Login
Entre em contato conosco
Vídeos
Fertilizantes organominerais como estratégia alternativa ou complementar à adubação mineral
Resumo
Transcrição
Acho que nós conseguimos dar uma ajustada no horário. Me preocupa muito esses atrasos. Eu gosto de manter bem o horário. Então vamos em frente com mais uma palestra deste nosso painel que terá, logo depois dessa palestra, a nossa discussão, o nosso debate. O telefone celular está aí mais uma vez, quem ainda não cadastrou pode cadastrar 11 991 735 320. As perguntas podem continuar sendo enviadas, o nosso mediador já está recebendo as perguntas, já está tabulando, portanto vai ficar bem fácil da gente responder tudo que todos querem perguntar. Vamos em frente então, palestra de agora, fertilizantes fluidos de matriz orgânica para aplicação via solo. Para esta palestra, nós convidamos o professor Cruciol. O professor Cruciol havia já confirmado conosco a sua presença, mas ele teve um problema pessoal e avisou que não poderia estar conosco, infelizmente. Mas ele enviou aqui uma pessoa para representá-lo, muitíssimo bem representado, por sinal, que é o doutor Gilberto Tosatti. que vai estar conosco aqui. Eu queria pedir uma salva de palmas de vocês pro doutor Gilberto. O doutor Gilberto que é consultor e especialista em agronegócios na Tosati Citrus Consulting. É engenheiro agrônomo pela Universidade Estadual Paulista, campus Jabuticabau. Tem especialização nas áreas de entomologia pela University of Florida e também em Nossa, é tanta coisa que ele faz aqui que eu vou contar. Não sei nem como ele arrumou o tempo para estar aqui com a gente. Especializou-se em manejo integrado de pragas na Citrus Research and Educational Center em Lake Alfred, Estados Unidos. É professor convidado do curso de MBA em agronegócios e do curso de oficina de custos de produção em Citrus e também do curso de especialização em solos e nutrição de plantas, áreas de fertilizantes agrominerais do solo agro. Da Escola Superior de Agricultura, Luiz de Queiroz, Exalc, USP. Aqui está conosco, doutor Gilberto Tossati, indicado pelo professor Crucial, representando aqui, nesta oportunidade, o professor Crucial, que não pôde estar conosco. Seja bem-vindo, muito obrigado por ter aceito o nosso convite. Mais uma vez, recebo uma salva de palmas dessa turma legal, a turma animada, viva, alegre, que vai fazer companhia para o senhor nos próximos 40 minutos. Muito obrigado. Bom dia a todos. Obrigado pela atenção. Eu vou falar sobre fertilizantes organominerais e espero Dentro do público, a gente sabe que existe uma grande diversidade de pessoas, de cabeças, etc. Talvez eu seja redundante em algumas apresentações aqui. Eu peço desculpas antecipadamente, mas espero contribuir com algumas informações sobre fertilizantes organominerais via solo. Pelo que o Geraldo falou, a minha especialidade inicial sempre foi manejo de pragas. Especializei nessa área e com o passar do tempo eu fui entendendo junto com outros colegas de que pragas e doenças ocorrem muitas vezes porque há uma deficiência ou há um desequilíbrio nutricional das plantas. E isso levou algum tempo pra cair a ficha e pra mim aprender um pouco sobre isso. E aqui eu gosto de citar um desses mestres que a gente tem na nossa carreira. Dentro de um grupo de consultores que nós atuamos, que é o grupo de consultores em Citrus, GConsci, que reúne aí 18 consultores especialistas, um em cada área. E lá nós temos um mestre que eu chamo de mestre porque ele já há 20 anos atrás com a sua visão holística sobre fertilidade e nutrição de plantas nos fez enxergar que a nutrição de plantas, o equilíbrio nutricional da planta é fundamental para que você obtenha uma produção sustentável, que é aquilo que todo mundo Então a gente sempre costumava controlar pragas e com inseticidas, com insumos. Eu sou daquela academia ainda tradicional da agricultura moderna, da onda verde. aonde se tem a criação dos insumos sintéticos, inseticidas, fungicidas e fertilizantes minerais também. E que foi responsável por todo esse boom do agronegócio que o Brasil hoje apresenta. Bom, enfim, esse equilíbrio, com essa visão holística desse colega já, que se baseava a sua especialização, a sua nutrição, no que ele fazia no dia-a-dia, com a agricultura da trofobiose, mas ele com uma visão mais prática, porque, como eu também e os meus colegas, a gente sempre prestou consultoria no campo, Então a gente observa as plantas, conversa com as plantas a todo momento. Então, a gente aprendeu muito com isso. Eu não tenho o rigor acadêmico aqui, que o Crucial poderia estar apresentando para vocês, quer dizer, é uma apresentação mais voltada para a parte prática, para falar sobre fertilizantes organominerais, já que eu estou envolvido também com a produção desse fertilizante. E, dada a... isso a gente já vem trabalhando já uns 15 anos, E, dada a situação do próprio mercado, primeiro veio a pandemia, que nos trouxe inúmeros aumentos de custos de produção, custo marítimo, custo de armazenamento, etc, que já chamou a atenção do mercado para fontes alternativas, que pudessem ser mais em conta. E, de repente, vem uma guerra também, que