Contexto: A produtividade da soja é frequentemente limitada pelo manejo ineficiente de nutrientes e pela degradação do solo. O uso excessivo de fertilizantes químicos impacta negativamente a saúde do solo e a sustentabilidade. O manejo de nutrientes baseado em bioformulações oferece uma alternativa promissora para melhorar a produtividade das culturas, enquanto aumenta a atividade biológica do solo. No entanto, a pesquisa sobre a integração de bioformulações com insumos reduzidos de fertilizantes permanece limitada.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de estratégias de manejo baseadas em bioformulações no sistema de produção de soja. A hipótese testada foi se a integração de bioformulações + 75% da dose recomendada de fertilizantes (DRF) poderia alcançar produtividade e lucratividade similares ou superiores em comparação com as aplicações convencionais de 100% DRF.
Métodos: Um experimento de campo de 3 anos (2021–2023) foi conduzido no ICAR-IARI, Nova Deli, com sete cenários de manejo de nutrientes [NMSc1-parcela controle; NMSc2-100% fertilizante (DRF); NMSc3-75% DRF; NMSc4-75% DRF + Bio Zn; NMSc5-75% DRF + Bio NPK; NMSc6-75% DRF + Bio Zn + Bio NPK; NMSc7-75% DRF + Rhizobium + MDSR14 + Burkholderia arboris (12c)].
Resultados: A estratégia de bioformulação NMSc6 (75% DRF + Bio Zn + Bio NPK) registrou a maior taxa de crescimento da cultura (16,4 g m−2 dia−1) e produtividade de sementes (3,1 t ha−1), superando 100% DRF (NMSc2) em 4,0–8,0%. A absorção de nitrogênio (280,2 kg ha−1), fósforo (P) (21,2 kg ha−1) e potássio (K) (142,1 kg ha−1) foi maximizada em NMSc6. Os retornos líquidos aumentaram 12,5% em comparação com o DRF convencional, e a eficiência de produção melhorou 6,2%.
Conclusões: A integração de bioformulações com insumos reduzidos de fertilizantes aumenta a produtividade da soja, a saúde do solo e os retornos econômicos, enquanto reduz a dependência de fertilizantes sintéticos. NMSc6 emergiu como a estratégia mais eficaz, equilibrando alto rendimento com uso sustentável de recursos.
Context
Soybean productivity is often constrained by inefficient nutrient management and soil degradation. The overuse of chemical fertilizers negatively impacts soil health and sustainability. Bio-formulation-based nutrient management offers a promising alternative to improve crop productivity while enhancing soil biological activity. However, research on integrating bio-formulations with reduced fertilizer inputs remains limited.
Objective
This study aimed to assess the effect of bio-formulation-based management strategies on soybean production system. The hypothesis tested whether integrating bio-formulations +75 % RDF (recommended dose of fertilizers) could achieve similar or superior productivity and profitability compared to conventional 100 % RDF applications.
Methods
A 3-year (2021–2023) field experiment was conducted at the ICAR-IARI, New Delhi, with seven nutrient management scenarios [NMSc1-control plot; NMSc2-100 % fertilizer (RDF); NMSc3-75 % RDF; NMSc4-75 % RDF + Bio Zn; NMSc5-75 % RDF + Bio NPK; NMSc6-75 % RDF + Bio Zn + Bio NPK; NMSc7-75 % RDF + Rhizobium + MDSR14 + Burkholderia arboris (12c)].
Results
The bio-formulation strategy NMSc6 (75 % RDF + Bio Zn + Bio NPK) recorded the highest crop growth rate (16.4 g m−2 day−1) and seed yield (3.1 t ha−1), outperforming 100 % RDF (NMSc2) by 4.0–8.0 %. Nitrogen uptake (280.2 kg ha−1), phosphorus (P) uptake (21.2 kg ha−1), and potassium (K) uptake (142.1 kg ha−1) were maximized in NMSc6. The net returns increased by 12.5 % compared to conventional RDF, and production efficiency improved by 6.2 %.
Conclusions
Integrating bio-formulations with reduced fertilizer inputs enhances soybean productivity, soil health, and economic returns while reducing dependency on synthetic fertilizers. NMSc6 emerged as the most effective strategy, balancing high yield with sustainable resource use.