mostrando as parcelas que deram certo e dos tratamentos que deram certo e dos tratamentos que mataram as bactérias logo após a inoculação. Essa outra tabela aqui mostra para a gente o resultado de recuperação de células de bralirrisóbium de semente de soja proveniente de sementeiras, que estava lá para ser entregue para o produtor. Nós temos aqui um inoculante da marca A e um da marca B, um longa vida para a inoculação antecipada. e quatro misturas de agroquímicos mais comuns do mercado, de um A4, uma só com micronutrientes, e o inoculante B aqui, de novo, combinado com as mesmas proporções de inoculantes de produtos químicos para tratamento de sementes do mercado. Um prometendo longevidade para 30 dias de inoculação antecipada, outro prometendo longevidade para 45 dias de inoculação antecipada. O que aconteceu? Lá no laboratório, três tratamentos zero, no outro tratamento 300 células recuperadas por semente, no outro aqui só oito células, nos demais Zero. O que quer dizer isso? Eu não tinha bactéria suficiente para dar uma boa nodulação, uma colonização rápida, uma ocupação dos nodos por bactérias eficientes. Consequentemente, aqueles 8% lá eu não vou ganhar. Quanto que eu preciso ter? Pelo menos 80 mil a 100 mil células recuperáveis por semente de soja no momento da semeadura. Quanto que eu coloco? 1 milhão e 200 mil para sobrar. Isso para a área antiga, a área velha de cultivo de soja. Se for a área nova, pelo menos o triplo disso. E eu preciso recuperar pelo menos de 80 a 100 mil células num momento da semeadora. Ou seja, isso aqui não dá resposta em ganho de produtividade atribuível à inoculação. Então, o que a gente preconiza é que o agricultor deve usar as chamadas boas práticas de inoculação. Uma das primeiras observações é se o produto tem registro no Ministério da Agricultura para finalidade de uso. Inoculante para soja. para a cultura A, para a cultura B, se tem lá o número de registro. Isso mostra que o produto é fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, que ele passou por ensaios de eficiência agronômica, no caso do exosperilo, e para a cultura recomendada. Então tem lá que ter o registro do Ministério da Agricultura. Não adianta o inoculante sair perfeito da indústria, com alta concentração, alta pureza, e eu transportar embaixo de uma lona de caminhão e deixar lá o caminhão no pátio, Durante o dia, setembro, outubro, chega lá 40, 45, 50 graus embaixo da lona preta, que essas bactérias desse inoculante vão sofrer aquecimento e vão morrer. Então, o inoculante sai excelente da indústria e, de repente, chega na propriedade morto. Mesma coisa, questões de armazenamento. Às vezes, eu deixo lá no barracão por 40 dias, esperando o momento de uso, mas esse barracão chega a 40 graus. Barracão de zinco, aquele calorão. Não adianta, a bactéria morre. Dose adequada, outra questão. Muitos agricultores, como eu disse lá aqueles do Paraná, usam inoculante, porém usam inadequadamente. Colocam o inoculante simplesmente por cima da caixa de semeadora. No caso é inoculante turfoso. Onde vai parar esse inoculante à medida que a máquina se movimenta no campo? Ele sedimenta, ele vai parar lá no fundo. Então eu não tenho uma boa distribuição das sementes. Se eu for usar turfoso, eu tenho que distribuir adequadamente, aplicando previamente a semente uma solução grudenta. uma substância adesiva para esse inoculante se aderir a semente adequadamente. O que eu preciso usar? Uma solução açucarada a 10%. Isso permite que faça uma boa homogeneidade do inoculante na semente. Então, se eu tiver uma população de 300 mil plantas por hectare, as 300 mil sementes, considerando aí 100% de germinação, vão ter que estar uniformemente bem inoculadas. Não adianta eu ter uma semente com 5 vezes a dose e outras com meia dose ou um quarto de dose, que aí eu vou baixar a média de resposta para baixo. Se usar químicos no tratamento de semente, aplicar o inoculante em segunda operação. Jamais misturar o inoculante junto com o produto químico no popular sopão. Tudo lá no balde misturado e pau na maquininha