trouxe uma situação que aumentou mais ainda a necessidade de se buscar alternativas mais econômicas. Então, nós vamos falar um pouco sobre isso também. Mas será que fertilizante, organo mineral, ele é tão eficiente ou mais eficiente que os fertilizantes minerais? Então é isso que nós vamos discutir um pouco hoje, falar um pouco sobre os princípios e aplicação dos fertilizantes organominerais. Isso aqui faz parte, inclusive, do curso de especialização e nutrição de plantas da Solo Agro, da ISAUC, onde a gente fala um pouco sobre fertilizante organomineral. Meu nome é Gilberto, então sou consultor especialista em agronegócio e aí está meu endereço para quem quiser fazer contato. Eu fico aqui na região em Araras, onde a gente trabalha ainda prestando consultoria nas triculturas, que é há mais de 30 anos e relacionando também o nosso trabalho com adubação, nutrição de plantas. Aqui, como eu citei para vocês, é o grupo de consultores GECONS. Nós criamos esse grupo há 26 anos atrás e reúne 18 especialistas. E aí a gente troca informação todo mês. A gente fala de muitos assuntos, principalmente fertilidade e nutrição de plantas, tentando entender a cultura perenne que é o citrus. E que não é fácil, a gente cada dia aprende uma coisa nova. A gente tem as tabelas de adubação que o IAC e que os pesquisadores publicam. e muitas vezes no campo a gente vê coisas diferentes. Eu falo que um grande divisor de águas que ocorreu em termos de nutrição dentro das triculturas foi quando um consultor na Flórida simplesmente resolveu aplicar vários outros elementos na planta, macro e micro elementos, alguns bioestimulantes para tentar resolver um problema de uma doença que é o greening na citricultura e ele obteve resultados espetaculares com o convívio com essa doença. Não estou dizendo aqui que é uma solução para se resolver um problema de um greening, mas naquele momento, nós consultores e os pesquisadores e técnicos, a gente percebeu que a gente adubava, muito menos do que a planta poderia responder. Ou seja, quanto mais você aplica nutrientes, mais ela responde. Lógico, tem uma questão econômica, mas aí vem, cada um está monitorando a sua cultura e saber o que é econômico. as tabelas não eram as tabelas corretas, quer dizer, poderia se adubar muito mais, colocar, elevar um teor de boro, elevar um teor de zinco na planta e obter resultados muito interessantes. Bom, então acho que isso foi um divisor de água, a gente teve essa experiência e a gente aprendeu aí e que a gente achava que sabia de nutrição e de repente sempre acontece alguma coisa que muda o nosso pensamento. Esse foi um divisor de águas que eu sempre digo e o outro divisor de águas realmente foi a questão de se você buscar fontes alternativas como os fertilizantes organominerais. E para a gente entender um pouco a questão dos organos minerais, a gente na verdade está ali imitando a natureza. Se a gente pegar uma floresta e no seu clímax, uma floresta amazônica, por exemplo, a gente vai obter no seu solo, que é um solo que a gente sempre costuma falar um solo vivo, E por que que ele é vivo? Porque ele tem macromicrorganismos, ele tem bactérias, fungos, formigas, centopéias e tudo aquilo trabalhando ali no solo, atacando ali folhas e ramos, etc, que vão caindo e transformando, umificando aquilo, transformando em nutrientes pra planta. Então é um processo vivo, constante, e todos esses micro-organismos fazem a solubilização desses nutrientes para a planta. Então, isso na verdade, nós podemos chamar como um fertilizante organo-mineral natural, e eu vou explicar por quê, porque é a mistura dessa parte orgânica com os minerais que já estão no solo também. Então, começa daí a gente tentar imitar a natureza para poder obter um produto que possa trazer benefício para a cultura. Dentro desse conceito também de fertilizante e organo mineral, nós temos aí, a princípio, como as primeiras publicações na nossa literatura, o próprio trabalho do professor Kiu, que lançou esse livro, hoje ele não tem mais esse livro disponível, mas a capa do livro diz tudo, o que é o fertilizante e o organo mineral? Ele é a mistura física ou combinação de fertilizantes minerais e orgânicos. Então eu gosto sempre de mostrar essa capa desse livro porque ele mostra muito bem esse conceito do que é um fertilizante organo mineral. E se a gente for atualizar essa nomenclatura, esse conceito e a gente acessar inclusive o anuário do Absolo, nós vamos ver lá que o fertilizante organo mineral É um fertilizante formulado com nutrientes minerais, naturais ou sintéticos e compostos de material orgânico. Esse material orgânico pode ter origem natural ou obtido a partir de processos de tratamentos de subprodutos agroindustriais rurais ou urbanos, inclusive. e que além do aporte de nutrientes para as plantas, vai contribuir para a melhoria das características físico, química e biológica do solo. Então, essa é a definição e esses produtos podem ser fluidos, sólidos, nós vamos tentar mais aqui para produto sólido, via solo, mas também existem produtos líquidos que você faz aplicação via folha ou via ferroirrigação. E dentre os materiais