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Ecosystem-based management of seaweed harvesting
Resumo
A colheita de algas marinhas selvagens tem uma longa história e ainda é relevante hoje, embora a aquicultura forneça agora mais de 96% da produção global de algas marinhas. As atuais colheitas selvagens visam principalmente algas formadoras de copas, algas e macroalgas vermelhas que desempenham papéis importantes no ecossistema, incluindo produção primária, armazenamento de carbono, ciclagem de nutrientes, fornecimento de habitat, biodiversidade e apoio à pesca. Os métodos de colheita variam desde o corte manual seletivo até à pesca de arrasto pelo fundo. Os impactos ecossistêmicos resultantes dependem do método e da escala de extração, desde alterações na produção primária até à perturbação do habitat, fragmentação, alterações na cadeia alimentar e captura acidental de espécies não alvo. A gestão atual visa muitas vezes a colheita sustentável num contexto de espécie única, embora algumas agências reconheçam a estrutura, as funções e os serviços mais amplos do ecossistema que as algas marinhas fornecem. Delineamos potenciais abordagens de gestão baseadas em ecossistemas que ajudariam a sustentar ecossistemas produtivos e diversificados baseados em algas marinhas. Estas incluem a manutenção de uma elevada biomassa da copa, o potencial de recuperação, a estrutura e a conectividade do habitat, a limitação das capturas acessórias e as devoluções, ao mesmo tempo que incorporam encerramentos sazonais e zonas de exclusão de colheita nos planos de gestão espacial. Outras considerações de sustentabilidade dizem respeito às normas de monitorização, aplicação e certificação, à mudança para a aquicultura e à abordagem dos impactos humanos cumulativos, das espécies invasoras e das alterações climáticas. A nossa análise fornece uma visão geral concisa sobre como definir e operacionalizar a gestão da colheita de algas marinhas baseada no ecossistema, que pode informar os esforços contínuos de gestão e conservação.
Abstract
Harvesting wild seaweeds has a long history and is still relevant today, even though aquaculture now supplies >96% of global seaweed production. Current wild harvests mostly target canopy-forming kelp, rockweed and red macroalgae that provide important ecosystem roles, including primary production, carbon storage, nutrient cycling, habitat provision, biodiversity and fisheries support. Harvest methods range from selective hand-cutting to bottom trawling. Resulting ecosystem impacts depend on extraction method and scale, ranging from changes in primary production to habitat disruption, fragmentation, food-web alterations and bycatch of non-target species. Current management often aims for sustainable harvesting in a single-species context, although some agencies acknowledge the wider ecosystem structure, functions and services seaweeds provide. We outline potential ecosystem-based management approaches that would help sustain productive and diverse seaweed-based ecosystems. These include maintaining high canopy biomass, recovery potential, habitat structure and connectivity, limiting bycatch and discards, while incorporating seasonal closures and harvest-exclusion zones into spatial management plans. Other sustainability considerations concern monitoring, enforcement and certification standards, a shift to aquaculture, and addressing cumulative human impacts, invasive species and climate change. Our review provides a concise overview on how to define and operationalize ecosystem-based management of seaweed harvesting that can inform ongoing management and conservation efforts.
Heike K. Lotze
Inka Milewski
Julia Fast
Lauren Kay
Boris Worm
2019 - Botanica Marina