de tratar sementes. Isso leva um grande prejuízo em termos de sobrevivência das bactérias. Proteger do sol e calor, a gente já falou. Na área de primeiro ano deve tomar cuidado redobrado em termos de químico no tratamento de semente. Uma saída seria o que? Desvia o inoculante da semente. Trata-se a semente com os químicos, bote inoculante via suco de semeadura. Mais pra frente a gente volta a falar um pouquinho. Sementes pré-inoculadas precisam recuperar pelo menos 80 mil células por semente. Tem gente que deixa de fazer a inoculação no momento da semeadura, seja suco, seja semente, porque correria demais, não dá tempo de fazer. Vou fazer por cima depois. Vou fazer foliar. coloco folhear entre aspas, porque a bactéria, o bradirrisóbio, não entra via folha, ele entra via raízes, via pelos radiculares, ele tem que atingir solo. Então ela não substitui a inoculação via sementes ou via suco de semeadura. Posso fazer uma aplicação depois, mais tarde, de bradirrisóbio? Pode. Mas tem que ter condição para isso. Doses elevadas, pelo menos seis doses por hectare, solo úmido, final de tarde, umidade relativa baixa, sem radiação direta. Quando você vai encontrar essa condição para fazer a aplicação? Então é melhor garantir na semente. Mas ainda assim não substitui a inoculação bem feita nas sementes ou a inoculação via suco de semeadora. Cobalto molibdênio, essencialíssimo, tem que colocar, é necessário. Como já disse anteriormente, os colegas aqui já relataram que o cobalto é essencial para a síntese da cobalamina, vitamina B12, que é precursor da cobalamina, que está envolvida no transporte de oxigênio no nódulo. molibdênio, sítio ativo da nitrogenase. Já vi situações em que o cara inoculou e não houve resposta a inoculação, mas houve resposta a nitrogênio. Aí fomos ver teor de molibdênio foliar abaixo do nível de detecção. Lógico, aí responde a nitrogênio. Não fizemos a lição de casa direito. Então temos que dar recursos. E uma mania que de vez em quando vem, quando o período de chuva atrasa, é o agricultor fazer semeadura no pó. É um tiro no pé. Porque é a mesma coisa que se você fizer uma semeadura no polvo, a semente está tratada com o químico, o inoculante está lá junto, em contato com a semente, armazenada no solo, seco e quente. Mesma coisa que você pegar a semente tratada e deixar no solo seco e quente esperando a chuva chegar. Se essa chuva atrasa, quanto mais atrasa, pior é. Aqui está a sobrevivência da bactéria, logo após a inoculação, 95 mil células recuperáveis. Duas horas de exposição. num solo seco e quente, já caiu para 35 mil células. Aguentou lá até quatro dias, era um longa-vida, mas o ideal é estar aqui, pelo menos 80 mil células, já caiu abaixo do ideal. Com 10 dias zerou, com 12, 13 dias zerou, com 21 dias ninguém mais, ou seja, matou a bactéria. É óbvio que, e sem falar, os resultados não estão aqui, mas prejudicou também a qualidade das sementes, o vigor das plantas que saíram depois. A velocidade de emergência diminuiu e o aumento de plântulas anormais diminuiu à medida que ficou exposto no solo seco e quente. Então são práticas que depõem contra as boas práticas de inoculação. E aí a gente vê esse padrão de inodulação aqui, da esquerda, sem boas práticas de inoculação, inoculação mal feita, de qualquer jeito. junto com o químico, misturado ali tudo, e a gente vê que era uma nodulação esparça. Poucos nódulos na raiz principal, alguns nódulos nas raízes secundárias. Ao passo que esse padrão de nodulação aqui da direita mostra para a gente que, segundo a conversa do produtor, o agricultor, ele fala que o inoculante pegou. Por quê? Ali está mostrando que a maior parte dos nódulos ali formados vieram do inoculante que foi aplicado, formando aquele padrão de cacho de uva. Boa sobrevivência das bactérias e uma inoculação, uma nodulação precoce da região da coroa. É esse padrão que temos que observar com 15, 20 dias de nascido. O da esquerda é ruim. Se eu tiver esse padrão da esquerda, é hora de fazer inoculação de emergência, ou seja, tentar recuperar o prejuízo que eu