orgânicos que nós utilizamos para fazer, para fabricar o fertilizante organomineral, temos aquele de origem natural, aqui dados, inclusive, novamente, aí da AbriSolo. Mostrando aí de 2017 para 2018, não tem muita variação, mas só para a gente entender de onde que vem os produtos orgânicos para se fazer o fertilizante orgânico mineral. Então nós temos o de origem natural, os resíduos industriais, ou de agroindústria, resíduos agropecuários e resíduos urbanos. E aí está a proporção para vocês entenderem bem, com exceção dos resíduos urbanos que aqui no Brasil se utiliza muito pouco, mas nos outros casos a proporção é praticamente igual uma com a outra. O que é matéria-prima de origem natural? Aí você pode encontrar, por exemplo, a turfa, que é uma substância fóssil, organo mineral, que se origina ali na decomposição de restos vegetais em lugares úmidos, lugares lacustres, alagadiços. Então, ali se forma, se concentra um material carbono-orgânico e aí várias fontes a gente tem de turfa. É importante saber qual que é a quantidade de carbono orgânico que uma turfa tem pra você poder fazer a sua mistura ou a sua adição num fertilizante orgânico mineral. Então existem diversos turfeiras aqui no Brasil e cada um tem uma qualidade que precisa ser avaliada. Outra questão é origem através dos resíduos agrícolas das principais culturas. E a gente vê na cana-de-açúcar, até devido a sua área plantada e também devido a sua massa que é formada, massa vegetal, uma grande fonte de material para se fazer também fertilizante organo mineral. Nós depois vamos mostrar para vocês. A soja vem em segundo, até por questão da sua área também, a gente tem que considerar isso, e milho, laranja e outros. Dentre as matérias-primas de resíduo da água indústria sulco-alcooleira, nós temos a torta de filtro, nós temos o bagacilho, que pode ser processado também, as cinzas, a própria vinhaça, como fontes de materiais orgânicos para constituir o fertilizante orgânico mineral. Já nos resíduos da agropecuária, aí vai depender muito de onde se produz este material. Tem lugares que não tem tanta disponibilidade e outros que tem mais disponibilidade. No caso, por exemplo, de suínos, galináceos, nós temos a região sul do Brasil, aonde se concentra lá o volume maior de dejetos animais e que pode ser utilizado também como fertilizante de orgânio mineral. Já a região centro-oeste, aonde está mais concentrado os gados, e ali nós temos mais concentração de dejetos. O processo de produção de um fertilizante de gono mineral Ele foi bem simplificado aqui no próprio anuário de 2018 que eu acho que é importante a gente mostrar que a empresa ela vai receber o material orgânico para ser às vezes já compostado ou também ele pode ser uma empresa que faz a compostagem e depois utiliza do material compostado. Primeiro vem a chegada da matéria-prima, digamos que ele já esteja compostado então ele vai para um armazenamento e aí é só fazer a mistura ou a dosagem desse produto pode ser feito de forma mais simples ou mais complexa através de equipamentos e o importante é, a princípio, algumas empresas fazem o produto de forma farelada, outros de forma granulada ou até pelletizada. E aí vai depender do equipamento e da especificidade de cada empresa para fazer isso. É importante a padronização desses produtos e aí você tem toda uma legislação do mapa que fiscaliza e que orienta no sentido da empresa ter o controle de qualidade interno. Fazendo suas análises de matéria-prima, fazendo análises do seu material acabado e aí se não está dentro das garantias que o produto foi registrado, você tem que voltar a recuperar aquele produto e fazer um novo produto. Enfim, depois disso é feito A secagem do produto também, tem uma parte aí que é a secagem do produto e logo em seguida a embalagem que pode ser em sacos de 25 kg, de 50 kg, em bag ou mesmo a granel. Então essa é a indústria, vamos dizer assim, mais organizada dos fertilizantes organominerais sólidos. E esse mercado ele vem crescendo, ele vem a cada ano, aqui de novo dados da Absolo, eu acho que no próximo mês vai haver a publicação de uma atualização desses números, mas é um mercado que vem crescendo nos seus 10, 15, 20% ao ano e é possível que nesses últimos dois anos o crescimento tenha sido maior em função dos acontecimentos que nós tivemos da alta dos preços dos fertilizantes. Mas não só isso, eu creio que o produtor hoje também e os técnicos estão mais conscientes ou tiveram mais contato com empresas ou técnicos e ficaram conhecendo dos benefícios dos fertilizantes e dos organos minerais e passaram a utilizar dentro da sua produção. Então aqui nós temos os dados, é um valor interessante em termos de bilhões de reais, e que isso com certeza aumentou mais nos últimos dois anos, vamos ver na publicação do próximo anuário da Absolo. E as culturas? As culturas que utilizam mais. Nós temos aí, esses já são dados do ano de 2020, a soja, até devido a sua área ser maior, praticamente 31%. Depois nós temos aí a cana-de-açúcar que utiliza, até porque elas tem o subproduto e elas mesmo fabricam o seu fertilizante organomineral e acabam utilizando. E