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Hormônios e nutrientes na adaptação aos estresses
Resumo
Este é o episódio 5 de 5 da Minissérie: “Temas em Fisiologia Vegetal”.
Uma série com 5 episódios que aborda alguns dos principais processos da fisiologia vegetal.
Transcrição
hormônios e nutrientes na adaptação aos estresses abióticos. O conhecimento dos processos fisiológicos é uma poderosa ferramenta que permite ao produtor enfrentar os desafios para uma produção de alta qualidade e rentabilidade, adotando as estratégias e tecnologias corretas. E é aqui que tudo começa. Os processos de germinação das sementes, desenvolvimento, crescimento e a adaptação ao ambiente são mediados por moléculas sinalizadoras produzidas pelas plantas. Especialmente os hormônios, que se difundem pela planta a partir dos seus locais de síntese. Os hormônios no acoplasto, por exemplo, se ligam a proteínas receptoras nas membranas das células, estimulando reações bioquímicas chamadas de transdução do sinal. Estas reações aumentam a concentração de cálcio no citoplasma a partir das reservas nos vacúolos. O cálcio é considerado como mensageiro secundário na sinalização hormonal e nas respostas aos estresses. Sendo assim, a sua importância vai muito além da sua função na lamela média, pois processos como o desenvolvimento, crescimento e adaptação das plantas ao ambiente dependem da atividade de enzimas sintetizadas a partir da sinalização. Déficit hídrico, altas temperaturas, luminosidade excessiva e salinidade promovem nas plantas o acúmulo tóxico de espécies reativas de oxigênio, causando o estresse oxidativo, que pode degradar as membranas celulares, causando a morte das células. Dica da Ábia O déficit hídrico, altas temperaturas, luminosidade excessiva, alta incidência de raios ultravioleta, salinidade e presença de metais pesados são definidos como estresses abióticos, já que não tem origem em patógenos. A adaptação das plantas aos estresses causados pelo ambiente passa pela síntese de enzimas. O cobre, ferro, manganês e zinco estão presentes em algumas dessas enzimas. Estas enzimas degradam as espécies reativas de oxigênio, convertendo-a em água. e pelo acúmulo de moléculas protetoras nas células, como o aminoácido prolina, a glicina betaina e açúcares, mitigando os efeitos danosos dos estresses abióticos no metabolismo. A redução dos danos dos estresses abióticos com o uso de L-aminoácidos, extratos de algas, substâncias úmicas e extratos de plantas, fontes contempladas na classe dos biofertilizantes, são muito estudados e seus efeitos estão bem descritos na literatura. Estas são importantes ações dos hormônios e nutrientes na adaptação das plantas aos estresses abióticos. Ações dinâmicas e complexas. Com anos de estudos, pesquisas e dedicação, aprendemos como este processo acontece e a sua importância. É assim que a agricultura evolui, com muito conhecimento. Assista aos vídeos da série sobre fisiologia e saiba mais sobre esta poderosa ferramenta. Uma iniciativa Absolo, por uma produtividade inteligente.
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