causei. Então, o ideal é a gente observar isso aqui, nesse padrão de inodulação. E aqui, mostrando uma má distribuição de inoculantes, uma dose baixa, num solo de primeiro ano de Roraima. Então, mostrando que se eu não faço uma boa inoculação, por exemplo, duas doses só de turfoso em cima da caixa de semeadora, sem misturar adequadamente as sementes, eu vou ter ilhas verdinhas e a maior parte amarelada, ou seja, mostrando deficiência de nitrogênio, porque a inoculação não foi uniforme. O que eu posso fazer para compensar o problema de incompatibilidade com químicos no TS? Inocular no suco de semeadura. Eu transfiro a inoculação, mantenho o tratamento químico nas sementes, mas boto o inoculante via suco de semeadura. O que eu tenho que fazer de diferente nesse caso? Eu tenho que aumentar a dose do inoculante, adaptar a semeadora, com tanques de pulverização e com bicos e esses bicos vão atrás do disco de distribuição das sementes antes da roda de cobertura, então antes de cobrir o suco está injetando ali o inoculante no filete de jato contínuo para cair bem na região de deposição das sementes, aumentando nesse caso para pelo menos 2,5 a 3 doses por hectare se for área velha, área nova pelo menos 6 doses por hectare. E o ideal é que esse tanque tenha isolamento térmico para que essa temperatura não seja ultrapassada dos 32 graus. E pelo menos 50 litros por hectare. Tem agricultor que acha de volume de cauda. Tem agricultor que acha muito porque complica a logística de levar a água. Se o aplicador, se a máquina conseguir entregar menos que 50 litros por hectare, com uniformidade, tudo bem. Contanto que, quanto menos calda eu uso, mais tempo ela vai ficar armazenada aqui no tanque, contanto que não ultrapasse os 32 graus. Então, quanto mais cedo eu acabo com essa calda, eu renovo a água, eu vou botar água fresca sempre. Então, temperatura crítica, 32 graus. Passou isso, começa a matar a bactéria. Vamos adiante. Então, são pequenas coisinhas que a gente tem que observar para melhorar o sistema. Então, espero tê-los convencidos de que a inoculação em si já traz grandes benefícios. Mas, hoje mesmo, eu estava falando com os colegas aqui, a gente deve parar de falar em inoculação. Por que? Porque a gente tem coisa melhor. Hoje a gente tem a co-inoculação, que é o uso de uma segunda bactéria no sistema de produção de soja, que é o azospirilum, o azospirilum brasilense. Os ensaios para registro do azospirilum, que a gente desenvolveu, mostra que Fazendo somente a inoculação anual, nós temos um ganho médio de produtividade de 8% na Socha. Isso aqui é média de quatro ensaios lá no Paraná. Juntando as Osperilum no sistema, esse ganho de produtividade foi para 16%. Para Feijoeiro, chegou a 20%. O que acontece? O que a gente constata quando a gente junto ao bradirisóbio no sistema de co-inoculação. Nós temos uma nodulação precoce, a planta nodula mais, isso aqui é a dinâmica de formação do nódulos de 15 a 30 dias depois da emergência. Em amarelo, só inoculado com bradirisóbio, sai lá com 35, 38 miligramas de nódulos, por plantas e chega lá aos 30 dias com cerca de 85, 90 miligramas. Com o azospirílum, nós chegamos lá com 30 dias com 150, quase 160 miligramas de nódulos secos por planta, ou seja, eu tenho mais fábrica de nitrogênio na raiz da planta na presença do azospirílum. Por que o azospirílum faz? O professor Paulo mostrou lá o efeito hormonal de alguns hormônios estimulando ramificação radicular. Olha aqui o que azospirílion faz. Também faz um aumento, uma ampliação do sistema de raízes. Se a gente der um destaque aqui pra essa região, a gente vê que a presença do azospirílion induz em muita formação de raízes secundárias. E, além disso, É por aqui que vão entrar os brades risóbulos. Mais raízes, mais pernas radiculares, mais sítios de infecção, consequentemente, maior nodulação, além de um estímulo fisiológico muito mais ativo nas plantas inoculadas com azospirina. Proteínas relacionadas a patogênese, proteínas relacionadas à depuração de substâncias tóxicas dentro da célula. da planta, então esse