outras culturas como o café, o milho, a própria laranja também dentro aqui das frutas é um setor que utiliza muito também desse recurso. Mas quais são as vantagens do fertilizante orgânico mineral? As vantagens, elas são inclusive citadas dentro do anuário da Absolu 2018 e que eu achei muito interessante colocar aqui. Primeiro, eles são mais eficientes que os fertilizantes minerais. Bom, a gente vem, como eu disse, de uma época de uma academia onde o adubo mineral era o que resolvia o problema da nutrição da planta. E foi, é e continua sendo ainda a grande tecnologia para a produção que sustenta todo um agronegócio brasileiro. O porte que o Brasil tem em termos de produção, em grande parte, é em função dessa tecnologia da adubação mineral que foi desenvolvida na época da agricultura, da onda verde que nós falamos. Bom, mas os fertilizantes organominerais são mais eficientes e por que a gente não utiliza então só a fertilizante organomineral? Nós vamos falar isso logo mais à frente. dentro ainda das suas características, eles contribuem significativamente para o aumento da produção, traz ganhos econômicos e ambientais, porque vai trazer economia na hora de você fazer a nutrição também e ambientais porque tem um impacto menos negativo no meio ambiente e fornece matéria orgânica. Nós estávamos vendo algumas palestras hoje falando sobre a importância dos solos, na questão dos solos tropicais, que são bastante intemperizados aqui no Brasil, a perda de matéria orgânica que você tem, a mineralização da matéria orgânica, ela é rápida. E como é que você vai repor isso, já que você, o ser humano acabou intervindo naquele processo daquela floresta, clímax que nós mostramos, simplesmente arrancamos as árvores e começamos a cultivar. E aí você tem todo um processo de mineralização daquela matéria orgânica, um empobrecimento do solo. Como que a gente vai conseguir fazer recuperar essa fertilidade do solo. Então, quando você fornece matéria orgânica, seja através do fertilizante orgânico ou de organo mineral, você está contribuindo de uma certa forma. É óbvio que é uma quantidade muito pequena. Nós não vamos conseguir elevar o teor de matéria orgânica de um solo. Se você fizer análise do solo, dificilmente você consegue. Aí vem aquela questão que eu disse para vocês, do nosso grupo. Há 20 anos já, o grupo já falava em você utilizar braquiária rousisienses para elevar o teor de matéria orgânica do solo. Isso há 20 anos atrás, muito antes de se falar em brachiaria rousisiense para café, para milho, a gente já fazia isso em citros. E a ideia qual era? Era de utilizar uma brachiaria que fosse diferente da decúmens, que a decúmens é alelopática para citros. No caso da brachiaria rousisiense, ela é uma planta que não é alelopática para citros. Então era possível você substituir uma planta, uma erva, um capim que trazia prejuízos para o pomar de laranja por uma que vai acrescentar matéria orgânica, vai melhorar o solo, vai servir como um subsolador natural à profundidade. com seu sistema radicular, que eu já cheguei a constatar assim, profundidade até de quase dois metros em alguns solos e com uma atividade microbiológica muito interessante, porque ali você tem no sistema radicular toda a risosfera desse capim que está ali fazendo a solubilização dos nutrientes como na floresta que nós vimos lá atrás. E com isso liberando fósforo, liberando outros elementos à profundidade. Então essa tecnologia a gente já utiliza há muito tempo A roçadeira ecológica foi uma criação lá também do grupo, onde você faz a roçagem e joga esse material na linha do pomar de laranja. E com isso, num primeiro ano, obviamente, você tem um consumo maior de nitrogênio, até porque você tem uma atividade crescente dos micro-organismos, mas depois você tem um clímax. A hora que aquilo entra em equilíbrio, passa a você ter liberação desses nutrientes, para a planta e uma necessidade menor de você colocar adubo químico dentro de um sistema desse. Então é uma criação, é uma melhoria da fertilidade que você faz ao longo do tempo. Então, além disso, Aumenta a atividade microbiológica do solo também quando você utiliza os fertilizantes organominerais e aí nós temos algumas empresas que inclusive adicionam inoculantes, então isso também contribui. Se você melhora a atividade microbiológica do solo, você suprime aqueles fungos que são fitopatogênicos. Então muitas vezes um fertilizante orgânico mineral ele tem rochas fosfáticas ou remineralizadores na sua composição que vão contribuir também para essa atividade microbiológica. Isso foi apresentado inclusive hoje na parte da manhã aqui. além do que fornece macro e micro elementos e aumenta a eficiência dos fertilizantes minerais fósforo e potássio. A vantagem é de que se você utiliza menos são elementos que são finitos, até então se entende que um dia pode acabar. Não sabemos, acho que não, mas enfim. E a gente então falando sobre a solubilidade dos produtos dos fertilizantes minerais, no caso dos fertilizantes organominerais, você tem uma solubilização desses nutrientes, mas tem uma retenção deles também através da fração orgânica que esse produto tem. Então aqui tem dados do professor Malavolta, que já mostrou isso, já em 1980 ele publicou mostrando aí que os fertilizantes minerais você tem uma perda muito grande devido a sua solubilidade. O caso do nitrogênio pode chegar aí a 50, 70%. Do caso do fósforo então, desculpa, falei ao contrário, é de 40, 50, 30%. No caso do fósforo, você pode perder até 80%, que aí vem a perda através da fixação do fósforo baseado nas características dos nossos solos tropicais aqui no Brasil. O próprio potássio também, ele é solúvel também e você tem uma perda. Então na média aqui nitrogênio, você tem um aproveitamento aí de 60%, no fósforo muito baixo, 12, potássio 60%, ou seja, a média de todos eles daria 44. Já no caso do fertilizante orgânico, devido toda a sua característica de retenção dos nutrientes, você tem uma condição muito mais favorável, que você acaba não perdendo tantos nutrientes assim. Então aí está a grande vantagem. Então quando você associa o orgânico com o mineral, você vai conseguir reter mais esses nutrientes. E aqui tem um trabalho interessante que eu gosto de citar porque não é um trabalho de um ano, é um trabalho de 55 anos de observação em trigo nos Estados Unidos, onde foi feito um acompanhamento. Nós temos aí o índice 100, que é essa barra amarela, que é o adubo mineral, em termos de produção de trigo. Se você olhar na parte de baixo, então, é uma testemunha, sem fertilizante, sem adição de fertilizante, você não vai conseguir produzir como um adubo mineral. Já o esterco ou fertilizante orgânico, você tem aí altos e baixos ao longo desses 55 anos. Mas quando você associa o fertilizante orgânico com o mineral e faz o organomineral, onde você vai conseguir reter mais nutrientes e água, aí você tem uma superioridade durante os 55 anos de produção de trigo. Então aqui está um trabalho interessante que já comprova que o fertilizante organomineral é mais eficiente do que o mineral. Mas tem um trabalho mais antigo ainda, né? Esse só tem 170 e poucos anos, que é o trabalho na Estação Experimental de Homestead. onde tem uma comparação também dos fertilizantes orgânicos e organo mineral mostrando que a eficiência é maior em relação aos minerais. Então, nós não temos dúvidas a mais. Mas por que eu estou apresentando isso? É porque ainda quando você visita um produtor, por exemplo, muitas vezes, ou mesmo muitos técnicos, agrônomos, ainda tem aquela paradigma, aquela questão tradicional de achar que o fertilizante organo mineral, ele não é tão eficiente quanto o mineral. Então acho que hoje está muitos trabalhos aí mostrando isso, hoje cada vez mais a gente vê artigos fazendo essa comparação e mostrando então a eficiência dos organos minerais. Perfeito. E aqui no Brasil, obviamente, tem trabalhos também mostrando, aqui só mostrando um trabalho comparando um organo mineral fosfatado com 20% de P2O5, comparando com o super simples. E você percebe que há você poderia até reduzir o fertilizante orgânico mineral baseado na sua eficiência, a maior, de você reduzir a sua dose. É óbvio que em muitas situações tem que se tomar um cuidado de reduzir essa dose. Por quê? Porque vai depender de cada caso, vai depender muito do monitoramento que se faz desse solo pra ver se é possível fazer isso. Vai depender também de um trabalho gradativo ano a ano. Quando a gente fala de adubo mineral nós estamos falando de resultados pontuais daquela safra. Muitas vezes o fertilizante orgânico mineral ou os orgânicos que você vai construir ao longo do tempo uma fertilidade é importante estar monitorando isso pra saber o momento certo aonde que você vai poder cortar uma adubação mineral. E aí sim vem a economia que tantos desejam sem comprometer a produção. E ainda tendo o bônus de você estar equilibrando ali o solo, seja a microbiologia do solo e etc. Então tem trabalhos, muitos trabalhos já aqui desenvolvidos no Brasil. Entre os principais elementos, o nitrogênio, o potássio, o fósforo, qual que é o posicionamento, o que acontece dentro do fertilizante orgânico mineral? Bom, no caso do nitrogênio específico, vocês sabem que os componentes durante o processo que os micro-organismos fazem no nitrogênio, o ciclo do nitrogênio dentro do solo, você tem duas situações onde a planta absorve, que seria a forma amoniacal e a forma de nitrato. E o que acontece? Os fertilizantes organominerais, ele vai liberando de forma mais gradativa esse elemento nitrogênio. Então, se você tem uma situação onde chove muito, com um produto solúvel, seja uma uréia ou nitrato de amônia, o sulfato de amônia, a perca é muito grande. No caso do organo mineral, você tem uma liberação a menor, mais gradativa. Como é que a planta responde a isso? Óbvio, quando ela vai se alimentando aos poucos, ela vai atendendo suas necessidades, uma parte desse nitrogênio acaba sendo desnecessária e aí vem a questão da economia. Então, nitrogênio. No caso do potássio, potássio também, através da própria matéria orgânica que o produto tem. Fazendo aquela proteção na fração mineral do solo ali, você tem uma situação de menos exposição do elemento para perdas com chuvas, por exemplo. Então, o