efeito benéfico do azospirilo tem um efeito cinérgico com o brado-risomio, então resulta em um padrão de nodulação muito mais eficiente, consequentemente refletindo em ganhos maiores de produtividade. Essa foto aqui vem de área de produtor, num trabalho que a gente fez junto com a Imater lá do Paraná, na safra 2016, o produtor já não vinha usando mais inoculante na área dele há sete anos. E para ele estava tudo bem, porque é nodulável, ele estava colhendo relativamente bem. E no trabalho feito com o técnico que o assistia, ele foi convencido a fazer um lado a lado na propriedade e mostrando para ele os resultados desse sistema de coinuculação. Então, já ali com 30, 35 dias depois de nascido, as plantas coinuculadas ou melhor, as não inoculadas tinham em média 31 nódulos por planta. Um número bom, não é um número ruim, é uma nodulação boa. Mas as co-inoculadas estavam lá com 55 nódulos por planta, certo? Mas como eu brinco com o pessoal, a cooperativa não recebe nódulos. A cooperativa quer grãos. O importante é entregar resultado. Na hora da colheita, 4.500 kg por hectare no co-inoculado contra 3.500 kg por hectare no não inoculado. Um ganho de produtividade de 29%. em área de produtor. Mas uma área só, é muito pouco. Fizemos um trabalho no ano passado, na safra 2017-2018, também com a imater lá do Paraná, e divulgamos aqui nessa circular técnica esses resultados, pode ser acessado lá no site da Embrapa Soja, embrapa.br barra soja, barra publicações, barra fixação biológica do nitrogênio. É fácil de encontrar lá dentro. E o resultado mais interessante disso foram 37 localidades, e aqui está a produtividade relativa, comparando o ganho de produtividade, ou ali, às vezes, o não ganho de produtividade, ali no começo, variando aqui de menos 2 até mais 1, mais 2% de produtividade pela co-inoculação. Em alguns casos aqui, nada de resposta, isso em 37 casos. vários casos acima de 5%, até 10, um monte de casos acima de 10%, chegando ali a quase 25% de ganho de produtividade. Então, também varia com o ambiente, também varia com o local. Em cima disso, nós fizemos um estudo econômico, só para ter uma ideia, do que o produtor estava ganhando em fazer a coinuculação. E os resultados estão aqui. Coinuculados, a média de todas as áreas, foi de 4.318 quilos por hectare, em média de 16 nódulos por planta, só na raiz principal, nesse caso, medido só na raiz principal, e um ganho, considerando a saca de soja naquela época, R$ 72,00, um ganho de R$ 390,00 por hectare. R$ 390,00 só fazendo a coa inoculação. O inoculado, 4.091 quilos por hectare, em média 13 inodos por planta, ganhando R$126,60 por hectare. Quanto que ele investiu aqui, só fazendo inoculação? R$3. O 3 reais já estão deduzidos ali dos 126. Quanto ele gastou fazendo a coinuculação? 12 a 15 também já estão deduzidos ali dos 390. E sem inoculante, colhendo 3.983 quilos por hectare. Todas as áreas tradicionais de cultivo de soja lá do sudoeste do Paraná. Naquele ano, a média de Brasil foi 3,385 e a média do Paraná foi 3,508. e o azuspirilo no sistema. O azuspirilo não precisa ficar limitado só à cultura da soja, ele pode vir em outras culturas que entram no sistema de produção de soja, como o milho. Vejam aqui o padrão dessa foto à esquerda, o padrão de raízes das plantas em condições de campo inoculadas com azuspirilo e da direita sem inoculação. espigas de milho, em cima com azospirilo e embaixo sem azospirilo. Então é possível a gente ter altos níveis de produtividade e esses níveis aumentarem ainda mais na presença do azospirilo inoculado na cultura de milho, por exemplo, em sucessão a soja onde é possível. Intrigo também, ganho de produtividade, efeitos sinérgicos com o nitrogênio aplicado, ganho de produtividade em cima dessas culturas, em razão de que o azospirilo estimula raízes, e esse estímulo de raízes aumenta inclusive a eficiência de uso de fertilizante nitrogenado. Somos contra o uso de fertilizante nitrogenado? vamos fertilizar o nitrogênio nas culturas que necessitam, inclusive aumentando a eficiência de uso, como no milho, como