potássio também, dessa forma, pode ser economizado. E o fósforo? O fósforo, mais interessante ainda, o fósforo são várias razões que você tem para ter uma eficiência maior, uma disponibilidade maior de fósforo. Em primeiro lugar, Você tem a questão do revestimento dos óxidos do solo pelo húmus, evitando a fixação do fósforo. O fósforo, vocês se lembram, ele é fixado através de hidróxido de ferro, hidróxido de alumínio, mas também, às vezes, é fixado pela estrutura cristalina da argila. E aí, ele se fixa e fica difícil. liberado. Mas se você tem então o húmus, o ácido húmico ali, que faz a cobertura daquelas óxidos do solo, você vai conseguir então liberar ou evitar a fixação e liberar mais fósforo, né? Tem toda uma questão aí também da competição aniônica entre o fosfato e o ânion do húmus, né? A imobilização por microrganismo, muitas vezes você tem lá bactérias solubilizadoras de fósforos, você tem microrganismos que se alimentam do fósforo, acabam morrendo e acaba liberando fósforo orgânico. Então tem todo aí uma... várias razões para que esse complexo, quando você envolve a matéria orgânica, o fósforo e o solo, uma liberação muito maior. Você evita principalmente, então, a fixação do fósforo. Que vocês se lembram, lá atrás do Malavolta, dizendo que poderia fixar quase que 80%, dependendo do tipo de solo. Aqui uma foto muito interessante, mostrando o ácido úmico, e do lado a argila e quando você junta os dois você tem esse fósforo úmico, um complexo onde faz a cobertura da partícula da argila e com isso em volta da argila você vai ter cargas negativas que obviamente quando você tem a conexão dos cátions, por exemplo, ele acaba sendo trocado ou liberado, ou seja, você aumenta ali a CTC, que é a capacidade de troca de cátios. Então essa é uma forma muito interessante, por isso que aí vem a importância da matéria orgânica também nesse contexto. Além disso, a matéria orgânica é um condicionador de solo. O que é um condicionador de solo? Ele vai ajudar ali algumas características. Se eu tenho um solo, por exemplo, muito arenoso, ele não consegue reter os nutrientes, porque não tem aonde se pegar. Mas se você tem matéria orgânica adicionada ali, então sim, ali vai acabar segurando esses nutrientes que são importantes. Então você tem uma retenção maior, não só dos nutrientes, mas da água também. E o húmus tem então, que é uma decomposição da matéria orgânica, você vai ter o húmus, o ácido húmico e tal, etc, que mais decomposto ainda, na menor partícula, você vai ter a micela coloidal. Então tem um papel fundamental em absorver esses cátions. E aí nós estamos falando do que? Do potássio, do cálcio, do magnésio, da amônia, do zinco e etc. Então tudo elementos importantes para a planta. e esses cátios então ficam ligados ali ao humo e você tem uma troca, que é a capacidade de troca de cátios ali. Os cátios são adsorvidos e são menos lixiviados, então você tem menos perdas. Tá aí a micela coloidal, o que é a micela coloidal? Então é a menor partícula ali do humus, da matéria orgânica, e você tem então na sua volta ali várias cargas que vão se ligando, os cátions vão se ligando àquela micela coloidal, às cargas negativas e com isso fica ali, retido, não se perde. E há uma troca, então quando a planta precisa, ela cai aí na solução do solo e a planta aproveita. Essa CTC, só pra gente entender que a capacidade de troca de cátions, nos solos brasileiros aí você tem em torno de 10, equivalente miligrama por 100 gramas. Já a do humus é 30 vezes maior. Então você vê a capacidade de retenção como ela é maior. E quanto mais decomposta a matéria orgânica, maior a CTC. Então os fertilizantes organo-minerais bem decompostos, ele tem uma CTC maior, ele vai reter mais os nutrientes. Inclusive, os produtos tem uma garantia que a empresa precisa oferecer para o produtor em termos de CTC. Ainda falando sobre a questão dessa área, só para você ter uma ideia, eu fiz uma comparação aqui, uma argila caolinita, que talvez é a argila mais pobre que nós temos aqui, a sua área de superfície específica, se você conseguir desdobrar ela, você vai conseguir em torno de 10 a 40 metros quadrados, porém, uma grama de micela coloidal corresponde a 700 metros quadrados. Olha só a capacidade que tem isso de reter. Então significa que se para uma tonelada de fertilizante orgânico mineral, que normalmente às vezes tem muitos lugares que você vai recomendar 800 quilos por hectare, 600 ou uma tonelada ou uma e duzentas, sei lá quanto, dependendo da necessidade, Mas vamos aqui simplificar para uma tonelada, você tem 105 milhões de metro quadrado. Isso significa 10.500 hectares de superfície específica de retenção de nutrientes. É como eu colocar 10.500 hectares dentro de um hectare. Então veja o potencial que isso tem. Mas o que vem acontecendo com os nossos solos brasileiros? Vem reduzindo essa matéria orgânica e com isso você tem perdas muito grandes de produção. Você tem solos que hoje, se você olhar, você perdeu praticamente o horizonte A dele. E o que a gente sempre busca é essa, é o nosso desejo é ter um solo assim, isso daqui é uma foto real de uma cultura de milho, por