no trigo, como na braquiária, por exemplo. Na braquiária, tanto a rosiziense quanto a brisanta, sem azospirilum e com azospirilum. O manequim da foto sou eu, estava mais gordinho na época, mas a diferença está mostrando que sem azospirilum, braquiária na meia-cintura, com asospirilum braquiária na altura do mego. Lançamos também essa tecnologia, esperamos que boa parte das pastagens degradadas com braquiária Brasil afora recebam o estímulo para serem renovadas e usando asospirilum. Quais foram os principais resultados do uso da asospirilum na braquiária? aumento de parte aérea de massa, de parte aérea, de 15%, aumento do teor de nitrogênio, que isso nada mais é do que proteína na folha, de mais 10%, no final, somando aumento de massa e aumento de concentração de proteínas, uma produção total de 25% mais de proteínas. Para quem está integrando o sistema pessoal, integração lavoura-pecuária, ofertar um material mais proteico para o gado depois, ou mesmo que não use isso para o gado, para a formação de palhada, para a formação de matéria seca, para proteger o solo, para imobilizar carbono, para melhorar física, química e biologia. É um instrumento fantástico que a gente precisa usar cada vez mais. Com os ospirilos à esquerda e sem os ospirilos à direita. Veja a diferença de padrão, cobertura de solo. as plantas com azospirilum já cobrindo, já fechando o solo. Quem tiver curiosidade, quem tiver possibilidade, tem um plot lá na exposição de Londrina que está acontecendo essa semana. Tem lá um plot lado a lado com azospirilum e sem azospirilum. Vocês precisam ver a diferença do plot. Detalhe, o azospirilum que foi aplicado no ano passado. para demonstração no ano passado, na implementação dos plots no ano passado, deixaram esse ano uma diferença absurda, com maior produção de massa e maior produção de sementes da braquiária, que foi inoculada no ano passado. Esse ano ela está lá crescendo muito mais abundantemente e a feira vai até domingo dessa semana lá em Londrina. Quem tiver oportunidade, eu recomendo. E o azospirilo deve passar a fazer parte do sistema de produção de soja. Desde o início da semeadura da soja, com uma co-inuculação bem feita, dando chance para a bactéria responder, protegendo das intemperes, das substâncias que possam ser incompatíveis com essas bactérias, tanto o azospirilo quanto o bradirisóbio. Entrou um trem diferente aqui, não era para estar aqui. Parece algodão, é uma desconfiguração. Mas vamos lá. Essa soja cumprindo o ciclo, sendo colhida e, na sequência, vindo uma outra cultura em sucessão, como o milho, e, nesse caso, o milho consorciado com brachiaria, inoculados, com azospirina. Esse milho cumprindo seu ciclo, a gente entra com a colheita, a biomassa da brachiaria ficou lá, depois pode ser pastejada, tirar mais uma safra de gado ali em cima disso, um ciclo de gado, ou, simplesmente, dessecar e semear soja novamente, melhorando o sistema como um todo. Então, o azospirílio também é uma ferramenta para o sistema de produção e não apenas para a soja. Tanto é que o sucesso do azospirílio tem sido tão grande nos últimos anos que, no ano de seu lançamento, em 2009, foram comercializadas aproximadamente 400 mil doses. Ali em 2012, chegou ali 2 milhões e meio, ficou oscilando até 2015, quando a gente lançou a co-inoculação. No ano seguinte, já foram para 4 milhões de doses. No ano de 2017, já foram comercializadas, safra 17, 18, foram comercializadas 6 milhões de doses de azospiril no Brasil e afora. Isso só das afiliadas à Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes. Muito mais, estima-se ali uns 30% a mais, contabilizando todos os produtores de inoculantes Brasil afora. E a tendência é aumentar, não só na soja, mas nós temos aí 160 milhões de pastagens e estima-se que uma boa parte dessas pastagens esteja num grau de degradação que perfeitamente pode usar o azospirilo para a recuperação dessas pastagens. Só que a gente está passando por alguns riscos, pessoal. De vez em quando vem umas ondas, uns mudismos que a gente não sabe de onde vem. O professor