exemplo. Então se imagina, isso é o solo vivo, quase igual a da floresta que nós mostramos já no início. Como é que é produzido o fertilizante orgânico e mineral? Aqui eu vou mostrar exatamente para vocês, mais ou menos para terem uma noção, né. As matérias primas, elas chegam num pátio onde são compostadas ou já chegam compostadas e é feito ali a secagem depois em áreas ao natural, você não faz secagem por equipamento, nada, até para preservar os micro-organismos dos materiais e aí você faz o beneficiamento, como eu mostrei para vocês lá atrás. Aqui está mostrando algumas fotos só para ilustrar para vocês como é que é feito então a produção. Você tem que às vezes se munir de um aerador para poder fazer com que os micro-organismos também possam trabalhar a favor dessa compostagem. A secagem normalmente é a secagem ao natural e que pode ser também em estufas, né? E aí é feito todo então o processamento, a padronização desse produto e sempre monitorando a qualidade do produto em termos de nutrientes, de matéria orgânica, de carbono orgânico, de umidade, tá? E depois você faz então a embalagem, seja em saco, seja em bag. É importante ter o acompanhamento, o monitoramento, um laboratório simples para você poder manter as garantias do produto. E como é que são as formulações que existem no mercado? Existem formulações fareladas, existem formulações pelletizadas, existem formulações granuladas. São várias formas. Aqui está mostrando para vocês um pelletizador, onde você transforma em pellets. São equipamentos muito difíceis de trabalhar, com baixo rendimento. Tem equipamentos também que é feito a granulação dele, e aí sim com rendimentos maiores, são equipamentos mais caros, que fazem volumes maiores. Aqui nós estamos vendo um processo dessa granulação desses microrganismos, desculpa, desses formulados. E a aplicação no campo, como é que é feita a aplicação no campo? Existem várias formas, mas a gente tem que entender que não é uma adubo mineral. Adubo mineral ele tem uma granulometria muito mais fácil de aplicar. Já o organo mineral ele tem uma certa umidade, é mais difícil. Existem algumas complicações que o produtor quando vai utilizar, ele tem que ter isso em mente, que ele está trabalhando com É um produto diferente, ele tem as vantagens, tem os benefícios sim, mas ele tem também algumas dificuldades que ele tem que levar em consideração. Quando você aplica em aplicação a lanço, farelado, aqui por exemplo está aplicando em taxa variável, não é difícil. Quando você vai fazer em aplicação em cana, que você já exige um equipamento, por exemplo, uma plantadeira, uma rosca sem fim, aí já não funciona, teria que ser granulado ou pelletizado. Aqui mostrando um equipamento em cana, antigo ainda, que são usados na forma de prato, esse equipamento aí é bastante antigo. Mas existem já equipamentos modernos hoje, onde você coloca o adubo orgânico, o organo mineral para grandes extensões. Então esse já é um equipamento já bem mais atual. Falando um pouco da legislação, houve algumas atualizações através dessa instrução normativa que saiu em 2020 e que classifica os órgãos minerais em classe A e classe B. Antes era classe A, B, C e D. de acordo com o tipo de material orgânico que se utilizava. No caso a que classificou-se como A e B, aquele por exemplo que é A, ele não contém, só para simplificar aqui, dejetos de contaminantes sanitários. Já o B, já contém. Se você vai usar lodo, por exemplo, sanitário, aí é classificado como B. Isso daí vocês podem depois buscar nessa normativa maiores detalhes. Atualização na classificação é de que é importante que o carbono orgânico seja 8%, é o mínimo, a umidade máxima de 20% e aí você tem todas as outras características referentes aos organos minerais. Bom, eu tava falando pra vocês da floresta, tava falando da agricultura que tá se desenvolvendo, tá evoluindo, e aí eu achei muito interessante isso daqui, né, que nós passamos por uma fase que foi a Revolução Verde, depois trouxe, além das altas produções, também trouxe desequilíbrios enormes, né, e aí nós lançamos mão de sistemas integrados, e aí vem o manejo integrado de pragas, vem o plantio direto, vem a vários tipos de integração para se tentar diminuir, mas a gente não conseguiu. Ainda continuamos sofrendo com vários desequilíbrios dentro da agricultura. Agora nós estamos entrando numa fase chamada agricultura de base biológica e aí sim a utilização de insumos biológicos, a gente já está vendo isso, todas as empresas grandes trabalhando com inseticidas, fungicidas, biológico e os fertilizantes, buscando fertilizantes que também são mais sustentáveis, orgânicos, organominerais e assim por diante. Aqui só alguns resultados, agora que vou mostrar para vocês, de campo mostrando a eficiência, aqui por exemplo, comparando um produto fosfatado com o super simples, sempre elevando mais o teor de fósforo. Aqui um plantio, por exemplo, de laranja, onde você tem no sistema radicular aí, aqui mostra, fica muito evidente a fixação do fósforo quando você usa um fertilizante mineral, que é o super fosfato simples. Então ali você tem um crescimento do sistema radicular muito menor porque o ambiente não é tão favorável, além do que você tem um aumento da EC. Aqui um produtor ele utilizou fosfato reativo com esterco, ele fez um organo mineral, mas esse outro aqui utilizou um fertilizante organo mineral associado com micro-organismos, aí o resultado foi bem superior. Se a gente olhar, fazer uma trincheira, a gente vê a quantidade de raiz desse produto. Aqui é também uma comparação do mineral com o organo mineral, em plantio de laranja, mostrando aí o desenvolvimento das plantas muito maior, porque liberou mais fósforo em relação ao mineral que acabou tendo fixação desse fósforo. Então aqui alguns trabalhos também mostrando aqui aumento de fósforo também na planta através do uso de organo minerais. E aqui o interessante, que quando você começa a utilizar organo minerais, você começa a ter mais disponibilidade de nutrientes e você precisa comprar menos produto nos anos seguintes. Aí vem a economia, uma grande economia, porque você cria um ambiente, um clima muito mais favorável para a produção. Aqui mostrando também, comparando o mineral com o organo mineral. Estou passando rápido aqui, até pelo horário, só para terminar. Aqui uma economia também de várias propriedades, são cinco fazendas, aonde se utilizou no primeiro ano aqui, 2011, uma quantidade de órgão mineral. No segundo ano, ele precisou usar bem menos, que é um, no caso, um órgão mineral fosfatado também. aplicação aqui em taxa variável. Aqui eu acho que é muito interessante mostrar isso aqui ó. Isso aqui é uma fazenda, embaixo de um pivô, é laranja, e aqui tá um mapa do fósforo, né? E foi feita a aplicação em taxa variável. Sempre se utilizou super simples, e todo ano, mas você vê ainda que existe muita deficiência. Depois da aplicação em taxa variável e feito um novo mapa, a gente percebe já uma evolução desses fósforos no solo. Aí fez uma nova aplicação em taxa variável. Quer dizer, não foi no primeiro ano que você viu um grande resultado. Você teve um resultado, mas você tem que insistir. Aí num terceiro ano, foi esse o resultado, ou seja, o nivelamento do teor de fósforo, a recuperação da fertilidade desse solo através de organo mineral. Aqui também em cana, comparando o produtor utilizando uma formulação 5-25-25 E, utilizando o organo mineral, você tem muito mais brotação de cana. A cana é uma planta muito responsiva, aqui a gente vê também, junto com o super simples, o aumento do sistema radicular, porque você cria um ambiente muito favorável. No campo também, mesmo o produtor utilizando a torta de fio de cana e açúcar, junto com o mineral, ele teve um problema aqui, que foi a planta estar sentindo a seca, talvez até pela EC nesse contexto aí e você tem no organo mineral um produto mais estável que teve o resultado melhor. Aqui também comparando com o eucalipto e assim são vários os resultados. Aqui também comparando com tomate e risotron, você tem aí o químico, é lógico que o risotron é um um ambiente mais fechado ali, então você tem uma EC muito maior e aí uma inibição do sistema radicular. No caso do organo mineral que você utiliza, você cria um ambiente favorável. Pra finalizar, que eu já tô passando o horário, só queria mostrar pra vocês que o Brasil é um grande líder na produção e agora ficou mais evidente para o mundo, até com pedidos da Organização de Econômica Mundial, do papel do Brasil em produzir alimentos, principalmente por causa da guerra que ocorreu. E você tem setores de demanda muito grande. E só que, ao mesmo tempo, nós temos uma dependência muito grande de fertilizantes. Vocês todos também viram essa situação. Quem não sabia, ficou sabendo agora, que o Brasil é altamente dependente dos fertilizantes. E nós temos que buscar alternativas. O governo, já em 2010, lançou um plano nacional de fertilizantes. já preocupado com essa situação, mas não foi dado muita atenção. Quem quiser procurar saber mais. E agora um novo plano nacional que foi lançado, onde dentro desse plano tem um capítulo específico com fertilizante e orgânio mineral, que é uma alternativa. Aqui são as vantagens, que nós já falamos sobre as vantagens do orgânio mineral. Lá vocês vão encontrar as premissas para quem quiser acessar depois o plano nacional. Lá tem toda uma premissa que eu resumiria aqui dizendo que eles estão com a perspectiva que em questão de mais aí 10, 20 anos a gente tenha 20% desse mercado uma dependência menor em 20%. Então a gente espera que isso aconteça mesmo. Acho que o papel nosso, como técnicos, como pesquisadores, legisladores, é incentivar o consumo desses produtos, padronizar, melhorar cada vez mais para que o produtor tenha um produto alternativo muito interessante e que seja mais sustentável dentro do nosso processo. E eu acho que é isso aí que eu queria apresentar para vocês. Obviamente eu estou falando da responsabilidade nossa como técnico, como legisladores, no sentido de utilizar esses produtos que veio para ficar e eu acho que a gente tem muito ainda para evoluir nesse sentido. Obrigado pela atenção e desculpe o horário. Obrigado, professor. Absolo. Por uma produtividade inteligente.
Gilberto Tozatti
2022 - Abisolo