Crucial de manhã falou que, no caso dos fertilizantes foliares, começou lá no nos primórdios lá, o pessoal misturando os produtos nos barracões, batendo e aplicando nas lavouras, não dava quase em nada. Hoje a tecnologia de produção dos foliares melhorou drasticamente, a indústria produz adequadamente, permite as compatibilidades e permite resultados interessantes de ganho de produtividade usando os foliares produzidos adequadamente. No caso dos inoculantes, parece que o pessoal está querendo vir para o contrário. de um sistema altamente organizado, em indústrias altamente especializadas, com alta capacidade de produção de inoculantes, de qualidade e concentração adequados, livre de contaminantes, o pessoal está partindo para fazer isso aqui. Isso aqui é uma área de produtora ali no Mato Grosso, que a gente verificou uma produção de inoculantes on-farm. Veja só o estado desse trem aqui. Só não entra rata, barata e pomba, porque o resto contamina tudo. A medida de asepsia dele é uma tela de proteção de mosquitos. Você acha que vai crescer alguma coisa de préstamos aqui? Jamais. E mesmo algum sistema de produção com um pouco mais de capricho, com tanques inóxidos e tudo mais, pessoal, nós temos recebido inoculantes lá na Embrapa Soja. Inoculantes, não. essa água suja aí, para fazer análise, e a gente encontra de tudo, menos bradirisóbio, menos azospirino. Aliás, quem quiser mandar amostra lá para a gente, nós estamos precisando, a gente quer. Deixo o meu contato aqui, vocês mandam amostras, se alguém tiver conhecimento. que a gente quer realmente fazer análises dessas amostras de produção off-farm para mostrar o que tem. A gente encontra de tudo, menos Bradyrhizobium. E nesse tudo, pessoal, a gente já encontrou Staphylococcus aureus, a gente já encontrou enterobactérias, a gente já encontrou Escherichia coli, e o mais preocupante, Acinetobacter baumani, uma bactéria constantemente relacionada com problemas de infecção hospitalar. Bactérias patogênicas a humanos estão sendo multiplicados nesse sistema de produção conforme aí. Cuidado, não entrem nessa. Deixe com o que a gente sabe fazer. Para finalizar, pessoal, fechando aqui, só recapitulando o que a gente falou até agora, a fixação biológica é, sim, um dos pilares de sustentabilidade do sistema de produção de soja no Brasil. Não há dúvidas disso. Dá conta, sim, de altas produtividades, desde que eu dê condições para essa bactéria trabalhar. Tem que dar condições de sobrevivência, condições para que ela trabalhe para a gente. Reinocular anualmente é importante, ganhos de 8% de produtividade, cuidado com a mistura com químicos no TS. Se tiver dúvidas, inocule no suco de semeadura. Desvia o químico do tanque. Aí um cara me liga lá e fala, ô professor, eu comprei um kit, adaptei minha semeadora, vou fazer a inoculação no suco, mas posso botar um inseticidazinho junto também? Não cara, não faça isso. Concentre lá no TS, faça inoculação no suco só com inoculante. Não use químico junto com inoculante. Não basta comprar inoculante, pessoal. Siga as boas práticas de inoculação. E a soja não responde a adubação nitrogenada se a gente usar as boas práticas de inoculação. Se a gente estiver fazendo direitinho, não há razões para a resposta da soja a adubação nitrogenada. Se é bom com o brado e risolvo, é melhor ainda com o azospirilum, com a co-inoculação. Ganhos de 16% da ordem, de 16% de produtividade. Ajuda a melhorar o sistema, não só pela inoculação da soja, mas a inoculação de outras culturas que fazem parte do sistema de produção de soja. Use inoculantes de qualidade de procedência, registrado no Ministério da Agricultura, dentro da data de validade. Cuidado com os aventureiros. Tem um monte de gente aí que oferece milagres, produtos custos baixíssimos, que não paga a embalagem. Fica esperto. Deixe a produção com quem sabe fazer. Esse é o recado que a gente dá para vocês, tá certo? Muito obrigado pela oportunidade. Muito obrigado pela atuação de vocês. E me coloco à disposição de todos aqui. Muito obrigado.
Marco Antonio Nogueira
2019 - Abisolo